Sem dúvida que uma oposição coerente e respeitada aumenta a pressão sobre o Governo e dá aos eleitores a convicção de que existe alternativa às forças políticas que exercem o poder político.
Vem isto a propósito do muito recente Congresso do PSD que consagrou Pedro Passos Coelho como líder do PSD, o maior partido da oposição e tradicionalmente o partido que lidera a direita portuguesa.
Depois do abandono de Durão Barroso, em 2004, sucederam-se os líderes do PSD - Santana Lopes, Marques Mendes, Luis Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite - todos eles com uma vontade de chegar ao poder mas sem ideias e sem capacidade de mobilizar os portugueses.
No recente Congresso do PSD e logo no primeiro dia, Passos Coelho lançou uma ideia: a criação de um Conselho Superior da República, um órgão presidido por um antigo Presidente da República e constituído por ex-presidentes de supremos tribunais com competência para a audição prévia dos nomeados para funções públicas.
Uma ideia que como alguém disse "não lembra ao diabo". Afinal para que precisamos de mais um órgão, com mais nomeados, mais cargos de poder e mais instancias de decisão? Um órgão constituído, à boa imagem corporativa, por quem esteve no poder durante toda a vida e que assim poderia continuar a decidir a vida do país e dos portugueses!
Jorge Seguro Sanches ( jseguro@ps.parlamento.pt )
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