Depois das energias renováveis, a próxima grande aposta da política energética em Portugal deve ser a eficiência. Esta é a grande conclusão de fundo do primeiro relatório sobre política energética produzido pela Assembleia da República, que será votado amanhã pelos deputados, e que coloca a discussão nuclear como um meio para a sociedade portuguesa se confrontar com os custos dos seus hábitos de consumo energético.O documento, elaborado por um grupo de trabalho cujo relator foi o socialista Jorge Seguro Sanches, entende ser prioritária uma nova política fiscal que incentive as famílias com maior eficiência energética per capita, as actividades de eficiência energética e que privilegie, em geral, os objectivos da actual política energética. Explica que a tributação das actividades constitui "o instrumento político mais eficaz para a modelação dos comportamentos" das empresas e dos cidadãos.
Criada em 2006 para acompanhar os temas de energia, e depois da
montanha-russa dos preços dos petróleo em 2008, a comissão parlamentar parte da dependência externa do país e dos compromissos internacionais assumidos no âmbito do combate às alterações climáticas para avançar um conjunto de medidas.Às escolas, pede que dêem mais formação cívica sobre consumo de energia, com reforço dos conteúdos nos ensinos superior e politécnico. Propõe também "acções mais fortes de sensibilização dos cidadãos" e, na próxima legislatura, uma pedagogia da eficiência energética, através das escolas. Para os edifícios do Estado que dêem o exemplo, devem ser compensados por isso através de prémios (orçamentais ou outros).(...)
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