terça-feira, julho 28, 2009

Não há Propaganda que esconda... o que eles querem sabemos nós...

" Mário Lino, Severiano Teixeira, Maria de Lurdes Rodrigues, Pinto Monteiro, Manuel Pinho e Jaime Silva não voltarão ao Governo, mesmo que o PS ganhe.


Saiba quais as "prateleiras douradas" que os esperam.


A água e o lixo são duas paixões de Mário Lino, um dos ministros que mais marcou a legislatura que agora termina. O socialista, que em tempos idos já andou pelas águas comunistas revolucionárias, está de saída do Governo de Sócrates, cansado de ser o bombo da festa e de, quatro anos e meio depois, não ter conseguido fazer o que queria. Por terra ficam o novo aeroporto, o TGV, a ponte sobre o Tejo, o plano rodoviário com a auto-estrada interior do País a meio (aquela que ligaria Bragança a Beja, pelo menos). Por isso, Lino tem confessado aos amigos mais próximos que quer descansar uns tempos e dedicar-se depois à agua. O futuro do governante passa pela intervenção profissional nas áreas em que se distinguiu: é Mestre em Hidrologia e Gestão dos Recursos Hídricos pela universidade do Colorado, Estados Unidos, e chegou ao Governo vindo do cargo de presidente do Grupo Aguas de Portugal. Lino deseja dedicar-se ainda ao tratamento das águas residuais. (...).
Maria de Lurdes Rodrigues, a contestada ministra da Educação, está também de malas aviadas. Regressa ao ISCTE, mas sem cargos de direcção. No entanto, os nossos repórteres apuraram que Maria de Lurdes Rodrigues gostaria de retomar a participação no sector privado, onde já foi consultora, dada a sua ligação à Sociologia.
Quem há muito tem desejo de sair é José António Pinto Ribeiro. O ministro da Cultura tem cargos que lhe ocupam tempo suficiente: é presidente da Mesa da Assembleia Geral do Banco de Investimento Global, da Victoria-Seguros, da Victoria-Seguros de Vida, da Sofinloc, Sociedade Financeira de Locação, da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, das Produções Fictícias e da Vicra Desportiva. Acumula ainda com o seu trabalho normal de advogado. E foi Administrador da PT Multimédia e da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Colecção Berardo. São as últimas duas que têm a porta aberta para Pinto Ribeiro, caso deseje regressar. O ministro pode escolher a PT, uma vez que o seu interesse pessoal e profissional na área da televisão vem desde o tempo em que, com o amigo Nuno Artur Silva, colocou as Produção Fictícias, autora de séries como o Gato Fedorento ou Os Contemporâneos, na ribalta.
Manuel Pinho, que saiu do Governo depois de ter apresentado um par de cornos ao deputado comunista Bemardino Soares, é um dos homens com mais currículo, entre os que compuseram o elenco escolhido por Sócrates. Manuel Pinho vai regressar ao Banco Espírito Santo em Outubro, para ocupar um cargo na administração. A cena que o fez saúdo Governo granjeou-lhe elogios de patrões e sindicatos, e até provocou um convite de Joe Berardo para administrar a sua Fundação. Mas Pinho, que foi alto-quadro do FMI, vai voltar à Baixa de Lisboa, antes de decidir se quer mais do que um simples lugar de administrador. Uma coisa é certa: o ex-líder da Economia nacional afirmou a pés juntos que nunca mais voltaria à política. Pinho vai ser substituído por Maria de Belém como cabeça de lista pelo PS em Aveiro, nas legislativas de Setembro.
Para Jaime Silva, o ministro da Agricultura, seria desgosto não ficar no Governo caso de uma hipotética vitória PS. "O Diabo" sabe que o governante, apesar da contestação pública, não quereria deixar o cargo, tendo confessado em círculos internos que tem "trabalho a meio", principalmente a conquista do regadio Alentejo. Mas seria pouco que Sócrates o admitisse de novo como ministro, dada a aversão que lhe é votada pelos agricultores. O seu nome é falado, entretanto, para um cargo de apoio à Comissão Europeia, liderada pelo português Durão Barroso. E que Jaime Silva foi um dos homens que urdiu a Política Agrícola Comum da União Europeia e, depois da sua pelo Ministério e por dezenas reuniões de Conselhos de Europeus, está bem visto para acompanhar o trabalho da Comissão Agricultura, junto da Comissão.
Em 35 anos de regime, os socialistas têm-se mostrado exímios na obtenção de boas colocações depois de deixarem o Governo. O conhecido, no momento, será Coelho, que depois de se ter demitido de ministro das Obras Públicas tempo do Governo de Guterres, ter caído a ponte de Entre-osdirige agora a empresa de Mota Engil. Mas ex-ministros Armando vara (hoje do BCP) ou António Vitorino ( EDP) têm conseguido protegerda vida política muito activa, em lugares em empresas privadas ou públicas com destaque social.
No PSD, dois ex-ministros, Loureiro e Arlindo de Carvalho, estão agora sob suspeita no escândalo que envolve os negócios do Banco Português de Negócios. Os dois nomes que aparentemente mais se fizeram respeitar pela sociedade, mas que durante os seus mandatos foram trucidados na praça política, são Leonor Beleza, hoje presidente da Fundação Champalimaud, e António Barreto, também presidente de uma fundação, a Soares dos Santos. "
Artigo publicado no Diabo

2 comentários:

Anónimo disse...

Não haja duvida q está aqui uma bela coisa! O desespero já chegou ao ponto de terem de recorrer como fonte a esse paladino da verdade, do rigor e da isenção jornalística que dá pelo nome de "O Diabo"!!
Enfim, haja paciência para com esta gente que, por não vivermos em regime totalitário, também têm direito aos seus delírios...

Anónimo disse...

oh amigo, qual dos dados não verdadeiro???

São factos... vai lá ver e depois diz qq coisa.

bem se pode continuar a negar e até se pode chegar à conclusão que Portugal se aproxima do crescimento da UE, que há mais iguldade, menos pobres e desempregados...