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terça-feira, dezembro 04, 2007

Lux Jazz Sessions. João Lencastre Group. 5/12. 23h


André Fernandes (guitarra)
João Paulo (piano e acordeão)
Nelson Cascais (contrabaixo)
João Lencastre (bateria)

Formado no Hot Clube, João Lencastre começou a tocar bateria há década e meia, período ao longo do qual foi tendo oportunidade de colaborar, tanto em concerto como em estúdio, com figuras do jazz nacional e estrangeiro do calibre de Jacinta, André Fernandes, Carlos Martins, Carlos Barretto, David Binney, Jesse Chandler ou Thomas Morgan. Duas estadias em Nova Iorque, em 2002 e já neste ano, proporcionaram-lhe o privilégio de estudar com Billy Kilson, Ralph Peterson, Dan Weiss ou Ari Hoenig. A banda que poderemos encontrar no palco do Lux ao lado de João Lencastre é composta por grandes músicos com quem o líder foi tocando em diversos projectos no decorrer dos anos – o guitarrista André Fernandes, o pianista e acordeonista João Paulo e o contrabaixista Nelson Cascais –, todos com provas dadas no contexto jazzístico nacional. Nesta noite, o quarteto improvisará sobre um repertório que inclui originais bem como versões de composições de nomes como Paul Motian, Ornette Coleman, Freddie Hubbard ou Björk, temas que podemos igualmente encontrar na magnífica estreia discográfica em nome próprio do baterista, “One!”, álbum editado em Setembro pela espanhola Fresh Sound / New Talent, onde o músico se faz acompanhar por um dos mais brilhantes pianistas da actualidade, Bill Carrothers, e por outros nomes de relevo internacional, como Phil Grenadier, Demian Cabaud e André Matos, num colectivo que responde por João Lencastre’s Communion.

joaolencastre

DINIS

Os desígnios próprios de mais um swingante dancefloor jazz vão ser postos em prática pela mão de Dinis, disc jockey desde 1990 e co-fundador, na década seguinte, de dois colectivos centrais do drum’ n’ bass nacional: Cool Train Crew e Pressure Force. Desde então tem concentrado os seus interesses na divulgação das movimentações rítmicas entretanto nascidas no Reino Unido – essencialmente jungle, garage, grime e, mais recentemente, dubstep –, sempre presentes nos seus sets, quer seja nas suas noites Flashdance, onde as combina com a música negra que está nas suas origens, nas suas noites Skillz, no Lux, em que convida DJs e MCs em jeito de celebração fundada à cultura hip hop, ou nas suas residências no Frágil, no Maus Hábitos ou no Pitch.

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quarta-feira, novembro 28, 2007

Lux Jazz Sessions. Nélson Cascais 5Teto "Nine Stories". 28/11. 23h


Pedro Moreira (saxofone)
André Fernandes (guitarra)
Jeff Davis (vibrafone)
Nelson Cascais (contrabaixo)
Bruno Pedroso (bateria)

Na derradeira sessão do mês, o jazz brotará da sinergia musical dos elementos do Nelson Cascais Quinteto. Lisboeta desde 1973, Nelson Cascais faz do contrabaixo o seu veículo de expressão sónica. O quinteto que lidera foi por si criado há cerca de oito anos, depois de se ter formado no Conservatório Nacional de Lisboa e no Hot Clube (foi colega de Carlos Barretto, Bernardo Moreira e Pedro Moreira), onde acabou o curso de jazz, em 1994, tendo sido convidado, no ano seguinte, ara ser professor, cargo que ainda hoje mantém. Foi exactamente a partir de meados dos anos 90 que foi alicerçando a sua carreira como sideman, o que lhe permitiu preencher a sua agenda com colaborações em estúdio e actuações ao vivo, em Portugal e no estrangeiro, com algumas das mais importantes figuras do jazz nacional, como Bernardo Sassetti, Laurent Filipe ou Maria João e Mário Laginha; e também com músicos internacionais, tais como Rick Margitza, Julian Argüelles, Dave O’Higgins, John Ellis ou Aaron Goldberg. É ainda membro fundador do Trio Ibérico, com o baterista Paulo Bandeira e o pianista espanhol Isaac Turienzo, formação com a qual tem actuado em diversos pontos de Espanha de forma regular. Nelson Cascais afirmou-se, assim, como um nome crucial da cena nacional, pelo que teve oportunidade de tocar nos maiores festivais de jazz do país, como o Jazz em Agosto da Gulbenkian, Serralves, Matosinhos e Loulé, integrando inclusivamente a Orquestra do Festival Guimarães Jazz, sob a batuta da afamada compositora americana Maria Schneider. “Ciclope”, o seu primeiro disco como líder, foi publicado em 2002 pela Tone Of A Pitch, o mesmo selo com que, passados três anos, grava e edita o seu mais recente registo de originais, “Nine Stories”, que nos apresenta hoje nas Lux Jazz Sessions.


AL:X & RIOT

A responsabilidade de nos fazer dançar estará igualmente em muito boas mãos: os DJ’s Riot e Al:x, membros da nova geração da Cool Train Crew e ávidos criadores e divulgadores do mais moderno que a música urbana nos vai oferecendo, prová-lo-ão com motivos rítmicos irrecusáveis – breakbeats como pano de fundo para explorações contemporâneas dos trilhos do jazz do futuro.


(entrada gratuita)
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terça-feira, novembro 06, 2007

Lux Jazz Sessions. Miguel Martins Kaleidoscopio "The New Comer". 7/11 23h

Miguel Martins (guitarra)
Carlos Barretto (contrabaixo)
José Salgueiro (bateria)

O mês de Novembro nas Jazz Sessions é inaugurado com o trio que o guitarrista Miguel Martins partilha com o contrabaixista Carlos Barretto e com o baterista José Salgueiro, que levará ao Lux o seu álbum de estreia, “The New Comer”, edição deste ano, composto exclusivamente por repertório original. Um disco no qual o trio procura engendrar, através da improvisação assente na confiança e química entre os músicos, formas alternativas de intervenção social, que se traduzem em imagens sonoras que levem a audiência a um escape para realidades paralelas, usando para isso motivações free jazz, fibra rock e imaginários world. O frontman Miguel Martins nasceu em 1976 em Faro e iniciou a sua carreira como músico profissional a meio da década de 90. Desde então foi colaborando com nomes maiores do jazz português, como Carlos Bica, Zé Eduardo, Pedro Madaleno, Nelson Cascais ou Laurent Filipe. Em 1998 fundou o quinteto Portujazz, que contou com a participação intermitente de músicos como Johannes Krieger, Yuri Daniel, Bruno Pedroso, Alexandre Frazão ou Hugo Alves, tendo sido extinto em 2003. Nos seus já mais de dez anos de actividade profissional, actuou em inúmeros festivais e clubes de jazz por todo o país e em Espanha e, entre outras manifestações do seu amor pela música improvisada, deu lições de guitarra e workshops em diversas escolas de jazz.


OPEN SOURCE

O jazz de matriz consciente aponta logo a seguir para a pista de dança, onde o projecto Open Source, que se estreia em público nesta noite, democratiza os meios de fazer dançar através da sinergia desenvolvida em tempo real entre o DJ Johnny - bem conhecido por animar o coração noctívago de Lisboa com os seus discos, por ser o mentor da Cool Train Crew ou por ser responsável pela programação das Lux Jazz Sessions - o trombonista Eduardo Lala (co-fundador do L.U.M.E.), o trompetista Ricardo Pinto (membro do Yeti Project, da Kumpania Algazarra e da Reunion Big Jazz Band) e o saxofonista António Bruheim (membro do colectivo Nanashi). A liberdade criativa é o combustível que tratará de manter acesa a chama deste colectivo híbrido que se declara, através do seu nome, em constante mutação e desenvolvimento.

(entrada gratuita)

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quarta-feira, outubro 31, 2007

Lux Jazz Sessions. Matthew Shipp Trio "Piano Vortex". 31/10 23h

Matthew Shipp (piano)
William Parker (contrabaixo)
Guillermo E. Brown (bateria)

A rematar as quartas feiras de um já transbordante Outubro, o Lux acolhe um trio de excepção, liderado pelo toque subtil, imprevisível e energético de Matthew Shipp, pianista norte-americano que começou a ganhar visibilidade no mítico quarteto do saxofonista David S. Ware, do qual faz parte desde o início dos anos 90 - década ao longo da qual gravou e compôs intensivamente, acabando por liderar um trio com os restantes elementos das duas secções rítmicas que Ware alimentou no seu período dourado compreendido entre 1992 e 1998: o contrabaixista William Parker e, alternadamente, os bateristas Susie Ibarra e Whit Dickey. Em 2000, Shipp assumiu a curadoria das eclécticas, iconoclastas e visionárias “Blue Series” da editora Thirsty Ear, pela qual lançou igualmente o seu novo registo, “Piano Vortex”, uma obra que nasce do encontro - já habitual (mas sempre surpreendente...) nas suas composições - entre o free jazz e uma certa música erudita dos nossos tempos. Acompanhar Shipp é tarefa para uma minoria iluminada. Nesta sessão, teremos o privilégio de testemunhar uma sinergia rara entre o pianista e outros dois músicos que se destacam pela sua clarividência e eminente comunicação telepática: William Parker, uma referência incontornável na história do jazz, consequência de ser o maior baixista que o mundo ouviu desde Charlie Mingus, é hoje um veterano e uma figura vital na cena da música improvisada nova- iorquina; e, ao seu lado, na bateria, o jovem instrumentista, produtor e artista multidisciplinar Guillermo E. Brown, dono de uma carreira que conta já com cerca de 30 gravações, inúmeras colaborações com grandes nomes das margens mais cerebrais do free jazz, do hip hop e de algumas das suas derivações de impossível rotulação - de David S. Ware (de cujo quarteto é o actual baterista) a Anti-Pop Consortium, passando por Anthony Braxton, George Lewis, Carl Hancock Rux, El-P, Mike Ladd, DJ Spooky ou os Spring Heel Jack -, para além de integrar ainda o The Cut Up Quintet e o recente colectivo BiLLLLz. Em suma, três dos mais inconformistas e criativos músicos da actualidade, reunidos numa actuação que só pode mesmo ser adjectivada de uma forma: im-per- dí-vel.


YEN SUNG
A garantir um dancefloorjazz que mantenha a elevadíssima fasquia do trio de Matthew Shipp estará a DJ Yen Sung, conhecida pelo talento, exigência e paixão que tem demonstrado em cada momento de uma carreira que soma já mais de 15 anos na grande área da divulgação musical, em particular a seleccionar os melhores grooves do universo nos pratos de alguns dos mais sofisticados clubes nacionais e internacionais - nomeadamente no Lux, onde é DJ residente desde a primeira hora.
(entrada gratuita)

terça-feira, outubro 23, 2007

Lux Jazz Sessions. Julio Resende 4teto "Da Alma". 24/10 23h

Zé Pedro Coelho (saxofone tenor e soprano)
Júlio Resende (piano)
João Custódio (contrabaixo)
João Rijo (bateria)

O pianista Júlio Resende nasceu e cresceu em Faro, onde aos quatro anos começou a tocar piano, instrumento no qual acabaria por se formar. Mudou- se para a capital há sete anos, altura em que conheceu músicos centrais da cena lisboeta como Rodrigo Gonçalves, Pedro Moreira e Mário Laginha. Foi membro da 1a Big Band Nacional da Juventude e do Ensemble do Hot Clube, e ao longo do seu percurso de intérprete e compositor teve a oportunidade de tocar ao lado de músicos como Bernardo Moreira, Alexandre Frazão ou Maria Viana. Hoje é líder do quarteto que ostenta o seu nome, criado em 2004 com o propósito de trabalhar composições suas, cuja formação inclui igualmente José Pedro Coelho no saxofone, João Custódio no contrabaixo e João Rijo na bateria. “Da Alma”, o sugestivo nome do álbum de estreia do colectivo, será lançado neste espectáculo e terá o selo de garantia da magnífica editora portuguesa Clean Feed (onde já gravaram discos uma impressionante galáxia de alguns dos nomes máximos do actual jazz mundial, como Ken Vandermark, Evan Parker, Anthony Braxton, Adam Lane, Charles Gayle, Joe McPhee, Marty Ehrlich, etc., etc., etc...). O repertório apresentado ao vivo abrange essencialmente originais do líder, iluminados pela irreverente maturidade da sua escrita, sem abdicar, contudo, de umas quantas incursões por composições clássicas do universo do jazz, da pop, do rock, do funk e até da música erudita. Mas, feitas as contas, a intenção é só uma: “o que anseio da minha música é esta liberdade criadora que a alma possui nos sonhos”, afirma o pianista. E conclui: “é no jazz e na sua valorização da liberdade que a minha alma encontrou o seu sonho”.

www.julioresende.com

www.myspace.com/julioresende


M&M

Também em colheita nacional, o segmento dancefloorjazz desta noite promete fazer vibrar os corpos com o set fusionista de M&M, agente, consultor e director artístico da Mellow Management. O seu primeiro contacto com o DJing deu-se nos early days do Kremlin (“quando o DJ chegava atrasado”, diz...). Desde então, tocou nas cabines do Frágil, 3 Pastorinhos, Tamariz, Kapital, Bar do Rio e Lux, e lançou a compilação “Chill on Kaos, Vol. 1”. As suas referências centrais são DJ’s como Vibe, François K ou Harvey.
(entrada gratuita)

terça-feira, outubro 09, 2007

Lux Jazz Sessions. Rocky Marsiano "The Pyramid Sessions". 10/10


Rodrigo Amado (saxofone)
André Fernandes (guitarra)
D-Mars (MPC 2000 e programações)
Ride (dj e scratch)

A visita de Rocky Marsiano ao palco das Lux Jazz Sessions simboliza um importante espaço de homenagem aos grandes mestres das décadas de ouro do jazz clássico, de Dizzy Gillespie a Herbie Hancock, sob o fresco olhar de novos orquestradores da música urbana, que fazem da reciclagem a metodologia por excelência para atingir o som da novidade, cruzando potencial tecnológico e um talento raro para dar uma insuspeita segunda vida a obras-primas de outrora. O superlativo “The Pyramid Sessions”, aquele que é até ao momento o seu único álbum de originais - editado em 2005 pela Loop:Recordings, fundamental editora discográfica portuguesa da qual Rocky Marsiano é um dos fundadores -, é prova (i)material do fruto desse saudável cruzamento entre causas jazz e consequências hip hop. Alter-ego jazzy do produtor e rapper D-Mars, Rocky Marsiano - e o seu sampler - será acompanhado pelo scratch de pulsação hip hop de DJ Ride, pela guitarra de educação modal de André Fernandes e pelo saxofone de garra free jazz de Rodrigo Amado, em formato banda e conteúdo improvisado, o que transforma cada uma das suas actuações ao vivo numa celebração sónica e anímica absolutamente irrepetível. E imperdível, claro... Afinal, estamos perante uma das mais relevantes conquistas estéticas do longo percurso do músico luso-croata, em construção desde as primeiras manifestações da cultura hip hop em Portugal, nos seus projectos Micro - trio crucial da velha guarda - e Mentes Conscientes, na produção do colectivo Ofício, na edição dos dois CD’s que assinou com o seu principal nome de guerra ou, entre muitos outros momentos, no disco de outro dos seus disfarces, Double D Force.

www.myspace.com/rockymarsiano
www.looprecordings.com

NEL’ ASSASSIN
Ao lado de D-Mars no berço do hip hop tuga esteve igualmente o responsável pela pista de dança nesta noite, DJ Nel’Assassin, também conhecido por Sr. Alfaiate, com quem tem em comum a etiqueta discográfica e a história dos Micro, a banda que ambos dividem com o MC Sagas. Para além de dois discos a solo, “Timezone” e “A Vida na Ponta dos Dedos”, e de inúmeras colaborações em obras alheias, Nel’Assassin é um DJ basilar da cultura hip hop nacional e um mestre incontestado da arte do scratch.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Lux Jazz Sessions - Dan Weiss Trio "Now Yes When" dia 3/10



Jacob Sacks (piano)
Thomas Morgan (contrabaixo)
Dan Weiss (bateria)

A chegada do quarto mês das Lux Jazz Sessions traz ao palco mais swingado de Santa Apolónia o americano Dan Weiss, imaginativo intrumentista e compositor que desde cedo dedicou o seu impulso criativo à percussão - aos seis anos começou a tocar bateria, matéria em que se formou na Manhattan School of Music, e desde há uma década que se entrega apaixonadamente ao estudo da tabla sob a alçada do seu ídolo Pandit Samir Chatterjee. Ao longo do percurso que foi trilhando, semeou gravações por editoras tão relevantes como a Omnitone, a Fresh Sound/New Talent, a Arabesque, a Pi, a Criss Cross, a Between The Lines, a Act ou a Hat Hut, quer graças às colaborações que traçou com um rol de músicos de calibre absolutamente superior (onde se destacam Lee Konitz, Uri Caine, David Binney, Dave Liebman, Vijay Iyer, Kenny Werner, Ben Monder, Ravi Coltrane ou Anoushka Shankar), quer enquanto membro do Tabla Drumset Project, do Ari Hoenig/Dan Weiss Duo ou, para escândalo de muito boa gente, da banda de doom metal Bloody Panda. “Tintal Drumset Solo”, o seu primeiro lançamento em nome próprio, propõe um repertório tradicional de tabla adaptado à bateria. A sua mais recente gravação, “Now Yes When” (publicada pela gravadora portuguesa Tone Of A Pitch), apresenta-o com o (seu) Dan Weiss Trio, para o qual compõe e, naturalmente, toca bateria, contando com a cumplicidade de Jacob Sacks no piano e Thomas Morgan no contrabaixo para nos oferecer um som que funde sonoridades e conceitos estruturais da música tradicional indiana e da música improvisada afro-americana. A sua performance destaca-se pela naturalidade com que se movimenta em composições de inequívoca riqueza e complexidade, sem prescindir em momento algum da espontaneidade e do instinto jazzy que lhe é intrínseco.

www.danweiss.net
www.myspace.com/danweissdanweisstrio
www.toapmusic.com

OP. TEAM MYSTIC

A equipa de DJ’s da revista Op. é a razão - e a emoção - dançável que completa a noite. Chama-se Op. Team Mystic e presentear-nos-á com mais uma das suas optimistas sessões de “soulful jazz + funky classycs” - coordenadas atribuídas pelas eclécticas paixões musicais dos seus membros, garantidamente com a história do jazz a servir, mais do que nunca, de bússola. Ou, como diria John Coltrane, o jazz como “amor supremo”...

...mais um mês de Jazz no Lux, um cartaz de luxo para Outubro, a premiar as noites de 4ªfeira em Lisboa. A entrada mantem-se gratuita...

http://www.luxjazzsessions.com/

segunda-feira, setembro 17, 2007

Lux Jazz Sessions todas as 4ªs - Santos/Melo Quartet Feat. Donald Harrison 26/9 23h

Donald Harrison (saxofone alto)
Brunos Santos (guitarra)
Filipe Melo (piano)
Bernardo Moreira (contrabaixo)
Bruno Pedroso (bateria)

O saxofonista Donald Harrison, nome de créditos inabaláveis no jazz made in U.S.A. das últimas duas décadas, tem vindo a dar irrefutáveis provas de versatilidade (que assentam com a mesma naturalidade na tradição e na inovação) ao longo de um percurso que conta já com mais de uma dúzia de discos em nome próprio e de incontáveis participações com músicos-charneira de diferentes gerações da música improvisada norte-americana - nascido criativamente com a geração que despontou na New Orleans dos anos 80, Harrison tocou já ao lado de artistas como os Jazz Messengers de Art Blakey, Ellis Marsalis, Roy Haynes, Eddie Palmieri, Rahasaan Roland Kirk, Elvin Jones’ Jazz Machine, Tony Williams ou Jane Monheit. No final dos anos 80 lançou um punhado de álbuns com Terence Blanchard, seu colega nos Jazz Messengers, que lhes valeram dois Grammys e um progressivo reconhecimento do seu papel como duas das principais vozes instrumentais do pós-bop. Por seu lado, o Santos/Melo Quartet, constituído por Bruno Santos na guitarra, Filipe Melo no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria, ultima, por estes dias, os preparativos para a entrada no estúdio Tone Of A Pitch, onde registará um novo longa duração, que contará exactamente com Donald Harrison como convidado especialíssimo. Com o pretexto da sua passagem pelo nosso país, o saxofonista juntar-se-á ao quarteto português para fechar com chave de ouro o palco de Setembro das Lux Jazz Sessions.

www.donaldharrison.com
www.brunomfsantos.com
www.filipemelo.net

RUI MURKA

Findo o concerto, Rui Murka dará sólidos motivos para dançar ao som dos jazzes dos seus discos, com um set que será, como é sua marca, carregado de diversidade e, simultaneamente, consistência e fluidez. Tendo sido um dos membros fundadores da CoolTrain Crew, Rui Murka é, desde meados da década passada, um empenhado e incansável divulgador e activista das músicas de dança de personalidade urbana, seja como DJ, produtor (em associação com Kaspar), radialista, programador da discoteca Frágil ou responsável pela selecção de diversas colectâneas.

(entrada gratuita)

quinta-feira, setembro 13, 2007

Lux Jazz Sessions - Cool Hipnoise "Cool Hipnoise" - 4ª 19/9 23h

Marga Munguambe (voz)
Milton Gulli (voz)
João Gomes (teclados)
Tiago Santos (guitarras)
Francisco Rebelo (baixo)
Marcos Alves (bateria)
Hugo Menezes (percussão)

Já lá vão mais de 12 anos desde o início da aventura musical dos Cool Hipnoise. Quando ainda eram um sexteto, contavam com Melo D como vocalista e gravavam os momentos mais brilhantes do acid jazz nacional, incluídos nos álbuns “Nascer do Soul”, de 1995, e “Missão Groove”, de 1997. O terceiro registo, o sublime “Música Exótica Para Filmes, Rádio e TV” viu a sua formação-base reduzida a trio (Tiago Santos, Francisco Rebelo e João Gomes, que por essa altura criariam também o projecto Spaceboys) e contou com participações de diversas vozes – surpreendentes colaborações com Simone de Oliveira, Fernanda Abreu ou os Last Poets, entre outros – e com o milagre que parecia impossível: uma sequela dub, “Exotica Part II & Other Versions”, que ousa transcender o original em profundidade, maturidade e excelência. A primeira década da banda foi celebrada sob a forma redonda de mais um disco, a compilação “Groove Junkies 1995/2005”. No ano passado, e já com as ajudas regulares da soul de Marga e Milton Gulli nas vozes, publicam o resultado do tão esperado regresso ao estúdio, um álbum sem nome (aliás, com o nome da banda, por ser 100% “a sua cara”) mas tão surpreendente e fundamental como todos os outros, encharcado que está do mais selecto jazz, funk, afrobeat, hip hop, soul, dub e todas as demais identidades da grande música negra que a banda nunca deixou de declarar. Apesar das infinitas mutações que a sua música conhece, a espinha dorsal do som Cool Hipnoise é um inequívoco produto da formação jazzística dos seus fundadores (a Escola de Jazz do Hot Clube é parte central do currículo do baixo de Francisco Rebelo, dos teclados de João Gomes e da guitarra de Tiago Santos), bem como da inspiração que a Lisboa mestiça e multicultural lhes dá.


MR. CHEEKS & KRONIC

A celebrar os benefícios da música negra no dancefloorjazz estarão os DJ’s Mr. Cheeks e Kronic, idealizadores do colectivo Raska Crew (em conjunto com Selecta Lexo), que tem vindo a desenhar desde há dez anos uma relevante identidade nas noites de Lisboa (e não só…), cruzando hip hop, dub, funk e sonoridades adjacentes. Para a sua passagem pelas Jazz Sessions preparam um set muito especial com jazz funk no centro da acção.

(entrada gratuita)

segunda-feira, agosto 20, 2007

Lux Jazz Sessions - Tora Tora Big Band "Tora Tora Cult" quarta 22/8 23h


Miguel Gonçalves (1º trompete)
Johannes Krieger (2º trompete/composição/arranjo)
Guto Lucena (saxofone barítono e saxofone tenor)
Zé Maria (saxofone alto e saxofone tenor)
Lars Arens (1º trombone/composição/arranjo)
Claus Nymark (2º trombone)
Peter Wetherill (3º trombone)
Filipe Raposo (piano)
Francesco Valente (baixo)
Davide Rodrigues (bateria)
Hugo Menezes (percussão)
André Pacheco “Júnior“ (percussão)

Tal como as Lux Jazz Sessions, também a Tora Tora Big Band acredita que o jazz pode estar a muito poucos passos (de dança) da pista (de dança). Tal como era no início, agora e sempre… O groove! O groove é, claro, a essência, a alma de tudo isto. Podemos dizer que é jazz, sem dúvida alguma, mas também podemos ouvir estilhaços de funk, reggae, soul, drum n’ bass ou tantas tradições musicais do mundo (samba, salsa, afrobeat, etc…) quantas as nacionalidades dos elementos desta big band: seis. Ou mais, muitas mais tradições… Fazem este som, tão único, tão lúdico e tão irresistível, os trompetistas Miguel Gonçalves (Brasil) e Johannes Krieger (Alemanha), os saxofonistas Guto Lucena (Brasil) e Zé Maria (Portugal), os trombonistas Lars Arens (Alemanha), Claus Nymark (Dinamarca) e Peter Wetherill (EUA), o pianista Filipe Raposo (Portugal), o baixista Francesco Valente (Itália), o baterista Davide Rodrigues (Portugal) e os percussionistas Hugo Menezes (Portugal) e André Pacheco “Júnior” (Portugal). Dito de outra forma: músicos que apresentam um recheadíssimo curriculum colectivo e individual, repartindo participações regulares ou pontuais com artistas tão distintos como Nuno Rebelo, Dulce Pontes, Paulo de Carvalho, Cool Hipnoise, Tito Paris, Bana, Big Band do Hot Clube de Portugal, Pedro Abrunhosa, Né Ladeiras, Mafalda Veiga, Sara Tavares, etc. etc., etc… A energia é a de uma big band ligada à corrente eléctrica, com o coração no passado do jazz mas com a cabeça num futuro tão promissor e luminoso quanto o que os próprios vão construindo em cada um dos seus concertos, festins inesquecíveis de swing e ritmos avassaladores a que ninguém fica indiferente.

www.toratorabigband.org
www.myspace.com/toratorabigband


JOãO GOMES

Quem acredita igualmente no poder dançante do jazz é João Gomes, o DJ que dará seguimento à festa gerada pela Tora Tora Big Band. Além de integrar o núcleo criativo dos soberbos Spaceboys, com quem incendiou a noite inaugural das Lux Jazz Sessions, João Gomes é também elemento fundador dos Cool Hipnoise e, enquanto teclista, um activo participante das movimentações da música urbana nacional, sendo constantemente encontrado em discos de gente como Da Weasel, Terrakota, Mercado Negro, Boss AC, 1-Uik Project ou Sam the Kid.

www.myspace.com/jgomesboy

(entrada gratuita)

terça-feira, agosto 14, 2007

Lux Jazz Sessions - TGB (Carolino/Delgado/Frazão) - Quarta 15/8 23h



Sérgio Carolino (tuba)
Mário Delgado (guitarra)
Alexandre Frazão (bateria)

Quem já os conhece, já sabe: o nome TGB representa as iniciais das palavras tuba, guitarra e bateria, os instrumentos que constituem a sua formação. Quem já os conhece, já sabe: os TGB são o grupo de três dos mais talentosos músicos da cena jazzística nacional, Sérgio Carolino (a tuba), Mário Delgado (a guitarra) e Alexandre Frazão (a bateria). Quem já os conhece, já sabe: os TGB são um dos mais singulares, imprevisíveis e fascinantes grupos do jazz nacional. Quem já os conhece, já sabe: o concerto que os TGB vão dar nas Lux Jazz Sessions será certamente inesquecível. Quem já os conhece, já sabe: é obrigatório aconselhar a quem ainda não conhece.

A música dos TGB é única. Uma peculiar e improvável simbiose, marca registada do trio, que só podia nascer entre estes intérpretes. Sérgio Carolino, além da carreira que vai erguendo nos meandros do jazz, tocou tuba na Orquestra Metropolitana de Lisboa, na Orquestra Sinfónica Portuguesa, na Orquestra Gulbenkian e no Remix Ensemble e é, desde 2002, tuba principal da Orquestra Nacional do Porto – é um músico tão ecléctico quanto os seus próprios interesses musicais, tão competente na música erudita como na música popular. Mário Delgado, por seu turno, é um guitarrista de reconhecidos méritos, quer seja no seu projecto Filactera, no trio de Carlos Barretto ou nas incontáveis colaborações que já teve com meio mundo musical português. Por fim, Alexandre Frazão é um dos bateristas centrais da música nacional, com um rol de participações infinito em todas as áreas, do jazz (Bernardo Sassetti, Laurent Filipe,…) à música tradicional (Júlio Pereira, Tim Tim Por Tim Tum,…) ou da pop (Pedro Abrunhosa, Rui Veloso,…) à música experimental (Nuno Rebelo,…) – a prová-lo de forma inequívoca está o facto desta ser a sua terceira presença consecutiva nas Lux Jazz Sessions, depois de, nas semanas anteriores, ter marcado o ritmo nos grupos de André Fernandes e de Maria João.

JOHNNY + VICTOR BELANCIANO

Com a missão de manter o elevado nível musical do concerto dos TGB estão os DJs escalados para esta noite, dois dos fundadores do colectivo Cool Train Crew, ou seja, Johnny, igualmente programador das Lux Jazz Sessions, e Victor Belanciano, mais conhecido pelos textos críticos que vem assinando no jornal Público desde há alguns anos.

www.myspace.com/johnnycooltrain

(entrada gratuita)

segunda-feira, agosto 06, 2007

Lux Jazz Sessions - Quarta 8/8 23h - Maria João "João"



Maria João (voz)
Eleonor Picas (harpa)
Mário Delgado (guitarra)
Demian Cabaud (contrabaixo)
Alexandre Frazão (bateria)

Se há um nome graças ao qual o jazz português foi ganhando um inegável respeito dentro e fora de portas, esse é, sem dúvida, o da cantora Maria João. Mas quando se pensava que os 12 anos de carreira conjunta com o pianista Mário Laginha já tinham revelado todo o potencial criativo da vocalista, Maria João apresenta-nos essa imensa surpresa que é o seu mais recente CD: “João”. Depois de muitos anos de reflexão (toda a sua vida, ousaríamos dizer…), Maria João finalmente tomou a coragem necessária para assumir o “desafio arriscado” (usando as suas próprias palavras) de gravar 14 das suas canções preferidas do songbook brasileiro, uma das principais fontes de estímulo e influência do seu longo percurso criativo. Obras-primas cronológica e estilisticamente tão distantes como “Tico Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu, “Canto de Ossanha”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, ou a recente “Dor de Cotovelo”, escrita por Caetano Veloso para a diva Elza Soares, passam aqui pelo filtro do virtuosismo ímpar da vocalista, que praticamente reinventa a base quase intocável dos seus arranjos, conferindo a cada composição o seu inconfundível toque pessoal. E é por isso mesmo, por se tratar acima de tudo de um disco tão pessoal, de uma homenagem às grandes canções da sua vida de melómana, que Maria João se apresenta assim, de coração aberto, usando apenas o nome pelo qual os amigos a chamam. E os amigos que com ela vão partilhar o palco do Lux só podiam mesmo ser grandes instrumentistas: Eleonor Picas (harpa), Mário Delgado (guitarra), Demian Cabaud (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).

MIKE STELLAR

Mike Stellar, por sua vez, é um dos DJs que, na última década, tem registado uma maior actividade na grande área dos arredores do jazz feito para dançar. Sempre com o groove no centro anímico dos seus sets, o elemento do Club Journeys aposta tudo no contágio do jazz com o melhor das tradições do funk, soul, hip hop, dub, house, breakbeat e sonoridades afins, para criar o ambiente de festa e de celebração que as Lux Jazz Sessions não dispensam.

www.myspace.com/mikestellar

terça-feira, julho 31, 2007

Lux Jazz Sessions - Quarta 1/8 23h - André Fernandes 4tet "Timbuktu"



André Fernandes (guitarra)
Mário Laginha (piano e rhodes)
Nelson Cascais (contrabaixo e baixo)
Alexandre Frazão (bateria)

O arranque para o segundo mês do ciclo Lux Jazz Sessions é feito ao som de um dos mais requisitados nomes da geração jazzística portuguesa nascida criativamente já em pleno século XXI, o guitarrista André Fernandes. Bem vistas as coisas, não são muitos os músicos que, tendo começado a sua carreira profissional há pouco mais de cinco anos, se podem gabar de já ter tocado ao lado de grandes vultos do jazz nacional e internacional como Mário Laginha, Bernardo Moreira, Carlos Barretto, João Paulo Esteves da Silva, Lee Konitz, David Binney, Chris Cheek, Cyro Baptista, Perico Sambeat ou Julian Arguelles, entre muitos outros. Isto para além de ser dono de uma discografia que chegou no ano passado ao seu terceiro registo de longa duração em nome próprio, “Timbuktu”, exactamente o disco que vem apresentar ao Lux; já para não falar do seu projecto de jazz electrónico, os sPiLL, com o qual editou o álbum “Amplitude”, em 2005. E foi o mesmo interesse paralelo pelo universo da música electrónica que já o levou também a colaborar em discos dos 1-Uik Project e de Camarão.

Como se toda esta actividade criativa não fosse suficiente, André Fernandes ainda arranjou tempo para ser co-responsável pela criação da editora e dos estúdios Tone Of A Pitch, um dos mais importantes laboratórios do recente jazz de passaporte nacional (onde é produtor e engenheiro de som de grande parte das edições), e para dar aulas na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e no Conservatório da Madeira. No Lux vai apresentar-se com o seu luxuoso quarteto, onde brilham igualmente os talentos de Mário Laginha (piano e rhodes), Nelson Cascais (contrabaixo e baixo) e Alexandre Frazão (bateria).

www.andrefernandes.com
www.myspace.com/andrefernandes

DANIEL V.

Para dar o contraponto mais dançante à noite inaugural de Agosto, o DJ Daniel V. apresentará o seu set de “Jazz Picante”, o nome das noites e do programa de rádio online que mantém desde há quase cinco anos. Nu jazz, broken beat e tudo à volta – do jazz mais clássico ao tecno mais visionário – serão os ingredientes de uma sessão que promete ser uma grande viagem pelo jazz e suas descendências.

www.jazzpicante.com