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quinta-feira, julho 28, 2011

Comunicado de imprensa - BE Covilhã



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"Junto remetemos, em anexo, as declarações do deputado municipal eleito pelo Bloco de Esquerda da Covilhã António Manuel Pinto, a propósito do processo de compra do Teatro Cine pela Câmara Municipal da Covilhã e a alteração do plano de pormenor na zona industrial do Tortosendo, em sede de Assembleia Municipal da Covilhã."


Com os melhores cumprimentos,

A Comissão Coordenadora Concelhia do BE Covilhã

segunda-feira, junho 20, 2011

"Os inqueritos na UBI"...e a avaliação dos seus docentes!!!

«Já sabem da última que corre a UBI?»

"Julgamos que já terão uma ideia de um processo de avaliação dos professores com base em inquéritos feitos à mão. É inacreditável como, no sec. XXI, ainda se põe em prática processos tão arcaicos e que podem, até, levar os alunos e professores a pensar que é pouco transparente. O processo de avaliação Lince, que está implementado na UBI há mais de 10 anos, apesar de ter as suas desvantagens, era muito mais “limpo” que o actual. Este novo tipo de avaliação é mau, da idade da pedra. Os alunos estão contra este método, e a maioria dos professores nem se fala.

Há alunos que não fizeram qualquer inquérito, no entanto, a disciplina foi avaliada (como?). Há alunos que relataram que o delegado de curso preencheu parte ou a totalidade dos inquéritos porque não conseguia reunir os alunos e estava a ser pressionado por uma secretaria da Faculdade para os encontrar. Há delegados que levaram os inquéritos para casa durante vários dias para fazerem a estatística e outros que os partilhavam com os colegas no café para “gozar” com a avaliação do Professor. Duas bejecas e vamos "lixar" este gajo que chumbava mtos alunos. Os alunos de Arquitectura revelaram que o Director de Curso ia á sala de aula ameaçá-los para não darem nota negativa aos professores faltosos (sim, há lá 2 professores que não dão aulas e passam toda a gente), porque isso iria prejudicar a acreditação do Mestrado Integrado na AE3S. Eh eh eh... tão a ver né?

Antes do Lince, os inquéritos era feitos à mão, mas depois o envelope era fechado e assinado pelo delegado e professor. O aluno ia imediatamente entregar os inquéritos aos Académicos.

Alguns alunos sentiram-se constrangidos pelo Professor durante o preenchimento dos inquéritos. Também houve alunos que “ameaçaram” os professores durante o inquérito com frases do tipo “agora é a nossa vez de fazer um exame difícil”.

Em suma:

- É um processo antiquado, vulnerável a adulteração de resultados, não controlado e muito relaxado;- É mais dispendioso em papel, canetas e tempo que os alunos têm de andar a fazê-los?

- Interfere com as aulas e actividades lectivas.

- Condiciona os alunos e deixa os professores vulneráveis à frente dos alunos.

- A estatística é feita pelos alunos e alguém dos secretariados vai ter de carregar os dados. Ou seja, o risco de ocorrerem riscos aumenta.

- Tem menos participação que o inquérito on-line.


A Universidade tem meios de colocar um inquérito on-line que faz o tratamento estatístico automático, como no E-Conteudos. Os alunos podem ser “obrigados” a preenche-lo antes da matricula ou antes de receber um certificado. Ou, então, o delegado pode pressioná-los durante um semana para irem ao E-Conteudos preencher o inquérito. O aluno vai lá sozinho, dentro da sua área, e fá-lo de consiencia tranquila sem ter ninguém a pressioná-lo. Muito mais limpo. É o comment do momento na comunidade ubiana."


Saudações Ubianas.

Alunos da Academia

terça-feira, junho 07, 2011

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS - E AGORA? por Marco Daniel Alves

Bem, passado um dia que esta sobre as ultimas eleições legislativas, quero também eu fazer uma reflexão sobre tudo o que se passou neste acto eleitoral.

Uma primeira nota para o nível elevado da abstenção, principalmente numas eleições desta natureza que se revelavam de especial importância devido ao difícil período que atravessamos. Acho que esta é uma matéria que deve merecer uma reflexão profunda por parte de toda a classe politica.

Em relação à redução para metade do Bloco de Esquerda, apenas tiveram o que semearam. Já escrevi anteriormente que o Bloco de Esquerda aquando do seu surgimento, veio dar uma lufada de ar fresco ao panorama politico Português, mas depressa se vergaram ao populismo e à demagogia, e vamos ver se esta amálgama de partidos que forma o Bloco de Esquerda não se irá começar a desintegrar devido a este desaire eleitoral.

O PPD/PSD de Pedro Passos Coelho lá conseguiu então "ir ao pote"(expressão utilizada pelo próprio PPC, quando inviabilizou uma moção de censura ao Governo apresentada pelo BE). Confesso que estou muito apreensivo quanto ao que ai vem. Não sou só eu que digo que este é provavelmente o PPD/PSD mais à direita de sempre, até o próprio Paulo Portas referiu em campanha que o CDS/PP de hoje, imagine-se, está à esquerda do PPD/PSD. Temo que haja a tentação de, sob a desculpa das medidas da troika, se desmantelar o estado social que temos, que foi uma das grandes conquistas de Abril.

Quanto ao Eng. José Sócrates, volto a referir o que já disse anteriormente, e não tenho dúvidas que a História me irá dar razão, estivemos perante um dos mais talentosos Políticos e Lideres dos nossos tempos, não tenho dúvidas que será para sempre lembrado como o Politico mais reformista da nossa Democracia, e também não tenho dúvidas que numa outra conjuntura internacional, iria continuar a liderar os destinos do nosso Pais, tornando-o numa referência em muitos domínios, nomeadamente no desenvolvimento tecnológico.

Os grandes lideres têm a característica de só se poder ter dois sentimentos por eles, amor ou ódio, e se tinha dúvidas quanto ao estarmos perante um grande lider, ontem dissipei-as no momento em que o Eng. José Sócrates informava que ia deixar a liderança do Partido Socialista, vi a festa que reinava nas hostes do PPD/PSD e do CDS/PP. Confesso que essa festa me deu um certo gozo, para o conseguirem derrotar, foi preciso recorrer à baixa politica, nunca desde o 25 de Abril um Politico foi tão insultado e perseguido...

Obviamente que cometeu erros, mas só os comete quem trabalha e quem faz alguma coisa, entre o deve e o haver, o tempo irá servir para que fique claro as marcas bastante positivas que deixou em Portugal, principalmente até 2008.

O Povo foi chamado a escolher e o Povo, mal ou bem, lá fez a sua escolha de forma clara e inequívoca. Espero estar enganado em relação ao que espero da actuação da aliança que nos vai governar, ainda me recordo muito bem da última passagem do Paulinho das Feiras por um Governo, e deixou tudo menos saudades...

Por fim uma pequena reflexão sobre o Partido Socialista, penso neste momento ser importante um debate e uma reflexão interna, fazendo paralelamente a isto uma aproximação do Partido às bases. Uma re-filiação penso que também não seria descabida, e acima de tudo penso que o Partido deve ser re-centrado à Esquerda, e começar desde já a trilhar o caminho, para num futuro próximo voltar a Governar Portugal. Obviamente esta reflexão está já condicionada à partida pela escolha do próximo Secretário-Geral, que não deve fugir dos nomes que neste momento são já apontados como possíveis sucessores a José Sócrates (António José Seguro, António Costa e Francisco Assis).

Aconteça o que acontecer, de uma coisa não tenho dúvidas, o Partido Socialista irá continuar a ser o Grande Partido da Esquerda Democrática e irá continuar a ser o Grande Partido do Povo.

sexta-feira, março 18, 2011

Daniel Casteleira_revista C

Coimbra ON TRENDY

Depois das ofuscantes semanas da moda em Milão, Nova Iorque e Londres chegou a vez da Paris Fashion Week Fall 11/12. Não obstante o facto de estar envolto pelo escândalo Galliano, este evento foi digno de vénia por parte dos “fashionables” da cidade da luz.

Felipe Oliveira Baptista

Natural dos Açores e responsável pela direcção criativa da Lacoste, teve este uma notável prestação, tendo apresentado uma colecção com interessantes detalhes inspirados em fotografias de anfíbios do fotógrafo Paul Starosta. Actual e audaz, com o preto predominante, misturando materiais e tecidos como a lã ou as peles, o estilista português provou ter mais uma vez, um perfeito bom gosto.


Christian Dior

Depois da demissão do mestre John Galliano derivado por declarações que proferiu de cariz anti-semita, a Maison francesa apresentou as suas propostas para o Inverno 2011. Cores como o azul-petróleo, verde e bordeaux deram vida a xadrezes, peles e rendas fazendo desta colecção como uma das mais belas criações do costureiro. Sem dúvida uma agradável despedida!



Chanel

Usando como cenário um vulcão em erupção, Karl Lagerfeld não seguiu a linha feminina e adorável da última colecção de Haute Couture. Sobrepondo casacos, calças e saias, empregando aos coordenados verdes, cinzas e brancos tornou assim, esta colecção um tanto ao quanto dura, meio masculina, meio feminina! Mais uma boa aposta no legado de Gabrielle Chanel.


Alexander McQueen

Depois da morte de McQueen, Sara Burton tomou as rédeas da marca e não desiludindo os seguidores, apresentou uma colecção fiel ao estilo McQ. Ora estruturados ora fluidos, a aposta em vestidos bem delineados com um trabalho artesanal merece o devido destaque, através dos seus detalhes em croché e aplicações em renda, que remetem para uma referência renascentista.


Moda Lisboa

Segue-se uma semana de que muitos portugueses se deveriam orgulhar, o “Moda Lisboa LOVE – 20 years”, que ocorrerá este fim-de-semana. Este ano grande evento da moda portuguesa comemora os seus 20 anos no Pátio da Galé, local que vai acolher estilistas e visitantes, em bom ambiente, com uma óptima decoração e uma boa equipa com a qual já tive o privilégio de trabalhar. Não farei parte do núcleo duro desta edição por motivos profissionais, mas certamente estarei sentado na plateia a apreciar a nata da nata da moda portuguesa.


Conselho da semana:
Se quer ter uma figura mais elegante, opte por tecidos fluidos e leves, afaste para bem longe os vestidos armados e franzidos. Tente evitar os padrões que contenham tiras horizontais, pois cortam a sua silhueta. Vestidos com linhas verticais são a sua melhor opção. Informar, inspirar e orientar!

Daniel Casteleira
Black at White

sexta-feira, março 11, 2011

Protesto da Geração À Rasca...nós vamos e tu! 12 de Março 2011


Manifesto
Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida. Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:
a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico. Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal. Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

Braga – Avenida Central, junto ao chafariz

Castelo Branco – Alameda da Liberdade (Passeio Verde)

Coimbra – Praça da República

Faro – Largo S. Francisco

Funchal – Praça do Município

Guimarães – Largo da Oliveira

Leiria – Fonte Luminosa

Lisboa – Avenida da Liberdade > Praça Luís de Camões

Ponta Delgada – Portas da Cidade

Porto – Praça da Batalha > Praça D. João I

Viseu – Rossio, em frente à Câmara Municipal

sexta-feira, março 04, 2011

«Ode à Covilhã»‏ por João de Jesus Nunes

Ter proporcionado a opção covilhanense como a melhor para o estabelecimento de empresas tecnológicas, foi a cereja em cima do bolo

Fim-de-semana, um pouco de descanso. De segunda a sexta-feira é o rodopiar quotidiano, fazendo com que o dia tenha mais de vinte e quatro horas.

No sábado e domingo, o senhor Neves ou a dona Luísa deixam-me os jornais no Repolho. A simpatia habitual: “Bom dia, senhor João, aqui estão os jornais”. É a forma acolhedora das gentes covilhanenses.

Muito se tem falado nas gerações. Conhecedores das dificuldades económicas e de emprego dos nossos ascendentes, foi a geração de 60, da qual sou herdeiro, que lhe coube a esperança de melhores dias, ainda em tempo de ditadura, com os “empregos para toda a vida”; e, depois, com o 25 de Abril, “os direitos adquiridos”, num desenfrear de salários, sempre a subir; no querer tudo, desde casa própria e casa de férias, mais que um automóvel, duas ou três televisões em casa, um telemóvel para cada bolso, a segurança no emprego.

Sempre se pensou que um dia chegaria a altura das nossas reformas, e que seria o descanso, daria para todos, e, como no aproveitar é que está o ganho, vai daí, reformas antecipadas, muitas principescamente, até que a corda ficou demasiado à chuva e começou a minguar.

Surge então a “geração rasca”, que irritou muitos dos seus herdeiros, ofendidos ou envergonhados. Mas as reformas, para os seus horizontes, começaram a ver-se num túnel profundo, quase sem luz no fundo.

Licenciados, muitos, colocações poucas; e empregos sem direcção dos seus cursos, pelo que são os call centers, hipermercados, e outras ocupações que acolhem, precariamente, esta juventude.

Mas, tal como na máquina de fazer pipocas, passaram a saltar, em quantidade acelerada, para os corredores do desemprego, muitos das gerações referidas. Surge agora, muito a propósito, na canção da banda Deolinda, a “geração parva, a geração sem remuneração”, que vai viver pior que a dos seus pais.

E, lá está, a “geração de 60” foi em Portugal uma das primeiras a ser sucedida, em décadas, por outras que viverão pior, até que surja a “geração do deixa andar”.

Também a Covilhã, a caminho do século e meio de cidade, sentiu na pele os efeitos nefastos, desta encruzilhada de indecisões governamentais, para o futuro dos seus filhos, de raiz ou de coração, e a perplexidade, em muitas fases destas gerações, de como solucionar o combate às golfadas de desemprego.

A par dos melhoramentos e obras de vulto que se aconselhavam na cidade e concelho, ou a modernidade assim o exigia, ou ainda fruto da sapiência dos seus autarcas, com rasgos de inteligência, irmanados nos seus colaboradores, sobressaiu o esforço para diminuir o flagelo dos sofredores do desemprego, através da consecução de empresas para a Covilhã.

Se, no primeiro caso, a Covilhã já se pode orgulhar de possuir uma rede viária importante; com a A25, tornando-se no entanto imperiosa a ligação a Coimbra, em situação idêntica, da montanha ao vale da cidade levou uma transformação aprazível a todos os títulos, com a criação de muitas infra-estruturas que proporcionaram meios diversos de acolhimento, recreio e bem-estar da sua população, e também de quem nos quer visitar; no segundo caso, o ter proporcionado a opção covilhanense como a melhor para o estabelecimento de empresas tecnológicas, foi a cereja em cima do bolo, para uma cidade e região, que, tal como o País, necessita de ver aumentados os números dos empregos.

Depois do Call Center, que aceitou vários jovens, surge agora o Novo Data Center da PT, na Covilhã, cujo projecto deverá criar cinco centenas de postos de trabalho.

É pois fruto da influência do trabalho emanado da criação, há uns anos, do Parkurbis, onde a Covilhã se coloca assim na linha da frente das bases tecnológicas, nesta que também podemos chamar “geração tecnológica”.

E, se ainda há tempos, a bandeira das cores municipais se envaidecia com a ponte pedonal da Carpinteira, do arquitecto Carrilho da Graça, referida na revista americana de especialidade turística, Travel & Leisure, como um dos sete destinos mais interessantes do mundo em termos de design, bem se pode orgulhar o líder da municipalidade covilhanense, Carlos Pinto, de ver no âmbito da sua acção municipal, que a Cidade e Concelho tomou outro rosto mais condizente com o valor das suas gentes e de quem aqui trabalha.

Mas também sabemos que a alma do Parkurbis – Parque de Ciência e da Tecnologia da Covilhã, assim como coordenador do trabalho do Novo Data Center da PT na Covilhã é o vereador Pedro Farromba, pelo que será fácil encontrar o sucessor de Carlos Pinto para a Câmara da Covilhã.



João de Jesus Nunes

noticiasdacovilha.pt

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

"A serra e o esqui"

O Público de ontem (segunda feira, dia 21) trazia uma notícia sobre João Marques, um jovem esquiador português (da Covilhã) que participou recentemente numa prova internacional de esqui. Nessa peça pode ler-se, a páginas tantas, o seguinte:

(...) apesar de a serra da Estrela ser "o melhor que temos, fica muito aquém das necessidades para um atleta de alta competição de desportos de neve". "Não por falta de vontade, mas por falta de neve", diz [João Marques].

Na serra da Estrela, o tempo para a prática das modalidades de Inverno está centrado, em média, em quatro meses, entre Dezembro e Março. "E mesmo assim nem sempre com a quantidade de neve necessária".

Ou seja, e mais uma vez, apesar de ser "o melhor que temos", a serra da Estrela não é grande coisa para o esqui.

Não pretendo com isto concluir que se deve fechar a estância de esqui. Apenas repito o que toda a gente que pratica esqui com alguma regularidade diz. E daí deduzo que enquanto continuarmos a basear o turismo da serra numa actividade que na serra não tem muita qualidade, continuaremos a ter este turismo desqualificado. Mas é pena, porque a serra merecia mais, e também porque poderíamos aproveitá-la mais lucrativamente

Nota: usei as declarações de João Marques (tal como elas foram transcritas no artigo do Público) mas não pretendo com essa utilização sugerir que ele partilha as minhas opiniões.


"A parva da Geração Parva"...pela parva Isabel Stilwell

Acho parvo o refrão da música dos Deolinda que diz «Eu fico a pensar, que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar». Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada.

Já que aprender, e aprender a um nível de ensino superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida.

Felizmente, os números indicam que a maioria dos licenciados não tem vontade nenhuma de andar por aí a cantarolar esta música, pela simples razão de que ganham duas vezes mais do que a média, e 80% mais do que quem tem o ensino secundário ou um curso profissional.

É claro que os jovens tiveram azar no momento em que chegaram à idade do primeiro emprego. Mas o que cantariam os pais que foram para a guerra do Ultramar na idade deles? A verdade é que a crise afecta-nos a todos e não foi inventada «para os tramar», como egocentricamente podem julgar, por isso deixem lá o papel de vítimas, que não leva a lado nenhum.

Só falta imaginarem que os recibos verdes e os contratos a termo foram criados especificamente para os escravizar, e não resultam do caos económico com que as empresas se debatem e de leis de trabalho que se viraram contra os trabalhadores.

Empolgados com o novo ‘hino’, agora propõem manifestar-se na rua, com o propósito de ‘dizer basta’. Parecem não perceber que só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela.

destak.pt

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um verdadeiro tesourinho deprimente !!






quinta-feira, fevereiro 17, 2011

"Assim falava...O deputado José Sócrates, hoje primeiro ministro, há quase vinte anos: "

In Jornal do Fundão, 31 de Janeiro de 1992, primeira página
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Não nos lancemos precipitadamente à crítica fácil! Devemos compreender que, nos últimos vinte anos, se vêm afirmando as teorias corporativistas que defendem o ordenamento estatal da iniciativa empresarial. O que em 1992 muito considerariam um monopólio injustificável e indefensável, é hoje em dia visto com bons olhos e um modelo aplicado em cada vez mais sectores da economia. Aliás, está para breve a refundação da saudosa Câmara Corporativa (que, aliás, deve ter dado parecer para a constituição deste "monopólio do deixa-andar")! Tudo coisas que um jovem deputado como José Sócrates nunca poderia, há vinte anos, ter previsto!

Sim!, aplique-se em todos os sectores da economia o modelo que tanto dinamismo tem trazido ao turismo na serra da Estrela! A bem da Nação!

ocantarozangado.blogspot.com

CORTES DESESPERA PELA ESTRADA DAS PENHAS

Candidatura para a requalificação da estrada que liga Cortes do Meio às Penhas da Saúde foi apresentada há um ano ao Proder, mas até à data sem qualquer resposta.

Uma situação lamentada por Paulo Rodrigues, em entrevista ao programa "Radiografias" da RCB o autarca fez o ponto de situação do projecto "os capitais próprios da junta e da câmara da Covilhã já foram investidos nesta obra, mas continuamos a aguardar a aprovação de uma candidatura apresentada pela câmara da Covilhã no dia 28 de Janeiro de 2010, há precisamente um ano, no valor de um milhão 823 mil euros, ao programa Proder, mas até à data sem qualquer resposta".

Segundo o autarca, a estrada, reivindicada há anos, é uma alavanca para o turismo e a mais importante obra para a freguesia "haverá outras importantes mas esta obra é necessária para Cortes do Meio como pão para a boca".



Quanto às urgentes necessidades (tão urgentes, e tão necessárias, "como pão para a boca") a que esta estrada virá dar resposta, volto a repetir a pergunta que a este propósito faço há perto de quatro anos: que desenvolvimento ocorreu em Loriga e Valezim em resultado da abertura da estrada de S. Bento entre a Portela de Arão e a Lagoa Comprida? Sim, sim, toda a gente dizia (mais: toda a gente sabia) que esse desenvolvimento iria, sem dúvida, ocorrer. Mas ocorreu? Já começou a ocorrer, ao menos? Ainda há esperança de que venha algum dia a começar a ocorrer?

Faço esta pergunta aos Loriguenses e peço aos das Cortes do Meio que a façam também. Estudemos soluções que já experimentámos, avaliemos os resultados que se obtiveram, antes de afirmarmos que o que é preciso é mais estradas. Para desenvolver o turismo é preciso mais do que meramente estar no caminho para a Torre (e as Cortes do Meio, tal como Loriga, nunca estarão no caminho natural para a Torre, por mais estradas que rasguem serra acima). Direi mesmo mais: hoje em dia, é preciso *não* estar no caminho para a Torre (com todo o lixo, ruído e desordenamento que caracteriza as áreas dos trajectos já existentes) para que se possa desenvolver um turismo equilibrado e verdadeiramente lucrativo, como o que se pratica nas outras montanhas da Europa.

(*) Na verdade, isto não é bem uma notícia, é mais o eco de um estado de espírito do presidente da Junta de Freguesia das Cortes do Meio, que apresenta os seus desesperos particulares (sejam eles verdadeiros ou meras jogadas tácticas, não é essa a questão agora) como desesperos da freguesia a que preside. É também mais um exemplo de como muitos jornalistas locais entendem que não é função deles fazerem mais do que servir de correio para estes estados de espírito.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

«O estilo é de quero, posso e mando"...alguém deveria ter dito ao presidente da Covilhã que ele não é dono da Serra; nem ele nem a Covilhã»

Serra De Estrelas

"Anda para aí uma "guerra" entre o Presidente da Câmara da Covilhã e o Governador Civil da Guarda por causa da neve, de limpa neves e do centro de limpeza da neve. O presidente da Covilhã já veio, no estilo habitual, destratar Santinho Pacheco. O estilo é de "quero, posso e mando" mas, de vez em quando, o autarca covilhanense tem alguns revezes às suas pretensões.

Há muito que alguém deveria ter dito ao presidente da Covilhã que ele não é dono da Serra; nem ele nem a Covilhã. Todos sabemos que a maior parte do território da Serra se integra no distrito da Guarda. A Guarda tem desistido de afirmar que a Serra é, sobretudo, do seu distrito. E que a Covilhã deve ser tratado conforme a sua dimensão e a sua representatividade. Não bastava que a Covilhã se divulgasse como "cidade-neve"?!!! Se a Covilhã é isso, o que será a Guarda? Claro que a presunção publicitária da Covilhã só tem tido sucesso por manifesto baixar dos braços da Guarda, Gouveia e Seia, por exemplo.

Talvez seja hora de Carlos Pinto receber uma lição, a propósito da neve. Talvez seja Santinho Pacheco a explicar a Pinto que a Covilhã é, apenas, uma cidade, entre outras, da nossa Serra. Cidade que merece respeito mas que não pode ser dona do que não é dela. E que nem sequer deve ser tratada de forma especial.

PS. Raramente uso ou valorizo estes aspectos administrativos (distritos, concelhos, o meu território é maior do que o teu! Aqui neste quintal mando eu!)mas talvez seja a única argumentação que Pinto entenda. Claro que o ideal é que a Serra fosse vista de uma forma global (com um estratégia bem definida) mas, para isso, será necessário que os municípios não pensem, apenas, em si próprios! Quem me dera: a Serra vista como um todo, unindo as Câmaras!"

quinta-feira, dezembro 23, 2010

"R´etratos", por João Mineiro "_Um Natal em dança de balcão...

Boas festas - dizem aqui e ali… Todos e todas gostamos muito de desejar boas festas uns aos outros e de todos os anos voltarmos a repetir os mesmos votos de fim de ano, as mesmas deixas do Natal. Deixa-nos bastante confortáveis podermos pensar que para o ano é que vai ser, para o ano é que esta porra vai finalmente correr bem. Entretanto, mesmo não sendo o profeta da desgraça, gosto de pensar o que festejamos nós afinal… Mas deixo só a pergunta, porque se começo a dissertar sobre o pânico social que vai ser 2011 os mercados aumentam os juros da dívida e lá vem outra vez o nosso FMI limar umas arestas ao nosso salário, ou às nossas bolsas de estudo, ou aos nossos impostos, ou aos nossos subsídios sociais, ou a qualquer coisa que tenha como objectivo proteger pessoas e garantir igualdade e subsistência. Ficaria, na verdade, deprimido e não ia beber copos e cantar com os meus amigos dia 31, por isso mais vale pensar que tudo vai correr bem, enquanto ficamos em casa em frente à lareira assistindo à degradação do 1984 do Orwell transformado outra vez em reality show !

O incógnito Scorpio Mab pediu-me que esquecesse desta vez a crise e escrevesse algo positivo sobre o Natal ou outra coisa qualquer. Acho que o sentimento que me invade enquanto escrevo este texto é sintomático da minha geração. E por muito que recalcasse os meus instintos naturais para escrever sobre pessoas, seria muito complicado de o fazer de forma não hipócrita.

Posto que sobre o Natal para mim há uma ou duas perguntas a fazer: onde é que está o menino Jesus dos sem-abrigo das cidades que passam o Natal, como outra noite qualquer, deitados sobre cartões? O Natal é um encontro da família, é um Alzheimer social do que tem corrido mal, e é muito bom podermos estar juntos e esquecer tudo o que nos divide, mas e para as pessoas que não têm família? O que é o Natal para quem a família não existe? Com as nossas famílias juntamo-nos à lareira a cantar pelo bem-estar dos `pobrezinhos`, mas por baixo da nossa varanda, ou até na casa em frente, pode estar um desses `pobrezinhos` que diariamente nos passa ao lado… Queremos falar da Covilhã, onde passará o Natal o Santa Ováia, o Mantengueiro? Quem não tem com quem passar o Natal, será que tem Natal? É uma visão simplista demais pensar que é tudo como na nossa casa.

Depois do Natal, despedimo-nos, fazemos votos felizes de fim-de-ano, os mesmos votos de fim de ano, e os pobres continuam no mesmo sítio, à mesma hora, com o mesmo que comer e que vestir, e nunca mais nos lembramos de questionar um sistema que produz e reproduz pobreza… nem de perguntar porque é que isto tem que ser assim?!?

Já o Zeca cantou há muito o seu Natal dos pobres e em todo o caso os pobres por quem Zeca cantava continuam ai, em todas as esferas da vida e da forma mais camuflada que nem não nos apercebemos por vezes que existem tão perto de nós.

E assim como antes, continuamos a desejar boas festas, as mesmas boas festas de sempre… E ainda assim, o Mundo mantém-se (mais um bocadinho para frente, ou mais um bocadinho para trás) o mesmo Mundo de sempre, o Mundo de alguns.

Sinal dos tempos será que já não vivemos o “Natal dos Pobres” do Zeca, vivemos mais em clima de “Dança de Balcão” dos Virgens Suta. O vinho mantém-se, apenas o vinho…

Bom Natal


Saudações.

João Nuno Mineiro


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segunda-feira, dezembro 13, 2010

afinal o sr da net em Portugal também plagia!!! artigo e plágio by paulo querido

Confesso que sou algo fã dos artigos do paulo querido que traduzo aqui bastante na máfia. Há cerca de dois anos e quando coloquei um artigo na íntegra do mesmo, recebi um e-mail do paulo querido, a tentar vender-me a sua escrita, dizendo que para colocação de um um qualquer artigo dele teria de lhe pagar. Tenho pena de já não esse e-mail assim como a resposta enviada.

Este fim de semana na RTP2, João Canavilhas professor de Ciências de Comunicação da UBI, falava no imediatismo da informação, da velocidade a que se propaga, os meios de propagação, a sua replicagem e a filtragem a dar para que essa mesma informação nos chegue a mais clarividente e verdadeira possível, criticando de certo modo, os denominados "novos jornalistas": os blogger's.

Não considero os blogger's (e penso que nem o Prof. João Canavilhas) novos jornalistas, nem os blog's são webjornais. O Blog é apenas mais uma ferramenta "for sharing text, photos and video."

Quando um qualquer blogger dá uma notícia em 1ª mão, não faz dele jornalista, apenas um blogger bem informados, com as suas próprias fontes, utilizando a noticia, trabalhando-a e publicando-a da mesma maneira que um jornalista, replicando outras tantas das mais variadas fontes no seu blog.

scorpio mab


Obrigações

Posted: 12 Dec 2010 09:30 AM PST

O Armando Alves tuitou em 9 de Dezembro: #Wikileaks is to the #news business what #Napster was to the #music business.

Eu hoje escrevi um artigo no Ondas intitulado O WikiLeaks está para a democracia como o Napster esteve para a indústria musical.

O Armando empertigou-se e “respondeu” queixando-se que eu não lhe atribui crédito (pelo pensamento? Pela frase? Pela iluminação?).

Eu prezo o Armando Alves. E precisamente por isso lhe respondo. Em público, porque foi na esfera pública que o Armando se queixou.

Em primeiro lugar, Armando, se tinhas um reparo a fazer-me, fazias diretamente. Os laços nas redes sociais valem o que valem, bem sei. Mas eu tinha-te (e continuarei, apesar do incidente e do que quer que faças a este respeito; é uma prerrogativa minha, escolher quem prezo) num tipo de consideração que vai para além dos followings e dos likes e dos links.

Depois, e como penso que fica bem patente na pequena diferença das frases, chegámos os dois a um raciocínio semelhante partindo do mesmo tipo de experiência e conhecimento. Mas semelhante não é igual. Tu achas que o efeito do Wikileaks é sobre a indústria dos media, eu seguia outra linha de pensamento, a política.

Nada tem de extraordinário duas pessoas com experiência e presença numa determinada área, ou contexto, tão marcada como é o Twitter, com a “limitação” dos 140 caracteres, acabarem treinadas nas frases curtas e secas, de impacto. Eu, pelo menos, estou longe de achar que sou o único a construir frases especificamente para impactar no Twitter. E não considero tal uma habilidade especial que mereça proteção legal, direitos ou salamaleques pela utilização.

É uma técnica, digamos, assaz comum.

Termino dizendo que não acredito que tu achas que eu não te citava se o meu artigo tivesse por base a leitura do teu tweet. Que não tinha lido até à infelicidade de teres sido aproveitado para terceiros me dirigirem insultos.

pauloquerido.pt/pessoal/obrigacoes

quarta-feira, dezembro 08, 2010

"Para entender porque o WikiLeaks cheira mal: a diferença que faz o ontem e o agora"

Tem sido um frenesim dos antigos. Já não via um ataque assim à Imprensa e ao jornalismo, por parte das Pessoas Antes Conhecidas Por Leitores (PACPL), desde o tempo em que se reclamava que os blogs eram o fim dos jornais e os bloggers iam substituir -- com evidentes vantagens -- os jornalistas. Isto foi em 2003 e ainda estou à espera. (De caminho, os sites dos jornais quintuplicaram as audiências, o grosso dos blogs teve crescimento quase proporcionalmente inverso e a maioria dos que ficaram luta para ver quem mais cita os jornais, plantando um linkezito nos twingles -- enfim, detalhes sem importância alguma, naturalmente.)

Agora, é o WikiLeaks que vem substituir "os jornais" e Julian Assange tornou-se, de uma semana para a outra, no substituto de Gutenberg, Marconi, Baird -- ei, incluam McLuhan nisso! -- e as PACPL, dizendo-se amarfanhadas e espezinhadas por um jornalismo que consideram decrépito e ultrapassado, aderem, cantando vivas e trucidando de passagem as vozes que critiquem Sua Enormíssima Majestade, O Rei Da Liberdade De Expressão.

Eu não tenho dado para este peditório. Estou um pouco cansado destas flames escaldantes que perpassam a cultura reticular. Não que as não siga: sigo, porque elas mudam o rumo do futuro. Só não tenho dado mais do que a conta: escrevi duas vezes sobre o WikiLeaks, a primeira a 24 de Outubro, a segunda no domingo passado.

Respigo de Wikileaks, o aliado, publicado em Outubro a propósito da fuga de informação conhecida por War Logs: "O Wikileaks trouxe uma reviravolta ao jornalismo, restituindo-lhe parte dos comportamentos insubmissos que ajudaram a criar a fama de um guardião da democracia".

No domingo intitulei a crónica para o Correio da Manhã de O inimigo público. Aperitivo: "o povo exulta. Se não têm cuidado, os governos ainda elevam Assange à categoria de herói global". Está feito -- só pequei por achar que iam demorar mais uma semana, mas foram rápidos.

A DIFERENÇA
Mas decidi dar mais dois cêntimos para o tema da semana.

Os War Logs foram, e são, de aplaudir. A informação tornada pública permitiu saber o que tinham feito alguns governos durante uma guerra, que medidas tinham decretado e que políticas tinham seguido para travar essa guerra. Isto permitiu um julgamento desses políticos e desses governos. Tratando-se, para mais, de um conflito de proporções mundiais, a informação tinha interesse público -- e muito.

A roupa suja das embaixadas é um caso diferente. A informação publicada não é do mesmo calibre. Em primeiro lugar, porque nada ali era realmente novo: confirmou-se o que, de uma maneira ou de outra, tinha já sido notícia. Se alguma novidade a segunda remessa de documentos trouxe, foi a dimensão de copy+pasters dos jornais a que foi remetida parte substancial dos funcionários das embaixadas.

Mas -- e aqui é que está o detalhe que faz toda a diferença -- a informação é "viva", não é passado recente, como no caso dos War Logs. Estamos a ler em tempo quase real o que uns dizem dos outros -- tal e qual os programas tipo Casa dos Segredos. Quem vai ser expulso a seguir?

Nesse sentido, a sua publicação afeta o exercício da governação de uma forma determinante. Permite um julgamento instantâneo, extemporâneo e parcial, logo necessariamente injusto. Uma aberração -- não surpreende, pois, a reação extrema do governo estado-unidense, tão extrema que corre o risco de acelerar o processo de multiplicação dos clones do WikiLeaks.

Essa diferença é, para mim, enquanto PACPL, determinante para classificar a segunda remessa como tabloidismo -- algo que cativa o olhar imediato mas não tem substrato informativo, tal como a garota da página 3.

Mas, ao contrário da garota da página 3, este é um tabloidismo perigoso para a sociedade. Basta, aliás, ver como os mais assanhados defensores do WikiLeaks são pseudo-anarquistas, ou da extrema-direita neo-liberal que quer estoirar com os atuais Estados e abrir a porta ao anarco-capitalismo, ou da extrema-esquerda que julga que pode destruir o capitalismo, para perceber que estão a aplaudir o efeito das fugas no sistema e não a liberdade de expressão ou a "transparência" governativa.

Nunca é demais repetir que a liberdade implica responsabilidade -- um anarquista aprende a dureza e a importância da frase com o passar dos anos, e anos a passar não me faltam...

Este WikiLeaks "stinks", cheira mal, porque há uma diferença entre o ontem e o agora. O ontem permite o julgamento sereno. Civilizado. Obrigado, Assange. O agora implica a gestão da informação, sendo que os silêncios e as esquivas são informação também. Mais valia teres ficado quieto, ó Julian.

No final, o episódio da semana tem mais, muito mais a ver com a forma como faremos doravante a política do que com o jornalismo ou a opinião da turba. Era bom por esta altura reler os autores de ficção científica do século passado sobre os cenários da democracia instantânea, das decisões tomadas hora a hora por políticos nominais, encarregues da contagem do voto eletrónico imediato. Porque é de um futuro parecido que estamos a ter um vislumbre neste momento.

Um futuro melhor? Pior? Ei, eu sou só um repórter. Agora você, PACPL, tem certamente uma certeza sobre isso. Faça favor.



comunidade.xl.pt

terça-feira, dezembro 07, 2010

"PS: UM INSULTO AOS COVILHANENSES"_A Comissão Política do PSD/Covilhã



1. O Partido Socialista/Covilhã convidou o Sr. Joaquim Morão, para candidato à Câmara da Covilhã, nas próximas eleições, convite publicamente apresentado pelo seu militante Presidente da Junta de Freguesia da Conceição, no decorrer do Congresso da Federação Distrital daquele Partido.

2. Para além de estranharmos que, não tendo decorrido um ano das últimas eleições autárquicas, o PS ande à procura de candidatos nestas circunstâncias, desesperado, o que é relevante neste convite, é a confissão interna de que o PS/Covilhã não tem quadros credíveis.

3. Por outro lado, dá a conhecer, deste modo, a pouca consideração que tem pelos covilhanenses, admitindo que um qualquer candidato importado, promoveria os interesses municipais das gentes deste Concelho, submetendo a Covilhã aos ditames de Castelo Branco.

4. O PS da Covilhã é lesto a arranjar empregos na Direcção Regional de Agricultura, na Segurança Social, na Juventude, no Emprego, na Educação, na Saúde e nos Hospitais, em tudo o que é lugares para boy socialista, no distrito e na Região. Ou seja, se é para ocupar lugares, basta erguer o cartão rosa e logo aparece um qualquer apaniguado para colher a benesse; quando se trata de escolher candidatos que mereçam a confiança da população, o PS/Covilhã, confessa em público, que só tem incompetentes e gente que não serve para trabalhar pelo Concelho. Daí voltar-se para Castelo Branco, na procura do que não encontra na Covilhã.

5. Sabemos que esta afronta à Covilhã é também uma afronta a muitos socialistas que não se revêem na actuação de quem não conhece a história regional e assumindo um convite que envergonha a Cidade e as Instituições do Concelho.

6. É este o ponto a que chegou o PS/Covilhã. Ausente da vida municipal, incapaz de discutir seriamente os problemas do Concelho, reduzido a meia dúzia de dependentes de lugares do governo, sempre ao lado do Governo contra os interesses da Covilhã e, agora, também ao lado dos que sempre guerrearam, na Região e no Distrito, a nossa Cidade e os seus interesses.

7. Este PS bem merece o desprezo eleitoral a que tem sido votado no Concelho e que, com este convite, certamente vai continuar a merecer dos covilhanenses em futuras eleições. 8. O PSD repudia tal atitude do PS e continuará a assegurar a defesa dos interesses da Covilhã, como tem feito com evidentes benefícios sufragados maioritariamente pela população, contra aqueles que julgam o Concelho apenas como meio para servir interesses estritamente partidários e pessoais.




Covilhã, 6/Dezembro/2010

A Comissão Política do PSD/Covilhã

PSD – Secção da Covilhã
Rua Visconde da Coriscada
26 6200-077 Covilhã

O PARTIDO SOCIALISTA DA COVILHÃ_por Maco Daniel Alves

Recordo-me como se fosse ontem o dia em que eu decidi fazer-me militante do Partido Socialista. Se não estou em erro, no inicio de 2002 entreguei uma ficha preenchida com o meu pedido de adesão ao Prof. José Armando Serra dos Reis, no entanto, e devido à re-filiação em curso na altura, a minha ficha não chegou a dar entrada e só me tornei militante do Partido Socialista em 02/06/2005.

Nesta altura estava muito longe de saber realmente o que é a vida partidaria, e sinceramente quanto mais a conheço mais desiludido fico.

Já tive oportunidade de desempenhar alguns cargos nas estruturas locais do Partido Socialista, nomeadamente membro da Comissão Politica Concelhia da Covilhã e membro do Secretariado Concelhio na altura em que era liderada pelo Dr. Vítor Pereira. Na Juventude Socialista já desempenhei mais cargos e funções, sendo que actualmente ainda sou membro do Secretariado Federativo de Castelo Branco.

Mas o que me leva a escrever este post, não são as funções que já desempenhei no Partido Socialista ou na Juventude Socialista. O que me leva a escrever este post, é o clima que se vive actualmente no Partido Socialista da Covilhã.

Muito sinceramente, se nada for feito nem nada for alterado no seio do Partido Socialista da Covilhã, temo que a oportunidade e o cenário que teremos em 2013 (que é um cenário de fortes possibilidades de recuperar a liderança do Município da Covilhã, uma vez que o actual Presidente Carlos Pinto não se pode recandidatar ao cargo), seja desperdiçado, e o Partido que em todas as eleições nacionais, na Covilhã tem uma vitória clara, continue na oposição em termos concelhios.

Ainda estamos a tempo de inverter esta situação e de colocar o Partido Socialista da Covilhã com uma outra dinâmica que o conduza à vitória nas autarquicas de 2013. Para isso é necessário que se saibam tratar todos os assuntos internos nos locais próprios e não na praça pública como tem acontecido recentemente. Nem que se lancem pseudo candidaturas na comunicação social e pior que isso, não volte a acontecer o que aconteceu no ultimo congresso federativo do PS em que um destacado militante da secção da Covilhã lançou o desafio ao Joaquim Morão para se candidatar à Câmara da Covilhã em 2013. São estas coisas que descredibilizam o Partido Socialista da Covilhã.

Dentro do Partido Socialista da Covilhã há muitos e bons quadros que garantem competência e profissionalismo, só é necessário fazer as coisas bem feitas para que o Partido seja conduzido a uma grande vitória em 2013. Como critico que se lancem nomes fora dos locais próprios, tambem não vou dizer qual é a pessoa que a meu ver está mais bem posicionada para conseguir dar essa vitória ao Partido Socialista, mas do meu ponto de vista há um militante com provas dadas, Jovem, competente e conhecido o quanto baste para conseguir ganhar em 2013, basta que as coisas sejam feitas a tempo e sejam realmente bem feitas.