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sexta-feira, setembro 17, 2010
quinta-feira, setembro 16, 2010
"Nova cultura na Covilhã" _ Festival #Y
A oitava edição do Festival #Y pretende reforçar o espírito contemporâneo e inovador da Quarta Parede. Teatro experimental, novos palcos e extensões são algumas das propostas do evento que decorre entre 17 de Setembro e 30 Outubro.Covilhã, Guarda e Torres Novas são as cidades que recebem espectáculos no âmbito de mais uma edição, a oitava, do Festival #Y. Iniciativa maior no plano de actividades da Quarta Parede, esta mostra de espectáculos decorre em diversos palcos, de diferentes formas e para múltiplos públicos.
Rui Sena, director artístico da Quarta, começa por explicar que este ano existe “uma aposta nítida na qualidade dos espectáculos”. Alguma poupança na divulgação publicitária do evento deixou verbas para a vinda de diversos personagens culturais ao festival.
Esta oitava edição, que começa dia 17 de Setembro e se estende até 30 de Outubro, passa pela Covilhã, pela Guarda e por Torre Novas. Distribuir espectáculos, fidelizar públicos e, acima de tudo, “mostrar o que se faz actualmente nesta área”, são finalidades que os organizadores se propõem a atingir. Rui Sena deixa claro que este “é um festival que significa muito em termos culturais daquilo que se faz em Portugal e na Europa. Uma das nossas principais preocupações passa por conseguir trazer até estas cidades uma mostra fidedigna do que é o teatro e a performance artística, mas também trazer um conjunto de espectáculos que, no seu conjunto possam abordar diversas disciplinas artísticas sem que se dispersem muito nos seus géneros. Desta forma, os participantes do #Y podem ter uma panorâmica mais alargada do que são as artes e as diferentes e diversas possibilidades de representação”.
O apoio da Direcção Geral das Artes e do Ministério da Cultura têm sido as únicas ajudas certas e que servem também para garantir as actividades correntes desta estrutura de produção e também de criação de trabalhos contemporâneos. A aposta no que se faz agora “não coloca em causa o tradicional”, explica Sena. “Apenas damos lugar ao contemporâneo, à novidade e à mudança”. O director artístico sublinha que “a Quarta Parede nunca quis ser uma companhia de teatro, queremos sim é criar algo diferente para espaços diferentes”.
No âmbito da criação de eventos culturais, esta oitava edição do Festival #8 vai também marcar a estreia de “Gota-a-aGota”, uma produção da Quarta que fala sobre a água. “É um espectáculo pensado para derrubar as formas e os palcos das tradicionais peças e abrir novas fronteiras à cultura. Pretende também mostrar a importância da água na vida do indivíduo enquanto ser social e partimos da água como produto de ligação da humanidade. É uma peça que recorre a vídeo, multimédia, som e movimento”, explicam os autores. Os bilhetes para os espectáculos custam entre três e seis euros e todo o programa pode ser consultado na página online da Quarta Parede.
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segunda-feira, maio 31, 2010
Navegação automóvel concebida por alunos da UBI
O futuro passa pelos automóveis eléctricos equipados com sistemas de navegação. Quatro alunos da UBI desenvolveram agora um sistema, já adaptado às novas potencialidades, que permite fazer a gestão das viagens nestes veículos, o seu reabastecimento e as possíveis poupanças de tempo para o utilizador. Um sistema que conseguiu o segundo lugar no concurso Imagine Cup, promovido pela Microsoft.
Até 2011 Portugal irá ter uma rede de 1300 postos de carregamento de carros eléctricos. Segundo as projecções estatais nesta matéria, a comercialização de veículos eléctricos de preços acessíveis, será também uma das apostas pioneiras a curto prazo.
Foi a pensar num conjunto de novas utilizações que quatro estudantes de Engenharia Informática da UBI desenvolveram um programa de gestão e interligação para os novos veículos eléctricos. Uma investigação que concorreu com algumas centenas de projectos ao Imagine Cup, um desafio lançado pela Microsoft, e conseguiu o segundo lugar nacional.
Luis Matos, um dos estudantes e autores deste projecto começa por explicar que o trabalho “está baseado na tecnologia do carro eléctrico. Um dos objectivos deste desafio passa por proporcionar novas experiências através deste meio de transporte, de forma a torná-lo mais atractivo”. Para tal, os quatro alunos Pedro Querido, Luis Matos, Micael Adaixo e Mário Pereira, desenvolveram uma aplicação informática que é instalada quer no computador de bordo do automóvel, quer no computador pessoal do condutor e no telemóvel. Todos estes aparelhos estão interligados e permitem ao utilizador o planeamento de rotas e a execução das diferentes operações do automóvel.
“Imagine-se que estamos na nossa casa, na Covilhã e necessitamos de viajar no nosso carro eléctrico, até Lisboa. Este automóvel tem uma determinada autonomia que muito provavelmente irá ser esgotada ao longo do trajecto, o que levanta algumas questões, como onde recarregar as baterias do carro, quais as alternativas, o que fazer durante o tempo em que o automóvel está a carregar, entre outras coisas”, adianta Luís Matos.
Tudo isto está já pensado pelo “Volt”, o software desenvolvido na UBI. Um programa que trabalha em função da nova rede de postos de carregamento deste tipo de veículos, “Mobi.e”.
O utilizador está em sua casa e planeia a sua rota, um trajecto que é maior que a autonomia do veículo. “Aquilo que o sistema vai fazer é programar o tempo total de viagem, a melhor rota e também calcular quando e onde parar”, explica Pedro Querido. Um sistema que funciona de uma “forma bastante futurista e eficaz”, que tem sempre por base as necessidades do seu utilizador. Esta ferramenta não funciona apenas para trajectos de viagens longas, mas também para a utilização quotidiana, uma vez que, “com a informação que tem quer dos postos de abastecimento, quer de um vasto leque de serviços, o condutor pode descobrir rapidamente um restaurante, uma farmácia, um outro serviço que está perto da sua localização. Enquanto o seu automóvel está a carregar as baterias, o proprietário pode estar a tratar de diversos assuntos ou a ocupar o seu tempo em diversas actividades”, adiantam.
Nesse sentido, o modelo está ainda programado para atribuir um valor acrescentado ao utilizador. “Imagine-se que um posto de energia fica próximo de uma superfície comercial. O sistema pode ter protocolos com os vários comerciantes e os seus utilizadores, por estarem a carregar as suas baterias junto àquela superfície têm direito a descontos em lojas, ou a um desconto em restaurantes, etc.”, diz Luis Matos.
Já Mário Pereira prefere destacar o facto dos utilizadores do automóvel poderem ter acesso constante à Internet “e a uma espécie de loja virtual onde podem ser adquiridos serviços como filmes, informações sobre produtos, cidades e todo um conjunto de diversas informações”.
Um dos grandes propósitos deste sistema integrado, para além da interligação entre o automobilista e um conjunto diverso de serviços passa também por incentivar as pessoas a utilizarem carros eléctricos, “que pensamos nós, serem o futuro dos transportes”, acrescentam os jovens estudantes.
Foi a pensar num conjunto de novas utilizações que quatro estudantes de Engenharia Informática da UBI desenvolveram um programa de gestão e interligação para os novos veículos eléctricos. Uma investigação que concorreu com algumas centenas de projectos ao Imagine Cup, um desafio lançado pela Microsoft, e conseguiu o segundo lugar nacional.
Luis Matos, um dos estudantes e autores deste projecto começa por explicar que o trabalho “está baseado na tecnologia do carro eléctrico. Um dos objectivos deste desafio passa por proporcionar novas experiências através deste meio de transporte, de forma a torná-lo mais atractivo”. Para tal, os quatro alunos Pedro Querido, Luis Matos, Micael Adaixo e Mário Pereira, desenvolveram uma aplicação informática que é instalada quer no computador de bordo do automóvel, quer no computador pessoal do condutor e no telemóvel. Todos estes aparelhos estão interligados e permitem ao utilizador o planeamento de rotas e a execução das diferentes operações do automóvel.
“Imagine-se que estamos na nossa casa, na Covilhã e necessitamos de viajar no nosso carro eléctrico, até Lisboa. Este automóvel tem uma determinada autonomia que muito provavelmente irá ser esgotada ao longo do trajecto, o que levanta algumas questões, como onde recarregar as baterias do carro, quais as alternativas, o que fazer durante o tempo em que o automóvel está a carregar, entre outras coisas”, adianta Luís Matos.
Tudo isto está já pensado pelo “Volt”, o software desenvolvido na UBI. Um programa que trabalha em função da nova rede de postos de carregamento deste tipo de veículos, “Mobi.e”.
O utilizador está em sua casa e planeia a sua rota, um trajecto que é maior que a autonomia do veículo. “Aquilo que o sistema vai fazer é programar o tempo total de viagem, a melhor rota e também calcular quando e onde parar”, explica Pedro Querido. Um sistema que funciona de uma “forma bastante futurista e eficaz”, que tem sempre por base as necessidades do seu utilizador. Esta ferramenta não funciona apenas para trajectos de viagens longas, mas também para a utilização quotidiana, uma vez que, “com a informação que tem quer dos postos de abastecimento, quer de um vasto leque de serviços, o condutor pode descobrir rapidamente um restaurante, uma farmácia, um outro serviço que está perto da sua localização. Enquanto o seu automóvel está a carregar as baterias, o proprietário pode estar a tratar de diversos assuntos ou a ocupar o seu tempo em diversas actividades”, adiantam.
Nesse sentido, o modelo está ainda programado para atribuir um valor acrescentado ao utilizador. “Imagine-se que um posto de energia fica próximo de uma superfície comercial. O sistema pode ter protocolos com os vários comerciantes e os seus utilizadores, por estarem a carregar as suas baterias junto àquela superfície têm direito a descontos em lojas, ou a um desconto em restaurantes, etc.”, diz Luis Matos.
Já Mário Pereira prefere destacar o facto dos utilizadores do automóvel poderem ter acesso constante à Internet “e a uma espécie de loja virtual onde podem ser adquiridos serviços como filmes, informações sobre produtos, cidades e todo um conjunto de diversas informações”.
Um dos grandes propósitos deste sistema integrado, para além da interligação entre o automobilista e um conjunto diverso de serviços passa também por incentivar as pessoas a utilizarem carros eléctricos, “que pensamos nós, serem o futuro dos transportes”, acrescentam os jovens estudantes.
Por: Eduardo Alves
urbi.ubi.pt
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terça-feira, outubro 20, 2009
UBI investiga jornalismo para telemóveis

A Universidade da Beira Interior está a investigar formas de apresentar notícias em dispositivos móveis, um tema que junta investigadores, operadores de redes, jornalistas e meios de comunicação - o Expresso integrará o painel "Meios de Comunicação", juntamente com o Público e a RTP - num encontro na Serra da Estrela, de 23 a 25 de Outubro, anunciou a organização.
O 1º. Encontro de Montanha sobre Jornalismo e Redes Móveis, na Pousada da Juventude das Penhas da Saúde, surge na sequência do trabalho desenvolvido pela Universidade da Beira Interior (UBI).
A UBI está a criar a primeira aplicação de um órgão de comunicação português para iPhone (smartphone da Apple que se transformou numa referência mundial de usabilidade móvel) - a par de uma versão do jornal Urbi et Orbi para telemóveis.
Antecipar o futuro
"O que queremos é fazer essa antecipação e começar a trabalhar já para em 2015 termos uma linguagem jornalística própria para explorar as características dos dispositivos móveis, nomeadamente dos 'smartphones'", aparelhos como o iPhone, os Android da Google ou equipados com Windows Mobile, entre outros sistemas operativos.
É preciso ter outra linguagem jornalística, porque não basta transpor o que se faz nos meios tradicionais para o reino da mobilidade: "o webjornalismo é autónomo".
"A Internet e os telemóveis têm características diferentes" de um jornal
impresso, da rádio ou televisão, que favorecem "notícias com elementos multimédia, conteúdos personalizados, entre outros aspectos", refere João Canavilhas.
Jornalismo para 'smartphones'
Além do mais, "pensamos que nalgumas situações vai ser mais fácil viabilizar economicamente o jornalismo para smartphones do que está a ser para a plataforma Internet" tal como é conhecida, no ecrã de um computador.
Por exemplo, para quem anda de viagem é mais útil saber quais os restaurantes nas proximidades. "Há a possibilidade de segmentar e personalizar informação, que é consequência da mobilidade e de termos um aparelho sempre connosco, que até virou moda", destaca.
O 1º. Encontro de Montanha sobre Jornalismo e Redes Móveis segue o modelo "do melhor congresso mundial de jornalismo online, que acontece em Austin, no Texas (EUA) e que junta não só os investigadores, como também o mercado", realça aquele responsável.
"Queremos que os operadores móveis nos digam o que pensam do jornalismo móvel, que as rádios e televisões expliquem o que esperam para rentabilizar os seus produtos e que os informáticos digam o que é possível fazer neste campo".
No caso da UBI, o jornal online da universidade, o Urbi et Orbi, já tem uma página formatada de forma mais simples para quando o endereço ( www.urbi.ubi.pt ) é aberto por dispositivos móveis.
Urbi está na App Store
Agora, a instituição já se inscreveu na App Store da Apple, sítio na Internet onde se comercializam as aplicações para o iPhone, para disponibilizar uma aplicação nativa.
Podem parecer coisas semelhantes, "mas essa aplicação tem vantagens
para ler o Urbi, em relação à página Web para dispositivos móveis", descreve Marco Oliveira, engenheiro informático e investigador do Labcom, autor da aplicação.
"É possível descarregar todo o jornal e lê-lo online, há mais opções
de personalização e troca de dados entre o iPhone e o servidor para garantir melhor fornecimento de conteúdos de acordo com as condições de tráfego e contexto", sublinha.
O 1º. Encontro de Montanha sobre Jornalismo e Redes Móveis, na Pousada da Juventude das Penhas da Saúde, surge na sequência do trabalho desenvolvido pela Universidade da Beira Interior (UBI).
A UBI está a criar a primeira aplicação de um órgão de comunicação português para iPhone (smartphone da Apple que se transformou numa referência mundial de usabilidade móvel) - a par de uma versão do jornal Urbi et Orbi para telemóveis.
Antecipar o futuro
"O que queremos é fazer essa antecipação e começar a trabalhar já para em 2015 termos uma linguagem jornalística própria para explorar as características dos dispositivos móveis, nomeadamente dos 'smartphones'", aparelhos como o iPhone, os Android da Google ou equipados com Windows Mobile, entre outros sistemas operativos.
É preciso ter outra linguagem jornalística, porque não basta transpor o que se faz nos meios tradicionais para o reino da mobilidade: "o webjornalismo é autónomo".
"A Internet e os telemóveis têm características diferentes" de um jornal
impresso, da rádio ou televisão, que favorecem "notícias com elementos multimédia, conteúdos personalizados, entre outros aspectos", refere João Canavilhas.
Jornalismo para 'smartphones'
Além do mais, "pensamos que nalgumas situações vai ser mais fácil viabilizar economicamente o jornalismo para smartphones do que está a ser para a plataforma Internet" tal como é conhecida, no ecrã de um computador.
Por exemplo, para quem anda de viagem é mais útil saber quais os restaurantes nas proximidades. "Há a possibilidade de segmentar e personalizar informação, que é consequência da mobilidade e de termos um aparelho sempre connosco, que até virou moda", destaca.
O 1º. Encontro de Montanha sobre Jornalismo e Redes Móveis segue o modelo "do melhor congresso mundial de jornalismo online, que acontece em Austin, no Texas (EUA) e que junta não só os investigadores, como também o mercado", realça aquele responsável.
"Queremos que os operadores móveis nos digam o que pensam do jornalismo móvel, que as rádios e televisões expliquem o que esperam para rentabilizar os seus produtos e que os informáticos digam o que é possível fazer neste campo".
No caso da UBI, o jornal online da universidade, o Urbi et Orbi, já tem uma página formatada de forma mais simples para quando o endereço ( www.urbi.ubi.pt ) é aberto por dispositivos móveis.
Urbi está na App Store
Agora, a instituição já se inscreveu na App Store da Apple, sítio na Internet onde se comercializam as aplicações para o iPhone, para disponibilizar uma aplicação nativa.
Podem parecer coisas semelhantes, "mas essa aplicação tem vantagens
para ler o Urbi, em relação à página Web para dispositivos móveis", descreve Marco Oliveira, engenheiro informático e investigador do Labcom, autor da aplicação.
"É possível descarregar todo o jornal e lê-lo online, há mais opções
de personalização e troca de dados entre o iPhone e o servidor para garantir melhor fornecimento de conteúdos de acordo com as condições de tráfego e contexto", sublinha.
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