Em vésperas de viagem de finalistas consegui arranjar tempo para ir ao Académico dos Penedos Altos debater a “Covilhã na Europa”. O debate foi promovido pelo Académico no seu programa “Conversas ao Serão” e foi transmitido pela Rádio Covilhã. O debate tinha como orador principal Miguel Nascimento e deveria ter uma mesa com representantes das juventudes partidárias mas parece que a Juventude Social Democrata (JSD) e da Juventude Popular (JP) não existem na Covilhã: a JSD decidiu não aparecer (apareceu sim o vereador Pedro Silva, que embora estivesse no lugar do representante da JSD estava a título pessoal) e pela JP estava um senhor que presumo já ter passado os quarenta… A JS, a JCP e o Bloco de Esquerda marcaram presença. Só estive metade do debate porque tinha hora de saída marcada mas do tempo que estive só posso afirmar que o Académico dos Penedos Altos e a Rádio Covilhã estão de parabéns. A discussão foi interessante... Faz falta mais debate democrático como que se passou naquela noite de Sexta.Durante a discussão houve um ponto que todos pareceram estar de acordo: a UBI foi um dos grandes motores de crescimento da cidade e da sua afirmação no plano nacional e Europeu. É um facto e é inegável. A UBI foi uma lufada de ar fresco na Covilhã. E assim como é impensável pensar
Portugal fora da UE, também é impensável pensar a UBI fora da Covilhã. A UBI é dos grandes motores da cidade sob vários pontos de vista, e as noticias mais recentes sobre as relações da AAUBI com a CMC merecem umas linhas de reflexão.
É completamente errado e altamente falacioso dizer-se que os apoios da CMC à AAUBI, em particular à Semana Académica, são apoios às bebedeiras e ao devaneio. E é estúpido dize-lo, porque significa não compreender o alcance cultural que eventos como a Semana Académica trazem à Covilhã. Há álcool, há drogas, há exageros… Claro que há, como há aliás em qualquer espaço de diversão. Mas a verdade é que por trás dessas conclusões fáceis está um evento que ao longo dos anos tem trazido à Covilhã inúmeras bandas de excelente qualidade, que de outro forma não viriam cá. Bandas que não só abriram o leque cultural aos estudantes e à população em geral como trouxeram gente de vários pontos do país à Covilhã.
Eu próprio apesar de novo já assisti a excelentes espectáculos nas festas académicas: os Terrakota, os Da Weasel, os Blasted Mechanism, os Blind Zero, os Taxi, os SP&Wilson, os Mind da Gap, os Deolinda, os Cool Hipnoise, os WrayGunn, o Jorge Palma, os Fonzie, os Tara Perdida, os Mercado Negro… Isto são pequenas amostras de alguns cabeças de cartaz dos últimos anos, porque por outro lado já conheci nas festas académicas inúmeras bandas mais pequenas mas com excelente qualidade como os Ventos da Líria ou os Virgem Suta, mais recentemente.
A Semana Académica 2010 é só mais uma confirmação: bandas emergentes como Mundo Cão, X-WIFE, OQUESTRADA, clássicos como Peste e Sida, inovação e música alternativa com Diabo na Cruz ou Olive Tree Dance.
Video
O alcance cultural das festas académicas é um serviço prestado à cidade, é por isso que não se compreendem estas polémicas AAUBI e CMC. Financiar as festas académicas é financiar a cultura, é financiar a importância da Universidade e é sobretudo financiar a cidade no seu todo. E o interesse das festas académicas não pode ficar subordinado às politiquices AAUBI \CMC! O papel da Câmara é ajudar no financiamento (não pode ser de outra forma) e o papel da AAUBI é apresentar contas do dinheiro que a CMC disponibilizou, com total transparência, exigência e rigor.
O resto não passa de devaneios pseudo intelectuais de quem gostava de ter espírito para sentir um bom concerto, e de quem gostava de ter a capacidade de perceber os novos caminhos da música e da cultura. Chamar-lhe-ia inveja mas à boa maneira portuguesa, é mera velha restelice !
Portugal fora da UE, também é impensável pensar a UBI fora da Covilhã. A UBI é dos grandes motores da cidade sob vários pontos de vista, e as noticias mais recentes sobre as relações da AAUBI com a CMC merecem umas linhas de reflexão.É completamente errado e altamente falacioso dizer-se que os apoios da CMC à AAUBI, em particular à Semana Académica, são apoios às bebedeiras e ao devaneio. E é estúpido dize-lo, porque significa não compreender o alcance cultural que eventos como a Semana Académica trazem à Covilhã. Há álcool, há drogas, há exageros… Claro que há, como há aliás em qualquer espaço de diversão. Mas a verdade é que por trás dessas conclusões fáceis está um evento que ao longo dos anos tem trazido à Covilhã inúmeras bandas de excelente qualidade, que de outro forma não viriam cá. Bandas que não só abriram o leque cultural aos estudantes e à população em geral como trouxeram gente de vários pontos do país à Covilhã.
Eu próprio apesar de novo já assisti a excelentes espectáculos nas festas académicas: os Terrakota, os Da Weasel, os Blasted Mechanism, os Blind Zero, os Taxi, os SP&Wilson, os Mind da Gap, os Deolinda, os Cool Hipnoise, os WrayGunn, o Jorge Palma, os Fonzie, os Tara Perdida, os Mercado Negro… Isto são pequenas amostras de alguns cabeças de cartaz dos últimos anos, porque por outro lado já conheci nas festas académicas inúmeras bandas mais pequenas mas com excelente qualidade como os Ventos da Líria ou os Virgem Suta, mais recentemente.
A Semana Académica 2010 é só mais uma confirmação: bandas emergentes como Mundo Cão, X-WIFE, OQUESTRADA, clássicos como Peste e Sida, inovação e música alternativa com Diabo na Cruz ou Olive Tree Dance.Video
O alcance cultural das festas académicas é um serviço prestado à cidade, é por isso que não se compreendem estas polémicas AAUBI e CMC. Financiar as festas académicas é financiar a cultura, é financiar a importância da Universidade e é sobretudo financiar a cidade no seu todo. E o interesse das festas académicas não pode ficar subordinado às politiquices AAUBI \CMC! O papel da Câmara é ajudar no financiamento (não pode ser de outra forma) e o papel da AAUBI é apresentar contas do dinheiro que a CMC disponibilizou, com total transparência, exigência e rigor.
O resto não passa de devaneios pseudo intelectuais de quem gostava de ter espírito para sentir um bom concerto, e de quem gostava de ter a capacidade de perceber os novos caminhos da música e da cultura. Chamar-lhe-ia inveja mas à boa maneira portuguesa, é mera velha restelice !

3 comentários:
...se a Cãmara não der o apoio será uma decisão sensata, com toda a certeza a UBI terá, neste momento outras carências, de grande urgência, em que seria melhor empregue... aliás essa tem sido também a posição do partido do mineiro,o bloco de esquerda, criticar o desperdicio nos apoios a estas festarolas que devia ser canalizado para outras estruturas como a acção social e os equipamentos...alcance cultural do evento??? Mas essa é mesmo muito boa!!! Haja sempre sentido de humor!!!...
Isso é mera demagogia. É o mesmo argumento que a direita usa ao dizer que o dinheiro canalizado para o Ministério da Cultura deveria ir para combater a pobreza… O dinheiro tem de ser distribuído equitativamente pelas diferentes áreas e é demagógico dizer que se tira das festas académicas para ajudar noutras carências. Dinheiro há, o problema é como está distribuído. E a minha política não é a de tapar buracos. Não é a de tirar das festas académicas e colocar na acção social…. É a de manter das festas académicas e aumentar na acção social. Porque isso é o que distancia políticas estruturais de paliativos políticos. E sobre alcance cultural eu dei exemplos específicos, pena a dificuldade de interpretação. Posições do BE sobre apoios a festas académicas? Gostava de saber onde isso está escrito.
...tens de aprender um pouco mais acerca de planos e orçamentos camarários... a próxima assembleia será sobre essa matéria e quer-me parecer que a lição ainda está muito mal estudada!!!... pode ser demagogia, mas as cervejeiras que patrocinem as bebedeiras e essa "colidade" toda das bandas... quanto à posição do bloco fala com o vosso coordenador autárquico, assim ficas mais esclarecido...
Enviar um comentário