«Os fios do passado a tecer o futuro». O lema constitui a máxima do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, na Covilhã. É de acordo com este princípio que a directora, Elisa Pinheiro, realça a importância de manter a «conservação activa» do património que tem à sua guarda. Investigação é coisa que não falta à instituição.
Está situado numa das zonas do País onde a indústria já foi rainha: a Covilhã. O Museu de Lanifícios (também conhecido por MUSLAN) constitui um Centro Interdepartamental da Universidade da Beira Interior (UBI), tutelado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.
Ao Café Portugal, a directora do Museu de Lanifícios, Elisa Calado Pinheiro, explica que este espaço tem como objectivo fundamental «a salvaguarda e a conservação activa do património industrial têxtil, assim como a investigação e a divulgação da tecnologia associada tanto à manufactura como à industrialização dos lanifícios».
Elisa Calado acrescenta que o MUSLAN procura apreender o contexto territorial e organizacional desta actividade numa vasta área que tem por matriz a Serra da Estrela e por centro histórico a cidade da Covilhã, «tendo ainda em conta as dimensões antropológica, económico-social, cultural, político-constitucional e ambiental que aquela actividade envolve».
Um Museu instituído com a finalidade de salvaguardar a área das tinturarias da Real Fábrica de Panos, uma manufactura de Estado, fundada pelo Marquês de Pombal em 1764 e classificada como Imóvel de Interesse Público. A este propósito Elisa Pinheiro sublinha que esta zona «foi sujeita a uma intervenção de conservação e restauro, tendo sido musealizada», constituindo o Núcleo da Real Fábrica de Panos do Museu de Lanifícios da UBI.
A directora do Museu explica que este, sendo um «museu com vários pólos, instituiu o Núcleo das Râmolas de Sol, um núcleo museológico ao ar livre, como um modelo de salvaguarda do património industrial disperso pela cidade e região e criou um Centro de Documentação/Arquivo-Histórico para salvaguardar as fontes documentais deste património».
«Uma vez que o património industrial da região está na sua grande maioria na posse de particulares temos desenvolvido diversas acções de sensibilização e de divulgação desse mesmo património», afirma. Uma das funções da instituição é também essa: a de promover e contribuir para o desenvolvimento da investigação científica na área da história da industrialização dos lanifícios, do património industrial, da arqueologia industrial e da indústria dos lanifícios em diversas vertentes (económica, social, tecnológica, artística e cultural).
A rota da lã
Elisa Calado lembra, também, que a Rota da Lã «foi estabelecida pelo Museu e dinamizada tanto a nível nacional como internacional, através de diferentes meios e suportes, partindo da investigação realizada no território da Beira Interior (distritos da Guarda e de Castelo Branco)». Por isso, «o acervo incorporado tem sido conservado, estudado, divulgado e enquadrado em diversas actividades de natureza sócio-cultural». Elisa Pinheiro frisa, ainda, que foram criadas duas linhas de investigação desenvolvidas sobre a temática da lã e dos lanifícios, na origem da realização dos inventários das vias pecuárias e do património industrial da região.
Recorde-se que a região está historicamente ligada a um espaço rico de diversidades relacionadas com a lã. O Museu procura manter vivo esse passado.
Outra das finalidades deste Museu passa por contribuir para a valorização da lã, para a reabilitação da memória do trabalho dos lanifícios, quer numa perspectiva local e regional - cidade da Covilhã e região da Serra da Estrela -, quer numa perspectiva nacional, bem como reconstituir os processos de tingimento dos panos de lã mais utilizados em Portugal, sobretudo até finais do séc. XVIII.
Está situado numa das zonas do País onde a indústria já foi rainha: a Covilhã. O Museu de Lanifícios (também conhecido por MUSLAN) constitui um Centro Interdepartamental da Universidade da Beira Interior (UBI), tutelado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.
Ao Café Portugal, a directora do Museu de Lanifícios, Elisa Calado Pinheiro, explica que este espaço tem como objectivo fundamental «a salvaguarda e a conservação activa do património industrial têxtil, assim como a investigação e a divulgação da tecnologia associada tanto à manufactura como à industrialização dos lanifícios».
Elisa Calado acrescenta que o MUSLAN procura apreender o contexto territorial e organizacional desta actividade numa vasta área que tem por matriz a Serra da Estrela e por centro histórico a cidade da Covilhã, «tendo ainda em conta as dimensões antropológica, económico-social, cultural, político-constitucional e ambiental que aquela actividade envolve».
Um Museu instituído com a finalidade de salvaguardar a área das tinturarias da Real Fábrica de Panos, uma manufactura de Estado, fundada pelo Marquês de Pombal em 1764 e classificada como Imóvel de Interesse Público. A este propósito Elisa Pinheiro sublinha que esta zona «foi sujeita a uma intervenção de conservação e restauro, tendo sido musealizada», constituindo o Núcleo da Real Fábrica de Panos do Museu de Lanifícios da UBI.
A directora do Museu explica que este, sendo um «museu com vários pólos, instituiu o Núcleo das Râmolas de Sol, um núcleo museológico ao ar livre, como um modelo de salvaguarda do património industrial disperso pela cidade e região e criou um Centro de Documentação/Arquivo-Histórico para salvaguardar as fontes documentais deste património».
«Uma vez que o património industrial da região está na sua grande maioria na posse de particulares temos desenvolvido diversas acções de sensibilização e de divulgação desse mesmo património», afirma. Uma das funções da instituição é também essa: a de promover e contribuir para o desenvolvimento da investigação científica na área da história da industrialização dos lanifícios, do património industrial, da arqueologia industrial e da indústria dos lanifícios em diversas vertentes (económica, social, tecnológica, artística e cultural).
A rota da lã
Elisa Calado lembra, também, que a Rota da Lã «foi estabelecida pelo Museu e dinamizada tanto a nível nacional como internacional, através de diferentes meios e suportes, partindo da investigação realizada no território da Beira Interior (distritos da Guarda e de Castelo Branco)». Por isso, «o acervo incorporado tem sido conservado, estudado, divulgado e enquadrado em diversas actividades de natureza sócio-cultural». Elisa Pinheiro frisa, ainda, que foram criadas duas linhas de investigação desenvolvidas sobre a temática da lã e dos lanifícios, na origem da realização dos inventários das vias pecuárias e do património industrial da região.
Recorde-se que a região está historicamente ligada a um espaço rico de diversidades relacionadas com a lã. O Museu procura manter vivo esse passado.
Outra das finalidades deste Museu passa por contribuir para a valorização da lã, para a reabilitação da memória do trabalho dos lanifícios, quer numa perspectiva local e regional - cidade da Covilhã e região da Serra da Estrela -, quer numa perspectiva nacional, bem como reconstituir os processos de tingimento dos panos de lã mais utilizados em Portugal, sobretudo até finais do séc. XVIII.
Sem comentários:
Enviar um comentário