O som dos chocalhos, dos bombos, pífaros, gaitas de foles e acordeões vão animar a vila de Alpedrinha a partir de amanhã até domingo no festival Chocalhos. À semelhança dos últimos três anos, a tradição da pastorícia e os caminhos da transumância serão revisitados e Gil Cruz é o guia. Este pastor é um dos protagonistas da iniciativa mais famosa do evento, a descida com da Serra da Gardunha com um rebanho, na manhã de domingo, dia 17.
Gil Cruz é funcionário da Escola Profissional do Fundão, mas aos fins-de-semana pega no cajado e exerce a profissão de pastor. Com 41 anos, iniciou-se na actividade da pastorícia aos sete a ordenhar as ovelhas do avô. Durante alguns anos cuidou de cinco ovelhas, só suas, mas actualmente ajuda os primos, aos fins-de-semana, a tratar de 120 animais, “que chegam bem para nos entreter a todos”, graceja.
No domingo, Gil Cruz vai liderar a descida da Serra da Gardunha em direcção a Alpedrinha por um dos antigos caminhos da transumância, com uma centena de ovelhas bordaleiras e acompanhado pelos seus cães, com coleiras de espinhos, e pela égua, a que chamou “Boneca”.
“É um dia importante para mim. Continuo a emocionar-me de cada vez que desço a Gardunha com as ovelhas, por causa das memórias de infância. Lembro-me de quando descia com os animais, por serras abaixo, com o meu avô”, que também tinha rebanhos na Serra da Estrela. Gil Cruz participa nos festival Chocalhos desde a primeira edição do evento, uma iniciativa que aplaude, uma vez que dá a conhecer “os costumes de antigamente às gerações mais novas”.
“Ainda me lembro de quando na freguesia do Sabugueiro”, na Serra da Estrela, concelho de Seia, “existiam perto de seis mil ovelhas. Agora, se lá existirem 500, já é muito”, recorda com lamento. Ali, o avô de Gil Cruz “chegou a tomar conta de mais de três mil e 500 ovelhas” numa das rotas da transumância que era feita “pela altura do São João”. “Subiam para a Serra da Estrela e para a Serra da Gardunha, para se puderem cultivar os terrenos cá em baixo e só desciam a meio de Setembro”, regresso que vai ser evocado no domingo.
Por conta das ovelhas, o avô recebia no total cinco escudos, mas pagava 25 tostões à Junta de Freguesia do Sabugueiro, como taxa de uso dos terrenos baldios. Segundo investigou, esta era a actividade que mais rendimento dava àquela autarquia.
Gil Cruz é funcionário da Escola Profissional do Fundão, mas aos fins-de-semana pega no cajado e exerce a profissão de pastor. Com 41 anos, iniciou-se na actividade da pastorícia aos sete a ordenhar as ovelhas do avô. Durante alguns anos cuidou de cinco ovelhas, só suas, mas actualmente ajuda os primos, aos fins-de-semana, a tratar de 120 animais, “que chegam bem para nos entreter a todos”, graceja.
No domingo, Gil Cruz vai liderar a descida da Serra da Gardunha em direcção a Alpedrinha por um dos antigos caminhos da transumância, com uma centena de ovelhas bordaleiras e acompanhado pelos seus cães, com coleiras de espinhos, e pela égua, a que chamou “Boneca”.
“É um dia importante para mim. Continuo a emocionar-me de cada vez que desço a Gardunha com as ovelhas, por causa das memórias de infância. Lembro-me de quando descia com os animais, por serras abaixo, com o meu avô”, que também tinha rebanhos na Serra da Estrela. Gil Cruz participa nos festival Chocalhos desde a primeira edição do evento, uma iniciativa que aplaude, uma vez que dá a conhecer “os costumes de antigamente às gerações mais novas”.
“Ainda me lembro de quando na freguesia do Sabugueiro”, na Serra da Estrela, concelho de Seia, “existiam perto de seis mil ovelhas. Agora, se lá existirem 500, já é muito”, recorda com lamento. Ali, o avô de Gil Cruz “chegou a tomar conta de mais de três mil e 500 ovelhas” numa das rotas da transumância que era feita “pela altura do São João”. “Subiam para a Serra da Estrela e para a Serra da Gardunha, para se puderem cultivar os terrenos cá em baixo e só desciam a meio de Setembro”, regresso que vai ser evocado no domingo.
Por conta das ovelhas, o avô recebia no total cinco escudos, mas pagava 25 tostões à Junta de Freguesia do Sabugueiro, como taxa de uso dos terrenos baldios. Segundo investigou, esta era a actividade que mais rendimento dava àquela autarquia.
Diário XXI
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