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terça-feira, outubro 25, 2011

Caminhada do Manecas - 2011


informação
Informações | Inscrições:

Percurso: Pousada da Juventude (Penhas da Saúde) - Curral do Vento - Lapa do Esgalhado - Lapa das Cachopas - Fonte Serra - Casa Abrigo dos AVM (Acinzas - Vila do Carvalho)

Concentração: 08:10 Igreja Nova de Vila do Carvalho
Inicio: 09:00 Junto á Pousada da Juventude
Duração: +/- 04:00
Grau de Dificuldade: Médio | Fácil

Alguns conselhos:
- utilizar botas de montanha cómodas;
- Peúgas macias sem costuras;
- Protecção para a cabeça, roupa adequada ao estado do tempo;
- Um impermeável ou roupa de abafo (a situação climatérica é imprevisível);
- Uma pequena Mochila com farnel.

Inscrições limitadas ao número de lugares do autocarro e até dia
04 de Novembro de 2011.
Pelo telf. 917 966 802 ou mail: avmouros@gmail.com
Preço: 8 Mouros - Sócios AVM e INATEL
10 Mouros - Não Sócios (inclui transporte e almoço)

Apoio: INATEL
Organização: C.C.D. Amigos Vila de Mouros



segunda-feira, setembro 26, 2011

Press Release João Fonseca_Vitória de João Fonseca na Rampa da Penha (Guimarães)

Mais uma vitória para João Fonseca

Após o triunfo no Caramulo, o piloto da Covilhã voltou no último fim-de-semana a vencer mais uma prova do Campeonato de Portugal de Montanha, desta vez a Rampa da Penha (Guimarães). João Fonseca bateu Paulo Ramalho, o seu adversário mais directo, por 1,429 segundos, e deixou Tiago Reis, o terceiro classificado, a mais de 12s de distância.


“Queríamos um lugar no pódio e o objectivo era, à partida, o 2º lugar, pelo que esta vitória deixa-nos muito satisfeitos”, afirma o condutor do SilverCar CM 08 da MTC-Team . Sendo o traçado da Penha mais de perícia do que de velocidade, estreito e com muitas curvas, “sabíamos que era mais favorável ao carro que conduzo do que ao Juno do Paulo Ramalho e, felizmente, isso traduziu-se no resultado”, constata o vencedor.

João Fonseca refere ainda que foi “uma luta muito renhida” com Paulo Ramalho, o 1º classificado do Campeonato, sendo que ganhou com “mais vantagem em relação ao Caramulo”. O piloto destaca, uma vez mais, o bom trabalho da equipa. Segundo relata, “o carro estava um pouco instável nas subidas de treino e, depois de um bom entendimento entre piloto e equipa, foram feitas algumas alterações que acabaram por ser determinantes”. “Foi um excelente trabalho”, acrescenta.

Com mais esta vitória, João Fonseca consolida o 2º lugar no Campeonato. Faltam agora duas provas para o fim da temporada: a Rampa de Vila Nova de Cerveira (8 e 9 de Outubro) e a Expo-Clássicos (22 e 23 de Outubro), em Guimarães. O piloto da Covilhã só tem budget para realizar mais uma prova e está neste momento a tentar reunir mais apoios.



Recordamos que o piloto está disponível para a Comunicação Social através do telm. 961 445 044. Para quaisquer esclarecimentos podem ainda contactar a Gigarte Design e Comunicação (965 383 595).

Gratos desde já pela atenção.

Os melhores cumprimentos

Gigarte Design e Comunicação

quarta-feira, setembro 21, 2011

APRESENTAÇAO LIVRO CAMINHOS DE LIBERDADE 5 DE OUTUBRO 2011


O livro será apresentado por Manuel Silva Ramos, escritor covilhanense. A apresentação será englobada no espetáculo UMA MÚSICA NA ESCURIDÃO, realização de Francisco Mota e Tina Barata.

Com os meus melhores votos de um bom trabalho,
sou com amizade e consideração


José António Pinho

sexta-feira, junho 17, 2011

Waydip, instalada no Parkurbis vence Prémio Nacional de Inovação Ambiental 2011



A Waydip, empresa da Covilhã promotora do projecto Waynergy, venceu a edição de 2011 do Prémio Nacional de Inovação Ambiental, promovido pela revista Industria e Ambiente, que tem como objectivo reconhecer as entidades portuguesas que contribuem para um bom desempenho ambiental através das suas inovações.

O projecto Waynergy consiste num sistema inovador de aplicação no pavimento que permite captar a energia cinética libertada pelo movimento de pessoas e veículos sobre a sua superfície e converter esta energia em energia eléctrica, permitindo a espaços de grande afluência de pessoas ou veículos gerarem a sua própria energia e tornar-se em muitas das situações auto sustentáveis do ponto de vista energético.

No seguimento do Prémio Nacional de Inovação Ambiental, a Waydip irá agora representar Portugal na final europeia do EEP Award – Environmental Innovation for Europe, tendo ainda a oportunidade de estar presente na Pollutec, um dos maiores e principais salões europeus de soluções energéticas e ambientais, que irá decorrer em Paris, no próximo mês de Novembro.
Para os promotores, Francisco Duarte e Filipe Casimiro, mestrados em Engenharia Electromecânica pela Universidade da Beira Interior, este prémio representa um grande reconhecimento do seu trabalho e uma excelente oportunidade para apresentarem o seu projecto além-fronteiras, através da participação num salão europeu de elevada dimensão e reconhecimento.


quinta-feira, junho 09, 2011

Covilhã Cup 2011 (Homenagem a Rui Leite)_Complexo Desportivo da Covilhã, Covilhã_10/11 e 12 Jun'11





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"Chegou ao Sporting da Covilhã em 1962 e envergou a camisola do "leão da serra" até 1974 apenas com uma temporada de interregno. Começou por se distinguir como avançado marcador de golos, mas acabou por se destacar pela entrega e polivalência que lhe permitia desempenhar várias posições. Que outras recordações podemos partilhar de Rui Leite???"


quarta-feira, maio 04, 2011

Projectos da ASTA premiados em Espanha

O espectáculo ‘son[h]o dor-mente’ co-produzido pela ASTA e TeatrUBI acaba de ser distinguido com o prémio do júri em Ourense, Espanha.


O espectáculo foi apresentado no passado dia 10 de Abril na cidade de Ourense e a decisão do júri foi comunicada na passada sexta-feira na cerimónia de encerramento do festival onde este presente Rui Pires, encenador do espectáculo, para receber o galardão principal do festival.


O programa do festival contemplava a apresentação de cerca de 30 espectáculos, sendo ainda distinguido outro trabalho encenado por Rui Pires, ‘Passagem de Nível’, que recebeu uma menção honrosa por parte do júri do festival. Este projecto da ASTA foi realizado em parceria com o Agrupamento de Escolas do Teixoso.
Alinhar ao centro



Aqui ficam as palavras do Júri do Festival:

- Pola versatilidade do elenco e a mestura de técnicas conseguindo unha perfecta harmonía no espectáculo...
- Pola complexidade dun texto duro e fermoso, sensible e agresivo, ferinte, doloroso, real...
- Pola maxia das imaxes, dos corpos, da danza, da auga e da chuvia.

O premio do xurado “Carlos Couceiro e Begoña Muñoz” é para a obra: ‘son[h]o dor-mente’, do grupo Teatr’UBI e ASTA de Covilhá, Portugal

- Pola valentía do director...
- Pola sinxeleza do espectáculo...
- Polas actrices e actores , por ser tan novos e ter esa forza e valor para enfrontarse a un traballo tan duro e amosalo con esperanza e ilusión.

A nosa mención é para a obra: ‘Passagem de nível’, do proxecto Palco Pief, Proxecto de formación en teatro e cidadanía da ASTA, de Covilhá, Portugal.



Ourense, 15 de Abril de 2011

Cumprimentos,

Mafalda Morão

quinta-feira, março 17, 2011

Rui Cardoso profile by Portugal Night

Rui Cardoso, proprietário das discotecas Companhia Covilhã e Indústria Porto, aqui em sociedade com Tó Pereira, depois de provocar a diferença através da qualidade no que diz respeito a qualquer uma das suas casas, começa agora a caminhar para um pleno que o irá naturalmente posicionar na galeria dos melhores.

Sendo verdade, que existindo meios qualquer um pode escolher entre o que existe de melhor disponível no mercado – não é bem assim, mas há que para já não complicar muito – começa a tornar-se delicioso, constatar que em cada palpite, Rui Cardoso acerta em cheio, sinal evidente de que mais importante do que mandar é saber mandar.

Detentor da ideia que estes são sonhos que só podem ser levados como negócios, este empresário tem vindo a apostar no sentido de conseguir colocar os seus dois espaços no topo das zonas em que estão instalados e nos segmentos a que se destinam. Com a Companhia refastelada no sofá e o Indústria a subir como mandam as regras, é de acreditar que a partir de Dezembro este empresário do norte comece a pensar em Lisboa e como é dos que só manda fazer o que vai pagar...será garantidamente uma gigante mais valia.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Coluna de Moda de Daniel Casteleira_cnoticias.net

Coimbra ON Trendy

Regozijo é o que sinto por poder partilhar as minhas ideias de moda com Coimbra, esta particular cidade que, embora tradicionalista quer e deve afirmar-se enquanto dinâmica, irreverente apoiada na sua mescla de juventude oriunda de todos os cantos do Mundo. E por falar em Mundo atente-se à globalização que tenta as energias das passerelles: cores, estilos, feitios, tecidos, materiais… tudo gira em torno dos povos, suas tradições e Terras.

E porque esta é a primeira entre muitas colunas, nada melhor que revelar já um cheirinho das novas tendências que se avizinham numa Primavera que se espera mais colorida, afável e de esperança.

De esperança está envolta a filosofia Hippie que regressa com largos e longos vestidos numa miscelânea de cores fortes aplicadas em motivos florais, com destaque para o verde-esmeralda, o encarnado-paixão e o azul, usado em todo o género de peças, de forma integral, misturado ou em largas riscas marítimas.

A moda reinventa-se, voltando à inspiração planetária, apostando em pormenores oriundos do Oriente e continuando nas diferentes estampas de animais selvagens.

Transparências, cabedais, néons e tecidos extravagantes saiem às ruas numa profusão e mistura perfeitamente admissível num próprio coordenado.

Etilista Libanês, o artista na mestria de confeccionar vestidos de gala, emprega em todas as suas criações uma verdadeira mistura de técnicas e matérias. Os seus vestidos são considerados verdadeiras obras de arte, cheias de detalhe e bom gosto.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Histórias (In)Confessáveis da nossa Terra e da nossa Gente_"Mestre Abílio, seu amigo Carriço e o prego do Montalto"

O Mestre Abílio tinha o hábito de, especialmente no verão, aos fins de tarde sentar-se na esplanada do Montalto, à espera do seu inseparável amigo, e sempre simpático, Carriço, que saía da Sapataria Imperial às sete horas para depois os dois, que eram vizinhos, fazerem o caminho de casa calmamente conversando sobre os acontecimentos do dia. Ficava ali sentado umas boas horas a "ver quem passava", e seu pedido era sempre o mesmo: um prego acompanhado por um fino. Repetia aquele ritual quase todos os dias.


Era para ele um prazer ser atendido por aquela simpática e inesquecível equipa formada pelo Chico, Celestino, Jeremias, Valério, velhos empregados da casa, muito competentes e dedicados. Nem precisava detalhar o pedido, pois eles já sabiam de cor e salteado qual era a preferência dele: o fino com um dedo de espuma e o prego bem passado. Só perguntavam:
- Mestre, o de sempre?


Porém tinha no Montalto um empregado Madeirense, de quem nem lembro o nome- deve ter ficado pouco tempo- que destoava da equipa, era muito antipático, mal educado, e desatento ao serviço, era um verdadeiro bronco.

Quando era ele que atendia o Mestre, fazia-lhe sempre a mesma pergunta:
- O prego, vai comer bem passado ou mal passado?
Pacientemente, o Mestre repetia:
- Bem passado!
No outro dia, lá vinha de novo o Madeirense:
- O prego, vai comer bem passado ou mal passado?
O Mestre andava sem paciência ultimamente, e cansado de ouvir sempre a mesma pergunta, começava a perder as estribeiras. Mas respondia:
- Bem passado!
Entre um assunto e outro, disse para o amigo:
- Éh pá ó Carriço, este gajo anda a gozar comigo. A próxima vez, vou-lhe perguntar se tem tia. E se tiver, já sabes pra onde é que o vou mandar...
Na semana seguinte, lá vem o Madeirense, parecia que o Mestre tinha mesmo razão, o gajo estava mesmo a gozar com ele:
- Olhe lá, o prego, vai comer bem passado ou mal passado?
Aí, o Mestre muito irritado com o gajo, não aguentou e gritou:
- Olhe seu ordinário, quem vai ser comido mal passado é você, se me voltar a fazer essa pergunta!!! (...)continua em Histórias (In)Confessáveis da nossa Terra e da nossa Gente


Do álbum:


O livro encontra-se para aquisição nos seguintes lugares:

Ourivesaria Fernandes - Serra Shopping - Covilhã
Livraria Central - Pça.Almeida Garret, 5 - Centro - Tortosendo
Hotel Turismo da Covilhã - Covilhã
Hotel H2otel - Unhais da Serra



http://www.pimentelonline.com

paulocpimentel@hotmail.com


quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Histórias (In)Confessáveis da nossa Terra e da nossa Gente_"Ena pá!!! Olha o Zé aqui!!! O Café Primor estava de empregado novo"

"Ena pá!!! Olha o Zé aqui!!! O Café Primor estava de empregado novo. O António, completara 18 anos, tinha sido chamado para o serviço militar, e o Sr.Cunha – dono do estabelecimento - teve que contratar um substituto. O Café Primor, ou simplesmente Primor, era para nós muito mais que um café, era realmente um ponto de encontro. Qualquer intervalo entre as aulas, qualquer cabulada de aula, enfim qualquer sobra de tempo, lá íamos nós para o Primor. Lá namorávamos, estudávamos – por incrível que pareça – fazíamos cábulas para as provas e eventualmente tomávamos café.

Quando saíam as notas de final dos períodos, se não eram más de todo, lá íamos nós, comemorar para o Primor, bebendo uns finos sempre acompanhados dos tremoços. O Sr.Cunha, era um sujeito de uns cinquenta anos, sisudo, tinha uma simpatia que se limitava ao bom atendimento. Atendia-nos com competência e atenção, mas não passava muito disso.

Havia um respeito recíproco entre nós. Ele sabia, que cada vez que nos deixava insatisfeitos, trocávamos o açúcar dos pacotinhos, por Alka-Selzer, para “ferver” os cafés dos “fregueses”, ou por sal, para as bicas ficarem mais salgadinhas, ou deixávamos as bisnagas da mostarda semi abertas, que obviamente provocavam uma grande lambuzeira no cliente desavisado. O Zé, o novo empregado, tinha chegado há quatro dias da Peraboa – aldeia localizada perto da Covilhã, onde o Sr.Cunha nasceu e foi criado, e onde habitualmente seleccionava os seus empregados.

O empresário, deu-lhe ali dois dias de treinamento, tendo lhe ensinado o básico: tirar um café, fazer umas sandes, abrir as garrafas e “põe-te a andar que prá frente é que é o caminho”. - Ó Zé “tás” a ver aquela malta na mesa do canto lá do fundo? Toma cuidado com eles, hein... Não lhes dês muita conversa, que os gajos não são “flor que se cheire” – alertava o Sr.Cunha. Aquela malta a que ele se referia, era eu, o Paulo Jorge, o Nuno Ramos, o Pedro Ramos, o Ilídio, o Jorge Carrilho...sempre os mesmos, os do costume, sentados na tal mesa do canto, a fumar um SG Gigante cravado ao Pedro Ramos, pois o nosso já tinha acabado. Lá vem o Zé, com um jeito matarruano, ainda meio pacóvio, todo sisudo, de cabelinho empastelado, e a cara cheia de espinhas, a tirar o pedido: - “Atão” boa tarde, façam o favor de dizer o que vossemecês querem.

-Olha ó Zé são quatro bicas, e um batido Maria Amália, mas não demores que estamos atrasados “prá” aula, ouviste? – digo-lhe eu. O Zé chega perto do balcão e grita, todo senhor de si: - Sr.Cunha, saem quatro bicas e um batido Maria Amália, e já foi se dirigindo a outra mesa para tirar novo pedido. Dali a uns minutos, já estavam no balcão as quatro bicas. O Zé pega o pedido e serve as bicas na mesa dos “bonzinhos”.

- Ó Zé, e o batido Maria Amália? – perguntou o Nuno. - Ó Sr.Cunha, e o batido Maria Amália, sai ou não sai? – gritou o Zé cá do fundo do Café, com a voz toda empostada. - Já vi que acabei de contratar um burro...esse Zé acredita em tudo! – pensa o Sr.Cunha, já emendando uma resposta: - Ó Zé diz lá aos distintos, que a Maria Amália, está agora a batê-lo!!! É melhor irem à aula, que na volta “tá” pronto!!! E assim fez o “obediente” Zé, conosco todos a partir o côco a rir...

Do álbum:


O livro encontra-se para aquisição nos seguintes lugares:

Ourivesaria Fernandes - Serra Shopping - Covilhã
Livraria Central - Pça.Almeida Garret, 5 - Centro - Tortosendo
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segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Histórias (In)Confessáveis da nossa Terra e da nossa Gente_As procissões dos Passos e da Sexta-Feira Santa

As procissões dos Passos e da Sexta-Feira Santa sempre foram pontos altos na Covilhã. Vem gente de todas as aldeias e vilas próximas, para participar ou mesmo só para assistir à passagem dos andores, com as imagens dos santos, dos bombeiros, dos escoteiros, das crianças vestidas de anjos levadas por seus parentes, trajando sóbrias capas pretas, chamadas de balandraus, onde a banda com suas músicas, imprime o ambiente solene, que o evento requer. As pessoas, em sinal de respeito, enfeitam suas casas, colocando nas janelas e nas varandas as melhores colchas coloridas.


Por volta de 1920, a Freguesia da Conceição tinha como pároco o Padre Manel Moleiro. Era um padre à moda antiga, muito popular, bonacheirão, irradiava simpatia, era alto, e tinha uma excelente voz. Era sempre quem mais se destacava na procissão. Com a sua voz grave, muito bem postada e muito forte, declamava lindamente, e cantava melhor ainda. Era ele que cantava “A Verónica” na procissão, perante o silêncio profundo dos extasiados fiéis.

Naquela Sexta-feira Santa, o cortejo, como sempre, saiu da Igreja da Misericórdia, e foi desfilando vagaroza e compassadamente pelas ruas centrais até chegar ao seu término - a Capela do Calvário. Como na época, a cidade não contava ainda com iluminação, os homens carregavam tochas acessas, que provocavam um ambiente ainda mais realista ao momento representado na celebração religiosa.

Na chegada ao Calvário, no momento mais dramático e solene da procissão, o Padre Manel Moleiro, olhando muito sério para a multidão de fiéis, declamava emocionado, aproximando a tocha da figura do Cristo:
- Fostes vós que o açoitaste!
Aproximando de novo a tocha do Cristo, bradava:
- Fostes vós que lhe cuspiste!
Dando mais emoção à cena, chegava a tocha cada vez mais perto do Cristo, e continuava clamando:
- Fostes vós que o crucificaste!
Grita lá de trás o ainda muito jovem, mas já muito bebâdo, Cinco Réis:
- Ó Senhor Prior ande queime-o e depois diga que fomos nós...

via facebook

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O livro encontra-se para aquisição nos seguintes lugares:

Ourivesaria Fernandes - Serra Shopping - Covilhã
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sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Histórias (In)Confessáveis da nossa Terra e da nossa Gente_O "Mestre Abílio"

O Zé Luís Moraes Alçada tinha chegado de férias, de Castelo Branco onde estudava, e estava ali no paleio com uns amigos à porta do Montalto, quando se junta à conversa, o Mané Trindade, um famoso cromo da região.

O Mané era do Dominguiso, e fazendo jus às origens, era negociante de farrapos e afins, e, muito merecidamente, tinha-se tornado um bem sucedido empresário do ramo. No início, tempos de sacríficio, percorria as ruas da Covilhã, apregoando: “peles de coelho ou farrapos que queiram vender”. Mas esses, eram tempos que já iam longe...

Bom de conversa e bom contador de histórias, o Mané desata a contar mais uma, ali à malta:
- Vejam só como são as coisas. Na semana passada, dei uma escapada a Lisboa, que, como vocês sabem que gosto de fazer de vez em quando, e encontro o Mestre Abílio a passear no Rossio, com o seu inseparável charuto no canto da boca.

- Ficamos ali à conversa, fomos beber umas ginginhas e o Mestre convida-me para irmos até ao Casino do Estoril jogar umas partidinhas de chichon, roleta... – vai contando o Mané todo entusiasmado.

- E tu gostas pouco disso, não é? – comentava o Zé Luis.

- Pois é, e vocês sabem como é o mestre. É no tudo ou nada. E vocês já imaginam no que acabou:

- No nada!!! Saíram de lá tesos que nem uns carapaus – adivinha o Zé Luís, dando uma sonora gargalhada.


- Metemo-nos no comboio de volta para Lisboa, logicamente numa carruagem de primeira classe, e eu pergunto ao mestre: “então ó mestre e o bilhete?” “Fica aí quietinho, que se aparecer o revisor, eu conto uma história triste “pró”gajo, fazemo-nos de parolos e pronto. Sempre dá certo, porque é que havia de dar errado agora?- respondeu o Mestre todo senhor de si, demonstrando ter grande intimidade com a capital.
Entretanto a “rodinha” já contava com uns dez, todos atentos à história do Mané Trindade, que de vez em quando diziam:
- Continue, continue Mané.

- Chegados ao Cais do Sodré, sãos e salvos, pois o revisor não apareceu, pergunto eu ao Mestre:”Então ó mestre agora é que são elas...onde é que eu vou dormir? Tô teso, pá!”
- Vejam só vocês o coração grande que tem o mestre – continua o Mané empolgado.
- Diz-me o mestre:”olha ó Mané, não te apoquentes. Vais a dormir ali à Pensão Bem Estar, e dizes que vais ficar no meu quarto, que me apareceu um compromisso e que eu cedi o quarto para ti, ok?”

- Mas e vossemecê? Para onde vai? – perguntei muito curioso.
- Olha ó Mané, agora vai entrar em cena o doutor Abílio. Tás a ver esta bata branca de barbeiro que trago aqui na malinha? Pois é, vou dormir ao Hospital de Sta.Maria, tenho lá sempre um bom quarto à minha espera, tomo um duche de manhã, depois como um belo pequeno almoço, e ainda me chamam de doutor. – contava o mestre ao Mané.
A rapaziada ria a bandeiras despregadas, alguns já se sentavam nos degraus da porta do Montalto escangalhando-se de tanto rir. E aí arremata o Mané:

- E o melhor vocês não vocês sabem. O mestre quando chega para dormir, diz à enfermeira de plantão: “olhe menina, só me acorde, se o caso for muito urgente!”

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quarta-feira, fevereiro 02, 2011

"HISTORIAS (IN) CONFESSÁVEIS DA NOSSA TERRA E DA NOSSA GENTE" por Paulo Pimentel

Nascido em 1955 na Freguesia da Conceição, Covilhã, onde viveu até aos seus 20 anos. Vive no Brasil na cidade de S.Paulo, desde 1975.


Frequentou o ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa, mas foi na Faculdade de Administração de S.Paulo que se licenciou em Administração de Empresas.


Trabalhou por 20 anos como executivo na área financeira da Ford e há treze anos é empresário da área telemática.


É casado e pai de dois filhos. Este é o seu primeiro livro


Autor: Paulo Cavaca Pimentel
Editora: ALL PRINT




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HISTORIAS (IN) CONFESSÁVEIS por João Jesus Nunes

(...)Através do Facebook, o covilhanense Paulo Pimentel, radicado no Brasil, veio à Covilhã apresentar o seu primeiro livro – “Histórias (In)Confessáveis da Nossa Terra e da Nossa Gente”.

Muito entusiasmo na apresentação do livro, num dos hotéis da cidade, com muitos amigos. Foi a oportunidade, logo a 2 de Janeiro, para que se leve, a rir, o ano 2011.

Quando cheguei a casa, fui saboreando a leitura do livro, de fio a pavio. Ficou devorado.

Não só as muitas facetas das estórias de vida do Mestre Abílio me fizeram rir (recordadas, algumas, quantas vezes…) como também o grupo da rapaziada, que acompanhou o autor na sua juventude, são de enorme alegria, com as traquinices da altura.

Foram acontecimentos que também existiram na minha infância; e a linguagem característica da nossa região ainda existe, alguma, por essas aldeias do concelho.

As malandrices que faziam ao Porfírio no apanhar das bolas que saltavam do Campo Santos Pinto, às sopeiras no bailarico ao som da música dos intervalos dum relato do jogo de futebol; as diabruras no Café Primor, quando o proprietário, Sr. Cunha, se apresentava de mau humor, e lhe trocavam os pacotes de açúcar por sais de fruto, são memórias interessantes.

Mas também o Montalto e o Sp. Covilhã, onde recordou o antigo atleta emprestado pelo SCP –Celestino Cabrita – que lhe fez a surpresa de estar presente no acto e o recebi no meu escritório.

O Francisquinho da Padaria e o Padre Morgadinho…E essa de quando se iam confessar, enquanto adolescentes, à Igreja de S. Francisco, só quando lá estivesse o Padre Fernando porque as penitências do Padre Andrade eram piores…

Não foi esquecido o Dr. José Ranito Baltazar, médico e também Presidente da Câmara, geralmente mal-humorado, mas que se dizia que era muito simpático e educado quando estava “à Baltazar”; e insuportável e rude no dia em que se encontrava “à Ranito”. De qualquer forma tinha um coração do tamanho do mundo.(...)

in entre-as-brumas-da-memoria.blogspot.com

sexta-feira, dezembro 10, 2010

SÁBADO, DIA 11, SALÃO NOBRE - APRESENTAÇÃO DA OBRA DE CAMPOS COSTA_Covilhã


FASTOS E FACTOS é a mais recente obra de Manuel Macedo Campos Costa e será apresentada Sábado, dia 11 de Dezembro, pelas 16:00 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Covilhã.

Prefaciado por Pinheiro da Fonseca e apresentado por Manuel Mesquita Nunes, este livro reúne variados temas relacionados com a Covilhã, nomeadamente Santa Paula Frassinetti, O movimento musical na Covilhã (1870-1971), A obra de Ernesto de Campos Melo e Castro, A Filha da Senhora Angot, A Fábrica Alçada, Três Cartas Inéditas de Fernando Lopes-Graça, Alcunhas, ápodos e apelidos de conhecidos covilhanenses e Crónicas de Viagem.

Biografia do Autor: De uma família tradicionalmente covilhanense, Campos Costa nasceu a três de Fevereiro de 1929 na cidade do Porto. Veio para a Covilhã com três meses de idade, frequentou o Liceu Heitor Pinto e a Escola Secundária Campos Melo.

Criou em 1961 o Conservatório Regional de Música da Covilhã e dirigiu, de 1966 a 1973, o Coro Misto, o Coro Sacro e o Coro Etnográfico.

Em 1970, por ocasião do Centenário desta cidade, propôs à Câmara Municipal o primeiro Concurso de Piano Cidade da Covilhã, que já vai na nona edição.

Em 1971 é nomeado Delegado da Juventude Musical Portuguesa na Covilhã, cargo que ainda hoje desempenha. Neste âmbito, em 1997, promoveu e levou a efeito o Concurso Internacional de Instrumentos de Arco Júlio Cardona, do qual prepara actualmente a oitava edição.

Em reconhecimento da sua acção no âmbito da cultura, foi agraciado com as seguintes condecorações: Cavaleiro da Ordem Imperial Bizantina de Santo Eugénio de Trebizonda; Cavaleiro de Justiça e Comendador da Ordem Ecuménica de Malta; Cruz de Honra da Ordem Ecuménica de Malta e Medalha de Prata de Mérito Municipal, atribuída pela Câmara Municipal da Covilhã.


via facebook

quinta-feira, novembro 18, 2010

José Pinho lança o seu primeiro romance - c/som

“A Estátua – A tortura preferida pela PIDE” é o título do primeiro romance de José António Pinho, lançado na Covilhã, numa sessão que contou com a presença de mais de centena e meia de pessoas. “Passados tantos e tantos anos, entendo que é fundamental conhecer melhor o lado, que se tem pretendido esconder, do chamado 'Estado Novo' de Salazar: a opressão, a tortura, o Estado policial – a PIDE - marcas de um regime fascista decalcado dos regimes ditatoriais de Mussolini e Hitler”, explica na nota introdutória da obra.

É um “hino à liberdade, ao perdão e ao amor entre os homens”, é assim que José António Pinho descreve o seu primeiro romance “A Estátua”. Um livro baseado em factos reais que retrata os 40 dias vividos nas masmorras da polícia política em Coimbra, em particular os sete dias de tortura. José Pinho decidiu abrir o “baú das memórias” e admite ter chorado durante o processo de escrita. A obra faz um retrato da Covilhã operária que despertava para a realidade da falta de liberdade. Nas várias colectividades da cidade reuniam-se grupos de jovens e “o sentimento de revolta era muito grande”, diz o autor.

O livro faz um retrato político dos anos de 1958/59, mas José Antóno Pinho foi várias vezes detido durante o Estado Novo. Por motivos políticos ou pela sua intervenção no movimento associativo, cumpriu prisão em diversos locais, entre os quais o Forte de Peniche e o de Caxias. Histórias reais que serão vertidas em novos livros do autor que ja estao a ser escritos.

José Pinho acredita que o futuro “se constrói no conhecimento do nosso passado e na lucidez de analisar o presente. A nossa identidade pessoal e colectiva, é, assim, fruto do que fomos, do que somos e do que queremos ser.” A apresentação da obra esteve a cargo do escritor covilhanense Manuel da Silva Ramos.

Ficheiros para Download

quinta-feira, setembro 16, 2010

Carlos Xistra no Benfica-Sporting

Carlos Xistra (foto ASF)
Carlos Xistra no Benfica-Sporting
Por Redacção

A Liga a seleccionou o árbitro Carlos Xistra, de Castelo Branco, para o «derby», de domingo, entre o Benfica e o Sporting, na Luz, referente à quinta jornada.

segunda-feira, agosto 09, 2010

Exposição Fotográfica LINDO MONTE Carlos Pimentel_Belmonte @ Sala de Exposições - Antigos Paços do Concelho

Nos quatro elementos primordiais - terra, água, ar e fogo - exerce-se subjectividade de Carlos Pimentel ao procurar a criação do invisível e do visível. esta dimensão está intrinsecamente associada ao aspecto mítico do Homem. Ao longo da pré-histéoria o Sol foi objecto de veneração.



No Judaísmo, o Sol é referido como sendo próprio Fogo Divino, pois o sumo-sacerdote usava no tempo dos hebreus um disco de ouro sob o pei...to, em sinal de respeito e veneração ao Fogo. Contudo, no Cristianismo, o Sol (Luz Celeste) representa Cristo, tendo sido considerado "Sol Invictus" (Sol Invencível).

Mas, por terras de Cabral, o jogo do sol manifesta-se recuperado da sua história e abraça a beleza das coisas que o Homem modelou ao longo de séculos. As imagens de Carlos Pimentel são isso mesmo: transparentes, isto é, tentam representar e elogiar a perfeição de um tempo copioso erguido sob o granito duro do pretérito.

Do monte, ou seja, deste Lindo Monte saiu gente que mudou a geografia do seu tempo. Renovou a esperança do seu povo e conquistou "outros espaços e outras culturas". Por outras palvras, desenvolveu aos Portugueses hegemonia e alento e, assim orgulhou o povo de Belmonte num mar de laços para além do próprio mar. A vila continua intacta, bem como encravada no Interior. Foi e será sempre o princípio e o futuro de todas as coisas.

No clarão sufocante, ardente das fotografias de Carlos Pimentel, na opinião de alguns criticos dizem tratar-se de imagens, que resplandecem segredos e dividem dois mundos: a nudez artística e a violência da cor num certo conflito entre o profano e o religioso. Quer dizer, exprimem uma linguagem metamefórica num lugar quase primitivo, incólume...Nesta simbologia carregada exagero, encontramos origens, que tentam purificar a harmonia da humanidade.

O artista não tem fronteiras, nem tão pouco a única linguagem, mas sim, deslumbramento, explendor e plenitude na forma como nos apresenta um universo quase inteligível.

by Pedro Silveira