
sexta-feira, março 04, 2011
terça-feira, junho 22, 2010
sexta-feira, maio 21, 2010
Baú: Chasin’ The Bird_royalcafe.wordpress.com
O Chasin’ começou algures numa já distante noite de 2007. Talvez ainda em 2006, não me recordo bem. Nasceu da junção das ideias de 6 alunos de Cinema, na UBI. Todas em função de um projecto final de curta-metragem, de grupo. Éramos nós: Aqui o anfitrião do espaço, o Humberto Rocha, o Hugo Moreira, o João Gazua, o Alexandre Banhudo e o Tiago Moreira. 6 amigos. 6 grandes amigos.
No momento em que rodámos o Chasin’, a maioria de nós já tinha alguma experiência prática em outros trabalhos de curta-metragem. Quer no “Rupofobia” ou no “Utensílios de Amor”, ambos do Telmo Martins; quer no “Horizonte”; ou até no “Isquémia”, do Hugo Tavares. Praticamente todos nós havíamos desempenhado distintos cargos e funções em cada um desses projectos cinematográficos. Semanas antes da rodagem do Chasin’ havíamos participado, também, quase todos noutro trabalho que, com certeza, recordamos com nostalgia – “Santuário”, de José Ratinho (projecto de outro grupo de grandes amigos nossos).
Acontece que quando acertámos a composição do grupo (suponho que algures entre Outubro e Dezembro de 2006), tínhamos bem presente uma fasquia, pelo menos a nível estético, do que pretendíamos atingir com o projecto a que nos proporíamos dedicar. Tínhamos, também, e principalmente, uma enorme ambição de ir mais além do ponto de vista criativo. Quebrar barreiras narrativas, linguísticas e estéticas da arte cinematográfica. Foi, assim, definido o objectivo – fazer uma verdadeira obra de arte cinematográfica. Com a plenitude dos valores intrínsecos a que tal se possam atribuir. Obviamente que, há 4 anos atrás, ainda todos éramos mais patetas do que hoje o somos. E que, com 20, 21, ou 24 anos, todos nós pensávamos que o nosso precário conhecimento cinematográfico era mais do que suficiente para nos permitir criar uma tal obra que se predispusesse a ir mais além do ponto de vista criativo. Queríamos ser autores, no sentido lato da palavra. E não podíamos estar mais redondamente enganados.
Contudo, e é com eterno orgulho que o reconheço, com “Chasin’ The Bird” conseguimos aquela que, porventura, será a nossa obra mais artística enquanto pretensos cineastas. Por mim falando, creio que nunca mais conseguirei fazer algo tão alternativo, tão intelecto (não do ponto de vista elitista, mas da perspectiva do entendimento resultante de uma interacção entre mente e espírito), tão valiosamente artístico como conseguimos em Chasin’ The Bird. Pelo bem e pelo mal que dessa afirmação resulte, ela é, aos meus olhos, absoluta.
Descrevo agora um pouco do processo.
Juntámo-nos então, munidos de ambições. De pretensões (e este aspecto é que pode ser fatal, no ponto de vista criativo). Quisemos ser grandes. Fazer algo grande. E iniciámos o brainstorming. Houve manifestações de interesse em abordar a toxicodependência. A imigração. A música. Principalmente a música – foi o nosso primeiro grande consenso. Inevitavelmente, Miles Davis (e quem éramos nós, putos de uma geração que se enfrasca em discotecas abundadas de Bobs Sinclars, para pensar sequer em abordar Miles Davis??). Sentimos. Miles Davis era o caminho. Tornou-se para nós obrigatório abordá-lo. Homenageá-lo. Todo ele é música. Uma quota parte da música é ele. Acabámos por delinear uma narrativa com um toxicodependente, amante de música. E com um imigrante de leste que vivia no quarto ao lado.
E decidimos que o filme abordaria uma questão séria – o que será mais forte: o vício ou o prazer?
Chegámos ao consenso que a via seria explorar essa questão. Ilustrar uma narrativa para estabelecer uma expressão de um paradigma aos olhos do espectador.
Carlos seria um toxicodependente ligado ao passado pela relação musical herdada do pai. Uma grafonola simbolizaria o valor material dessa relação. Um poster mítico do Miles também (o olhar de Corbjin é, por si só, um personagem de qualquer espaço), em menor escala. Um dealer forçaria Carlos a desfazer-se desse objecto que, de certa forma, seria o principal elemento da relação deste com o passado que o reconfortava. No preciso momento em que Carlos cede à ordem do Dealer (e à força do seu vício), o imigrante apareceria com um trompete. Carlos, inconscientemente, adoptaria o trompete enquanto objecto de substituição. Enquanto símbolo desse conforto perdido. Na sua cabeça, o som do trompete soava. Os acordes com que o pai o educara. Agora, ali, do outro lado da parede. O conforto voltara e Carlos rejubilava. A consciência de Miles omnipresente (também Miles fora um heroinómano). O estímulo, aos ouvidos de Carlos, seria o bater da porta. Imigrante no quarto, conforto ao alcance. Imigrante fora, desordem incontrolável. A ressaca. A ausência de conforto. O consumo, harmonia. O consumo sem estímulo (imigrante fora do quarto, ausência de música), a desordem. E, por aí, perguntar ao espectador: Será que é mais forte uma ressaca da ausência de heroína ou da ausência de música (símbolo do conforto, da motivação). Encontrámos, para dar corpo a essa questão, uma brilhante expressão numa brilhante letra dos Clã: “Será que o BEM nos faz sofrer, por nunca o vermos existir em nós?”.
Carlos sofreria essa angústia dupla, em espaço circunscrito. Uma jornada interior, pela busca de conforto. O eterno dilema.
E, ao contrário do que este formulara, o Imigrante não tocaria acorde algum no trompete. O objecto destinava-se para oferta ao filho. Para envio à terra natal. Também, para ele, o objecto possuiria um valor metafísico. Espiritual. Do sentimento de saudade pelos seus. De esperança. De crença. De alegria. De tristeza. Também, para ele, o objecto era complexo. Esse ambíguo objecto – o simples instrumento de Miles Davis.
Até aqui, tudo bem.
A coisa era mesmo brilhante. O próprio símbolo dos CTT era um cavaleiro branco a tocar trompete. O imigrante terminaria o filme a dirigir-se aos CTT. Cavalo… Trompete… Tudo fazia sentido. Relações incríveis que nós descobríamos. Sentimo-nos verdadeiros autores cinematográficos, como jamais sentiremos. Estávamos a conseguir algo mais profundo do que alguma vez imaginámos. Mas foi aqui, neste preciso momento, que pecámos. Ao querermos ir além. De encontro a essa ambição que nos movia.
Esquecemos (ou passámos para segundo plano) a componente cinematográfica da obra. Enquanto produto que formula uma comunicação entre autor e espectador. Subvalorizámos o poder do código, em função da mensagem. Desrespeitámos a técnica, a linguagem. Em função da ideia. Do brilhantismo. Da arte.
E soubemos criar algo que se debruçasse na barreira da linguística e no poder da comunicação oral (a sequência em que o Imigrante fala ao telefone com a mulher e explica a sua situação e a representação do trompete aos seus olhos, com Carlos a espreitar, ansioso, descontrolado, ressacado com a ausência do conforto, da presença do Imigrante no quarto anexo), um exercício puro sobre a causa-efeito. Sobre a incomunicabilidade dos seres humanos. O que um diz e o outro não descodifica. O efeito adverso que tal provoca. Soubemos criar uma sequência que expusesse tal problemática. Mas não soubemos nós, enquanto autores, resolvê-la. Não soubemos descodificar o código de transmissão da nossa ideia ao espectador. Não tivemos arte, nem engenho, para que a mensagem passasse. E a comunicação fosse feita. Porque, em sentido primeiro, a arte cinematográfica é, e sempre será, um meio de comunicação. E não soubemos, assim, fazer com que a nossa causa obtivesse o efeito pretendido.
Como tal, não soubemos transmitir que, quando o Imigrante pousa o telefone, Carlos regressava ao quarto e aguardaria expectante pelo som da porta a fechar. Prepararia-se convenientemente para esse momento de conforto. A junção do consumo da substância com o estímulo do início musical (accionado pelo som da porta a fechar). Abriria a janela, para o fazer à luz do dia. Procuraria o momento perfeito. A perfeita harmonia (a transmissão da mensagem pretendida talvez seja agravada pela performance do Hugo e do uso que ele dá ao “garrote”, em jeito de forca – mas, após algumas visualizações do filme por terceiros, tal pormenor seria mesmo das coisas que mais agradava no filme, e optámos por mantê-la – a coisa estava mal resolvida e mais valia ter um pormenor que suscitasse reflexão na memória do espectador!). O Imigrante entraria no quarto sem fechar a porta, pegaria as chaves de casa e sairia, fechando a porta atrás de si. O estímulo em Carlos seria accionado neste momento (quando Carlos pensaria que o Imigrante se fechara no quarto, este acabava de sair – nova problemática da causa-efeito, a barreira da incomunicabilidade entre 2 espaços distintos, 2 realidades distintas). Soaria música. Prevaleceria a harmonia, em Carlos. O Imigrante entrava nos CTT. Uma pomba branca entrava no quarto de Carlos. Um pássaro, símbolo máximo da liberdade. Carlos tentaria apanhá-la. Perseguiria a liberdade que estava ali à sua mercê. A liberdade (pássaro) fugiria, aos seus olhos. O bem de Carlos continuará a fazê-lo sofrer, por nunca o ver existir nele.
E, com o exercício, ofereceríamos ao espectador a possibilidade de reflectir na oportunidade que Carlos teve. E que nós pretendemos ilustrar, ao longo do filme. Ele teria tido a possibilidade de optar pelo prazer. Em detrimento do vício. Acreditámos que seria possível deixar essa mensagem de esperança, a quem passe pela problemática. Carlos não o conseguiu. Mas, aos nossos olhos, a libertação está ao alcance de cada um. Na dependência desse conforto, em detrimento da substância. Em calão simplista – Agarra-te à música. E livra-te da heroína.
E, pelo não domínio de toda uma linguagem cinematográfica, não conseguimos fazer com que o filme resultasse, do ponto de vista comunicativo.
Fomos brilhantes, continuo a dizê-lo. Conseguimos criar algo riquíssimo, em termos metafísicos. De valor artístico. Conseguimos criar algo muito mais profundo do que aquilo que inclusive temos noção. Mas que não comunica. Não é bem sucedido, na transmissão da mensagem. E com a mesma segurança que afirmo que jamais conseguiremos fazer algo tão profundo, tão rico do ponto de vista artístico, jamais pretenderei enveredar por uma via de recurso cinematográfico em função de um brilhantismo intelectual que não me possibilite comunicar com o público. Renegarei, a priori, qualquer criação minha que só aos meus olhos seja inteligível. Serei, sempre, e acima de tudo, um comunicador. Não posso admitir que, aos olhos da pessoa que mais contributo teve na minha educação cinematográfica, uma obra minha não seja passível de entendimento. É completamente anti-natura.
Muito por isso, por essa consciência, as minhas obras seguintes foram “Azeitona” e “Um Funeral à Chuva” (ainda que esta não tenha sido eu a realizar). Filmes complexos, à sua medida. Talvez menos intelectualizados que “Chasin’ The Bird”. Mas, certamente, mais perceptíveis. E, garanto-vos, é muito melhor sentir que tivemos um espectador emocionado, sensibilizado com a mensagem que transmitimos, do que alguém confuso, lutando consigo próprio para tentar perceber a mensagem que quisemos transmitir.
“Chasin’ The Bird” foi rodado entre Belmonte e Manteigas, creio que em Maio de 2007. Teve 5 dias de rodagem (90% passados no quarto de Carlos, que tão pouco higienicamente caracterizámos…), uma equipa de cerca de 15 pessoas e um orçamento de 600€. O Hugo Tavares, o Dmitry Bogomolov e o Luis Alçada foram irrepreensíveis, na forma como abraçaram este projecto. O Gonçalo Marques foi brilhante a personificar o ambiente do filme com as notas do seu trompete. Toda a equipa foi impecável, sensata e paciente num meio algo claustrofóbico como podem acreditar que é a desactivada pensão “Altitude”. Um enorme OBRIGADO a todos aqueles que contribuiram para o sucesso deste projecto e aos que, acima de tudo, o possibilitaram.
Lembro-me do dia em que fui com o Hugo Tavares a um Centro de Desintoxicação, na região, e da profunda conversa que tivemos com um “hóspede”. Por sinal, também ele havia cedido a guitarra que lhe havia sido oferecida pelo pai e que, de forma tão dolorosa, o remetia para os laços familiares perdidos. O seu testemunho foi importantíssimo para nós, enquanto processo criativo. O Hugo foi brilhante, nas suas qualidades de observador, a retirar todos os ínfimos pormenores que o fizessem incorporar sentimentos, expressões ou atitudes próprias de alguém consumido pelo vício da heroína. Foi algo que me marcou, enquanto criador. É importantíssimo, em cinema, utilizar os recursos possíveis do método Stanislavski. Em qualquer das fases do processo criativo. Seja na escrita, na planificação/decoupage, na representação. O bom autor é, acima de tudo, um performer. Um ilustrador. E o exímio é aquele que sabe caminhar nos terrenos que pisa.
Recordo inúmeras outras coisas, relacionadas com este projecto. Boas e más. Na sua grande maioria, dominam as positivas. E dominam com nostalgia. Hoje faria tudo igual, novamente.
Talvez, para mim, o maior contributo artístico das nossas vidas.
Sem dúvida, para nós, uma lição.
Uma enorme lição de cinema.
Que, aqui no Royal Cafe, vos tardia e reflectidamente confesso.
E que, ao reconhecê-la, mais me confronto com o panorama geral da produção cinematográfica portuguesa. Um panorama de egoísmo criativo, de incapacidade comunicativa consciente ou de facilitismo exasperado. Que precisa, cada vez mais, de encontrar um meio termo. Um meio termo que o promova. Que o aproxime do receptor. E que, acima de tudo, o glorifique na sua função primária – a comunicativa. Porque a Arte só existe se transmitida.
Deixo-vos também os vídeos do Making Of do Chasin The Bird, da autoria do génio de Leandro Silva.
Esta pequena pérola (o primeiro vídeo), por ele captada em plena rodagem, é o verdadeiro exemplo de como deve ser um Making Of – Um Filme dentro do Filme, A Tugalidade dentro de um Filme Tuga:
Filme, A Tugalidade dentro de um Filme Tuga:
Havia outro, que entretanto foi removido pelo Youtube… Parece que não havia direitos para o uso da música… Ainda que se tratasse apenas de um Making Of de uma curta de estudantes…
Volto em breve,
Entretanto há uma estreia nacional de “Um Funeral à Chuva”. 3 de Junho, num cinema perto de si!
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Azeitona (Olive)_vídeo completo
Azeitona (Olive) from Luis Campos on Vimeo.
sábado, fevereiro 20, 2010
Horizonte (Horizon) by Luis Campos
(...) A pós-produção extendeu-se por 3 anos. Só em 2009 ficou finalmente concluído. Novamente as minhas desculpas a todas as pessoas que aguardaram com entusiasmo pela visualização do resultado final. Mas problemas de origens diversas e de formas sucessivas foram “atormentando” a conclusão deste projecto.
Agora chega à grande janela. Em primeira mão aqui no Royal Cafe.
Se sei que, hoje, enquanto guionista e realizador faria muita coisa diferente do que fiz nesse projecto, igualmente sei que, se tivesse a possibilidade de amanhã repetir a experiência, a decorrer de forma exactamente igual à que correu então, não rejeitaria nem um segundo.
E hoje voltaria a tentar adormecer com o mesmo nervoso miudinho que me dominou nessa já distante noite de Julho.
Podem acompanhar os vídeos do making of aqui. Obrigado por tudo, Ivo.
Volto a abrir o baú em breve. Até lá.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Baú: Coisa Hindu_royalcafe.wordpress.com
"Aproveito, finalmente, e após o término do prazo de validade de submissão a festivais dos meus trabalhos cinematográficos previamente realizados, para apresentar, em primeira-mão, a disponibilização online dos mesmos.
Assim, será com uma mista sensação de orgulho e nostalgia que, pontualmente, os publicarei aqui no Royal Cafe.
Para celebrar o evento, deixo-vos com “Coisa Hindu”, uma curta-metragem produzida com carácter totalmente independente e inserida no âmbito de um exercício fílmico para a cadeira Géneros Cinematográficos (componente do Mestrado em Cinema, Realização, na UBI), em que se pretendia explorar o género de comédia negra."
Espero que gostem
Luís Campos
"Os meus mais sinceros agradecimentos a toda a gente que ajudou a tornar esta ideia possível, ao Tiago, ao Luis e à Inês que se pre-disponibilizaram a imortalizar essas caricatas personagens, aos The Guys From The Caravan por com tanto entusiasmo terem aceite o meu repto. Aos colegas que durante 3 dias respiraram Coisa Hindu e cujas contribuições não só possibilitaram como acresceram o nível qualitativo do projecto. Aos que apoiaram (espiritual e logisticamente), em especial o apoio incondicional dos meus pais. A todos aqueles que sabem que, por mais indirectamente que seja, estiveram relacionados com a concretização do projecto. E ao Abib. Porque mesmo sem perceber uma única palavra de português, conseguiu emprestar um carisma incrível à sua personagem e torná-la possível.
O Coisa Hindu foi rodado em Janeiro de 2008, em 3 dias e 2 noites (creio, já não me recordo com exactidão), integralmente na cidade da Covilhã e teve um custo de cerca de 150€, que permitiram pagar as despesas de deslocação do Tiago e da Inês.
Foi filmado em Mini-DV e integrou a sessão competitiva do Festival de Arouca 2008. Ganhou o prémio do público na MOSTRA UBICINEMA 2008, na categoria de trabalho extra-curricular. E teve a nota de 18 valores na cadeira em que se inseriu!!!
Hoje que o filme chega à janela global, é com um enorme alegria que espero que aqui e ali o filme vos consiga arrancar algum sorriso, por mais tímido ou azedo que seja.
Estejam à vontade para comentar. A vossa participação é o maior estímulo para esta divulgação.
O baú volta a abrir em breve. Até lá."
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
terça-feira, fevereiro 09, 2010
CURTA-METRAGEM DE DOIS JOVENS COVILHANENSES ALERTA PARA PERIGO DE ENCONTROS MARCADOS ATRAVÉS DA INTERNET
Curta-metragem de IVO SILVA apresentando MAFALDA MELO
Eu, Ivo
euivo.pt.vc
MAFALDA MELO
O Blog da Mafalda
mafaldamelo.wordpress.com
Um grande abraço ao Máfia
sexta-feira, janeiro 08, 2010
segunda-feira, julho 13, 2009
Curta 2 - Mostra Nacional de Curtas-Metragens de S. João da Madeira_16 jul 09_"Azeitona", de Ana Almeida, Humberto Rocha, João Gazua e Luis Campos
de São João da Madeira

"Azeitona", de Ana Almeida, Humberto Rocha, João Gazua e Luis Campos
Música/Artes - Inauguração
Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
21:30 - 23:00
Paços do Concelho de São João da Madeira
azeitonaofilme.blogspot.com
myspace.com/azeitonaofilme
terça-feira, maio 26, 2009
Mais um importante prémio para o Cinema da UBI_“Azeitona” ganha agora a distinção de melhor Filme Português
A curta-metragem “Azeitona”, de Ana Almeida, Humberto Rocha, João Gazua e Luís Campos, realizada no âmbito do Mestrado em Cinema–Realização da Universidade da Beira Interior (UBI), foi considerada, por um júri internacional, o melhor filme nacional na mostra organizada pela Escola Superior Artística do Porto, que teve lugar entre os dias 12 a 16 de Maio.O filme “Imergir”, de Tito Fernandes, outra produção da UBI concretizada no âmbito do mesmo Mestrado, mereceu igualmente uma Menção Honrosa por parte do júri. Em exibição esteve ainda “Ubíquo”, de Bruno Costa, Gabriel Jacinto, Jaromir Wimmer, Luís Noutel, Miguel Ribeiro, Tiago Carmo e Vítor Rosa, uma curta-metragem de projecto final da licenciatura em Cinema da UBI. Uma distinção obtida num festival onde estiveram em análise mais de 40 obras.
Para além da UBI, estiveram representadas as seguintes escolas portuguesas: Escola Superior Artística do Porto, Universidade Católica, Escola Superior de Teatro e Cinema, Instituto Politécnico do Porto e Universidade Lusófona.
As escolas internacionais presentes foram a Baltic Film School, a Academia de Artes de Belgrado, a Escuela de Cine de Barcelona, a London Film School, a Academia de Música e Teatro da Lituânia, a Escuela 9 Zeros de Barcelona e a UNACT – Universidade de Teatro e Cinema da Roménia. As obras apresentadas a concurso por esta última instituição foram distinguidas com o Grande Prémio da mostra. Os trailers dos filmes, bem como as respectivas fichas técnicas podem ser vistos no site do UBICinema
> Eduardo Alves
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O facto de ter sido eleito pelo júri internacional da Mostra como o Melhor Filme Português, entre dezenas de filmes em competição, é, para nós, um enorme prestígio e motivo de orgulho.
O prémio serve, assim, como reconhecimento pelo esforço e dedicação que toda a equipa do Azeitona empregou ao longo do projecto. Parabéns a todos os envolvidos.
Dedicamos o prémio a todos os estudantes de cinema em Portugal porque nós sabemos as dificuldades que todos nós encontramos no desenvolvimento dos nossos projectos. Fazer coisas, enquanto estudantes e sem dinheiro, é muito difícil. Fazer filmes, então, é para aqueles que assumem o risco e se entregam com paixão a uma causa. E, para nós, saber que por este país fora existem pessoas determinadas a tentar, a fazer, a desenvolver, a mudar ou a evoluir aquilo que amam e no qual acreditam, suscita-nos uma profunda alegria e admiração pelos demais.
Dedicamos também o prémio a Benard da Costa, porque se podemos hoje em dia falar em cinema português, primeiro, nunca o faremos tão bem como ele o faria, mesmo até quando o abordava em tons de brincadeira e, segundo, muito o devemos ao seu incansável esforço e dedicação de quase uma vida em torno de uma causa.
Obrigado ESAP, pela Mostra. Obrigado ao júri, pelo prémio. Obrigado a todos aqueles que ajudaram este projecto a ser concretizado. Obrigado a todos aqueles que sempre acreditaram em nós. Obrigado ao "Mestre desta jornada semestral", pelo seu contributo pessoal e profissional à criação e desenvolvimento deste projecto. E, acima de tudo, obrigado a nós, porque conseguimos.
PALMARÉS VI MOSTRA INTERNACIONAL
DE ESCOLAS DE CINEMA ESAP
Grande Prémio/BestPicture
“Bric-Brac”; “For Him”; “Palm Lines”; “Pizza Love”
National University of Drama and Film, Romania
Melhor Filme Português/BestPortuguese Picture
“Azeitona”, Ana Almeida, Humberto Rocha, João Gazua e Luís Campos
Universidade da Beira Interior,Portugal
Melhor Filme Estrangeiro/Best Foreigner Picture
“A NastyDream”, Dovile Sarutyte
Lithuanian Academy of Music and Theatre, Lithuania
Melhor Realizador Português/Best Portuguese Director
AssalGhawami, “Sturm ”
Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa,Portugal
Melhor Realizador Estrangeiro/Best Foreigner Director
Ivana Mladenovic,“Pizza Love”
National University of Drama and Film, Romania
Prémio Especialdo Júri/Jury Special Prize
“La Ultima Calada”, Sergi Sole Pascual
9Zeros, España
Menções Honrosas/Honorable Mention
“Manifesto da Sétima Arte”
ESAP, Portugal
“Imergir”
Universidade da Beira Interior, Portugal
“Depoisde um dia de trabalho”
ESAP, Portugal
“Obsession”
Baltic Film and Media School, Estonia
“Reservado”
Instituto Politécnico do Porto, Portugal
azeitonaofilme.blogspot.com
yuotube azeitonaofilme
quinta-feira, maio 21, 2009
Daniela Gigante aluna da UBI ganha “Curtas Sadina”
Clique para ampliar
O desafio constante de participar em novos concursos levou Daniela Gigante, aluna do primeiro de Design Multimédia, na UBI, a participar no “Curtas Sadinas”. Esta jovem, natural da Covilhã, tinha já participado neste evento, o ano passado, “pela insistência de um professor”, quando ainda frequentava o secundário, numa escola da “cidade neve”.
Este ano, “como já tinha terminado uma curta-metragem, decidi enviá-la para este concurso, mais com o objectivo de participar, do que mesmo vencer”, acrescenta.(...)
> Eduardo Alves
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quinta-feira, janeiro 22, 2009
"Azeitona"
Como o filme não tem distribuição comercial e anda a percorrer o circuito de festivais de cinema, a melhor forma de o visionar será precisamente numa exibição de um festival, caso o filme seja seleccionado para algum festival próximo de vocês.
Quero com isto dizer que, por enquanto, a curta-metragem não estará disponível para visualização online.
O filme foi feito para ser visto, obviamente, e nada nos agradaria mais que disponibilizá-lo para a mais larga audiência possível.
O que, a vocês, enquanto possíveis espectadores interessados, vos deixa 3 opções:
- ou se deslocam a um festival onde o "Azeitona" seja exibido;
- ou conhecem alguém de um canal de televisão e preparam o "arranjinho" para que o "Azeitona" seja exibido em horário nobre;
- ou convencem alguma editora e/ou distribuidora a pegar no nosso filme e difundi-lo a larga escala (e ajudavas assim a colher mais frutos) :P
Obrigado a todos!
Entretanto, e caindo na realidade, estejam atentos à divulgação que iremos fazendo aqui no blog, relativa aos festivais por onde "Azeitona" passará.
P.S. - Caso estejam mesmo, mesmo muito interessados em visualizar o filme, podem sempre promover uma sessão de cinema português no grupo desportivo e recreativo da vossa terra ou freguesia e incluir o "Azeitona" na programação.
O gosto é todo nosso! ;)
Obrigado uma vez mais pelas mensagens de interesse no filme, as quais recebemos e lemos com enorme apreço!»
quarta-feira, janeiro 07, 2009
“Azeitona”_From Covilhã to the World_Ana Almeida, Humberto Rocha, João Gazua e Luís Campos_Cinco prémios "From Cidade Cinco Estrelas"

- Grande Prémio do Público
- Menção Honrosa Júri Jovem
- Melhor Actor: Orlando Costa
http://www.mostralingua.org/2008/palmares.htm
"Dedicamos estes prémios a todos aqueles que empenharam os seus esforços e contribuiram para a concretização deste projecto.
Cumprimentos dos Azeitonas! "
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Já em Ovar, na 13.ª edição do OVARVÍDEO - Festival de Vídeo de Ovar, Azeitona venceu também com "esmagadora maioria" o grande prémio do público. http://www.ovarvideo.fest.pt
Azeitona, Reportagem SIC
Azeitona, Reportagem RTP (Fotograma)
Azeitona, Reportagem ESEC TV
quarta-feira, novembro 12, 2008
Manifesto Eleitoral - Lista B Alunos - direito de resposta
Após ter sido avisado do tipo de comentários neste espaço acerca da minha pessoa, bem como a utilização do meu nome, e tipo de mandato que exerci no NAUBI, cumpre-me informar:
- As pessoas são livres de ter opinião acerca de mim, bem como do mandato que exerci no NAUBI, mas desde que se identifiquem;
- Este tipo de estratégia percebe-se quanto ao seu tempo e tipo, mas é descabido, pois comunico-vos que não sou candidato a nada, mesmo nada como pensam; portanto são munições que andam a esbanjar;
- Devo também comunicar que acabei de completar o mandato no NAUBI, encontrando-se este em período eleitoral, as quais também não sou candidato.
- Estive 5 anos como aluno no curso de arquitectura, período normal para o completar, neste período dediquei 1 ano com os meus colegas de direcção ao NAUBI, estou de consciência tranquila com o trabalho desenvolvido.
- Portanto em Fevereiro próximo devo estar de partida com o meu percurso académico completo e para reiniciar a minha actividade profissional na função pública do qual sou funcionário do quadro da carreira técnica.
Acerca do meu trabalho como presidente do NAUBI, convido todos os interessados a visitar as instalações do núcleo de arquitectura (cerca de 200 m2), com um ateliê 24 horas e equipado com 20 computadores, 3 plotters, impressoras, material de projecção etc. Bem como ao funcionamento de cursos extra curriculares de: pintura e desenho, técnicas de representação de projecto.
Realizámos 2 ciclos de conferências em que o núcleo trouxe a esta universidade profissionais de renome como: Belém Lima, ARX, Carvalho Araujo, António Portugal, Cassiano Santos, 3DSIGN, André Espinho, João Ferrand, Lopes da Costa, José Martinez, João Mendes Ribeiro, Jacinto Rodrigues, entre outros.
Gostaria também de oferecer a quem se quiser informar, a Revista NAUBI, que foi lançada a cerca de 6 meses e, ainda posso perder algum tempo livre que vou ter a partir de agora para vos explicar as restantes actividades deste ano.
Enfim cumprimentos a todos, mesmo aqueles que têm problemas de mostrar a cara! Estarei sempre ao vosso dispor.
Até sempre, pois tenho a minha actividade profissional á minha espera! E vocês?
Sei qual é o meu caminho, e não é o que vocês andam a trilhar…
João Rey
terça-feira, outubro 21, 2008
terça-feira, julho 22, 2008
Azeitona, o Filme@UBI
Membros da Banda
Influências
| Sobre Azeitona, o Filme | |
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segunda-feira, julho 07, 2008
“Azeitona” reúne grandes actores na Covilhã
Orlando Costa, Teresa Madruga, Rui Santos e Fernando Taborda são alguns dos actores que participaram em "Azeitona". Quatro mestrandos de Cinema na Universidade da Beira Interior (UBI) convidaram outros tantos grandes nomes da representação em Portugal, aos quais se juntou Pedro Azevedo, director de fotografia, algumas jovens promessas do cinema e vários jovens da Covilhã.
Foram cinco dias intensos de rodagem que decorreu sobretudo no centro da Covilhã, em que todos participaram gratuitamente. «Achei extraordinário que a Teresa Madruga tenha recebido o guião quatro dias antes e tenha começado a construír a personagem de imediato. Percebeu logo o que queríamos e trouxe ideias que ainda não nos tinham passado pela cabeça, ao nível do guarda-roupa, caracterização ou das músicas que teria de dançar», exemplifica Humberto Rocha.
Da participação de Orlando Costa, os jovens cineastas elogiam «tudo aquilo que nos ensinou ao nível da direcção de actores. Foi incrível como, para além de nos ajudar com a sua experiência, esteve sempre disponível para receber as nossas indicações», lembra. Orlando Costa mostrou-se agradado com o convite: «Estes são os profissionais do futuro da minha actividade. Para além disso, tenho um amor muito grande à minha profissão e é por isso que trabalho aqui, à borla», revela. Ainda assim, destaca o profissionalismo dos estudantes: «Têm uma preocupação muito grande para que tudo saia perfeito. Tiro-lhes o meu chapéu, pois quem está a aprender trabalha mais». A aprender, apesar de já ter terminado o curso de teatro, estava também Cláudia Manuel, a protagonista. Os realizadores viram nela «a imagem, a subtileza e o sarcasmo que se pretendia para a Olívia».
Um trabalho que também Rui Santos (César, no filme) elogia. Esta não é a primeira vez que o actor colabora gratuitamente com jovens realizadores. Por isso, incita as empresas a também
elas financiarem o cinema português: «É preciso apostar na qualidade e na divulgação. Se os filmes forem bons e bem divulgados, o que é muito caro, há retorno, depois, em bilheteiras». Pedro Azevedo, agora a trabalhar em Madrid, defende que «estes projectos não podem ficar na gaveta ou no Youtube. Há que enviá-los para festivais para conseguir projecção e, quem sabe, prémios». Humberto Rocha e os colegas de projecto são da mesma opinião: «Concorrer a apenas um ou dois festivais é muito pouco. Queríamos ter o filme a andar um ano, pelo menos, no circuito europeu de festivais, mas até isso custa dinheiro. Esta seria uma boa forma de projectar e divulgar o curso», rematam."O Interior"
"Kaminhos"
quinta-feira, julho 03, 2008
Azeitona, O Filme
Azeitona é um projecto cinematográfico de 4 alunos do Mestrado em Cinema - Realização, na Universidade da Beira Interior.A azeitona é o fruto da Oliveira (Olea europea), árvore predominantemente mediterrânica e que pode chegar até aos mil anos de longevidade.

Conseguirá Olívia desprender-se do preconceito em redor do cinema de Oliveira e encontrar a verdadeira mise-en-scène da coisa?"
Actores
Cláudia Manuel
Orlando Costa
Teresa Madruga
Fernando Taborda
Rui Santos
Director de Fotografia
Pedro Azevedo
Realizadores
luís campos
humberto rocha
joão gazua
ana almeida
http://azeitonaofilme.blogspot.com/




