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quinta-feira, dezembro 18, 2008

«The Portuguese Discoverers (XXXVII)»_Pêro of Covilhã

Publicado por Leonel Vicente em
Portuguese Discoverers


There they separated. Paiva was to make his way directly to Ethiopian and Prester John, while Covilhã would go on to India. Paiva disappeared, but Covilhã finally reached Calicut and Goa on the southwestern shores of India, where he witnessed the prosperous trade in Arabian horses, spices, fine cottons, and precious stones. In February 1489 Covilhã took ship westward to Ormuz at the entrance to the Persian Gulf, then to the east African port of Sofala opposite Madagascar and back north to Cairo. Having completed his mission of assessing the European trade with India, he was eager to return home, but there in Cairo he encountered two Jewish emissaries from King John II who carried a letter instructing Covilhã, if he had not already done so, to proceed at once to the realm of Prester John to collect information and promote an alliance.

Unable to disobey his sovereign, Covilhã took up the mission, meanwhile sending to King John a momentous letter with all he had learned about Arab seafaring ant the commerce of India. In 1493, after a side trip to Mecca, six years after his departure from Portugal, he finally arrived in Ethiopia. In this Realm of Prester John, actually ruled by Alexander “Lion of the Tribe Judah, and King of Kings,” he became a Portuguese Marco Polo, so useful at court that the King would not let him leave. Convinced that we would never return home, Covilhã married an Ethiopian wife who bore him several children.

Meanwhile, Covilhã’s letter, which has not survived and which is known only secondhand, would have a powerful influence on the future of Portugal and Asia. For it appears to have informed King John II, from reports Covilhã had heard on the African coast, “that his [the king’s] caravels, which carried on trade in Guinea, navigating from land to land seeking the coast of this island [Madagascar] and Sofala, could easily penetrate into these Eastern seas and come to make the coast of Calicut, for there was sea everywhere.”

“The Portuguese Discoverers”, from “The Discoverers”, Daniel J. Boorstin, The National Board for the Celebration of Portuguese Discoveries, Lisbon, 1987

http://carreiradaindia.net/

segunda-feira, outubro 06, 2008

"Um pouco de história em tempo de"... agitação politica

Pêro da Covilhã


"Desde a sua data de nascimento até ao ano de sua morte, tudo parece muito difuso. Poucos arriscam uma certeza, mas os principais historiadores apontam o ano de 1450. Já nessa altura a Covilhã era um dos principais pontos de produção e venda de tecidos e foi precisamente através do comércio destes que Pêro da Covilhã trava conhecimento D. Juan de Guzman.

Este espanhol, irmão do Duque de Medina-Sidónia acabará por levar o jovem beirão para Sevilha, uma das principais cidades da Península Ibérica, naquela época. Mas é também com este amigo que regressa a Portugal, mais precisamente a Lisboa, para uma entrevista com Afonso V de Portugal.Corre o ano de 1474 e el-rei fica impressionado com os conhecimentos linguísticos do covilhanense, chegando mesmo a pedir a D. Juan de Guzman para dispensar os serviços de Pêro da Covilhã a favor do Rei de Portugal. Passa a ser figura dominante no reino de D. Afonso V e assim continua quando o País passa a ser regido por D João II. Embaixador e representante do reino sobretudo com os berberes, Pêro da Covilhã é a figura ideal para acompanhar Afonso de Paiva na procura do reino de Preste João.

Os dois portugueses disfarçam-se de mercadores e partem em busca da Índia. Depois de percorreram todo o trajecto, os exploradores portugueses acabam por alcançar Calecut e Ceilão. Em 1488, estes dois nobres portugueses confirmam toda a potência comercial que é a Índia. As especiarias e as sedas fazem destas terras o objectivo maior da grande empreitada portuguesa que irá ficar conhecida como a Época dos Descobrimentos.No seu regresso, o filho da “cidade neve” acaba por passar pelo Cairo, Sofala e outras tantas cidades do continente africano terminando as suas aventuras em Zeila, uma cidade da Etiópia. É aí que vai acabar os seus dias no ano de 1530, data que também carece de confirmação." in Urbi e Orbi

E você sabia que umas das figuras presentes no Padrão dos Descobrimentos é o nosso conhecido Pêro da Covilhã?

Saudações Cordiais,

Vizinha

http://vila-do-paul.blogspot.com

segunda-feira, julho 28, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (XI)

Foi muito novo para Espanha, a procurar ali serviço em alguma casa nobre e opulenta, facto não raro por aqueles tempos, em que os vínculos de nacionalidade foram, sob certos aspectos, menos apertados do que depois se tornaram. […]

Por ali se demorou Pêro da Covilhã seis ou sete anos, fazendo a sua educação militar, e aprendendo ao menos duas coisas. uma, a falar espanhol na última perfeição, o que depois lhe serviu, como veremos; a outra, a confiar principalmente no seu braço e na sua espada, o que também lhe não seria inútil no futuro. Decorridos estes anos, ali pelos fins de 1474 ou princípios do ano seguinte, veio a Portugal com D. João de Guzman, passando então para o serviço pessoal de D. Afonso V, na qualidade de moço de esporas, mas sendo logo acrescentado a escudeiro, servindo de armas e cavalo. […]

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

terça-feira, julho 22, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (XV)

Não quero com isto dizer, que em Portugal se soubesse então muito nitidamente o que era a Etiópia, ou se conhecessem os seus limites. Aquele nome fora sempre – como dissemos já – e conservava-se ainda muito vago. Podia pois facilmente imaginar-se, que o rei da Etiópia ou Preste João exercesse algum domínio, ou pelo menos alguma influência na Índia. Sobre todos estes pontos se deviam ter ideias confusas, e em grande parte erradas; mas, em todo o caso, admitia-se, que o Preste João era um rei da África oriental, soberano dos conhecidos padres abexins.

A este rei da Abissínia ia directamente dirigido um dos escudeiros de D. João II, segundo parece Afonso de Paiva.

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

sexta-feira, julho 11, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (X)

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

Um relato muito interessante sobre a viagem de Pêro da Covilhã e que está a ser transcrito no blog Carreira da Indía.

terça-feira, julho 08, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (IX)

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

Um relato muito interessante sobre a viagem de Pêro da Covilhã e que está a ser transcrito no blog Carreira da Indía.

sexta-feira, julho 04, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (VIII)

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

Um relato muito interessante sobre a viagem de Pêro da Covilhã e que está a ser transcrito no blog Carreira da Indía.

segunda-feira, junho 30, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (VII)

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

Um relato muito interessante sobre a viagem de Pêro da Covilhã e que está a ser transcrito no blog Carreira da Indía.

domingo, junho 29, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (VI)

Não estava, porém, na natureza das coisas, que se desfizesse tão prontamente uma lenda, da qual se pode bem dizer, que renascia das suas cinzas. Não cabendo já na Tartária, restava-lhe a Índia; e ali se alojava tanto mais à vontade, quanto este nome era então extremamente vago. Havia várias Índias: uma Índia menor, aquém do Indo; uma Índia maior, entre o Indo e o Ganges; uma Índia terceira, além do Ganges. Esta era uma das divisões mais usadas; mas variava muito, e a nomenclatura ainda mais. Alguns escritores abrangiam mesmo sob o nome de Índia uma parte maior ou menor da África Oriental. Nestas Índias se colocou muito tempo o Preste João, vagamente em qualquer uma delas com maior persistência na Índia terceira, além do Ganges, a mais vasta, a mais remota, a menos conhecida. […]

E agora, antes de passarmos à face africana da questão, podemos resumir brevemente as principais feições da chamada lenda. No ano de 1145, isto é em plena efervescência do espírito das Cruzadas, um bispo asiático traz a Roma a notícia da existência no extremo Oriente de um príncipe cristão, rico e poderoso. […] Em volta da notícia formou-se de certo mais tarde, e é natural que se formasse, uma lenda popular, na qual entrariam como materiais, a memória do antigo Presbyteros Johannes de Efeso, a longevidade sobrenatural atribuída a S. João Evangelista, a esperança do reino de Deus na terra, e outros elementos místicos desta espécie de criações. […]

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

quinta-feira, junho 26, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (V)

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

Um relato muito interessante sobre a viagem de Pêro da Covilhã e que está a ser transcrito no blog Carreira da Indía.

terça-feira, junho 24, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (IV)

A carta é evidentemente falsa, e sem dúvida teria sido forjada na Europa; talvez simples impostura de algum aventureiro literário, que daí quisesse tirar proveito, talvez uma pia fraude dos que assim pretendiam fortalecer a coragem dos cristãos, confirmando a existência de um natural e poderoso aliado. É certo, no entanto, que a carta foi naqueles tempos geralmente considerada verdadeira; e a lenda, assim ampliada, foi passando de simples e mal fundado boato, a realidade quase segura e provada. Tanto, que alguns anos depois, no de 1177, o mesmo papa Alexandre III, embora ignorasse onde realmente se poderia encontrar aquele misterioso personagem, parece ter-lhe enviado, ou procurado enviar-lhe, uma carta assim dirigida: Charissimo in Christo filio, illustri et magnifico indorum regi, sacerdotum sanctissimo. […]

A lenda devia, porém, ter um fundo real, que é necessário procurar. E em primeiro lugar podemos estabelecer, que o Preste João dos primeiros tempos, do séc. XII, XIII e em parte ainda do século XIV, se colocava geralmente na Ásia. E digo geralmente, porque não é lícito afirmar, que ninguém então pensasse na África, e nomeadamente na Etiópia. Algumas opiniões valiosas, posto que bastante isoladas, julgam a carta de Alexandre III dirigida já ao rei da Abissínia. Mas, mesmo que a carta seja autêntica e fosse dirigida ao rei abexim – e nenhuma das coisas está provada – fica de pé o que dissemos, isto é, que a opinião geral se voltava para a Ásia. […]

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

domingo, junho 22, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (III)

Publicado por Leonel Vicente em Viagens Pêro Covilhã

Tal era, em substância, a história contada pelo bispo de Gabala, e transcrita pelo bispo de Freisingen; e esta história parece ser a primeira, se não a única origem da lenda. A narrativa do bispo de Gabala tem todo o cunho de ser sincera, e de assentar sobre factos reais quaisquer que eles fossem, Mas depois, espalhando-se pela cristandade, vieram a implantar-se sobre ela muitas circunstâncias inventadas. No ano de 1165 circularam algumas cópias de uma carta daquele rei-sacerdote, dando conta da enorme extensão do seu império aos soberanos da Europa. Vinham dirigidas ao Papa, que então era Alexandre III, ao imperador do Oriente, Manuel Coménio, ao famoso imperador do Ocidente, Frederico Barba-roxa, ao rei de França, Luís VII, e também, segundo alguns diziam, ao rei de Portugal, Afonso Henriques. Referia a carta, que o Presbítero João dominava sobre as três Índias, sobre setenta reis tributários, e sobre várias nações, entre as quais se contavam as dez tribos perdidas de Israel, que Alexandre o Grande encerrara na muralha de Gog e Magog, e muitas outras. Quando ia à guerra, levava dez cruzes de ouro e pedraria a cada uma das quais seguiam dez mil homens de cavalo e cem mil homens de pé. Acrescentava ainda a carta muitas outras indicações, tão fantásticas como estas, se não mais, e que seria longo enumerar.

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

Um relato muito interessante sobre a viagem de Pêro da Covilhã e que está a ser transcrito no blog Carreira da Indía.

sexta-feira, junho 20, 2008

Viagens de Pêro da Covilhã (II)

“Viagens de Pêro da Covilhã”, Conde Ficalho, ed. Viagens Alma Azul, Outubro 2004

Um relato muito interessante sobre a viagem de Pêro da Covilhã e que está a ser transcrito no blog Carreira da Indía.

terça-feira, junho 17, 2008

As viagens de Pêro da Covilhã

Correndo o ano de 1487, mandou el-rei D. João II chamar à sua presença o seu escudeiro Pêro da Covilhã, que acabava de chegar da Berbéria, para em grande segredo o encarregar de uma alta missão de confiança. Tratava-se nada menos que de partir pela via do Mediterrâneo – que outra ainda não era descoberta – para as terras do Oriente, a fim de procurar ali o célebre Preste João, informando-se ao mesmo tempo da procedência da canela e outras especiarias, que então vinham pelo Levante a Veneza. A missão era difícil, mas o rei confiava no zelo do seu escudeiro, assim como no acerto e felicidade com que ele se havia desempenhado de outros encargos espinhosos. A missão era difícil e era ao mesmo tempo típica, como que fixando antecipadamente as duas feições do nosso futuro domínio na Índia – o proselitismo e a exploração comercial. Mostrava bem, como a rivalidade com Veneza e o intento de lhe disputar o rico tráfico do Oriente estavam já formulados no ânimo do rei; e denunciava igualmente quanto se conservava ainda vivo o desejo de dissipar os mistérios em que se envolvia o lendário Preste João, mistérios que durante séculos tiveram o dom de interessar e apaixonar toda a Europa cristã.


Um relato muito interessante sobre a viagem de Pêro da Covilhã e que está a ser transcrito no blog Carreira da Indía.