
A Quercus classifica como 'atentado ambiental', a possibilidade de expandir a zona industrial do Tortosendo, na Covilhã, para 83 hectares de terrenos protegidos, parte dos quais ocupados por sobreiros, disse ao Diário XXI, Domingos Patacho, dirigente nacional da associação ambientalista. A posição surge depois do Conselho de Ministros ter ratificado a 25 de Setembro a suspensão do Plano Director Municipal (PDM) para a zona, com a justificação de viabilizar 'investimentos estratégicos', com classificação de Potencial Interesse Nacional (PIN) – apesar das tentativas, nem a Câmara nem nenhuma fonte governamental conseguiu explicar ao Diário XXI de que investimentos se tratam.
A mudança de uso dos terrenos, propriedade de privados, obriga a fazer um Plano de Pormenor que defina nova ocupação, substituindo o PDM. Nos terrenos existem sobreiros, uma espécie protegida, pelo que, se o abate acontecer, a lei obriga a que sejam plantados noutro local. Mas, mesmo assim, 'estamos perante um atentando ambiental', afirmou Domingos Patacho, que visitou na última semana os terrenos abrangidos por várias condicionantes ambientais e agrícolas estabelecidas no Plano Director Municipal. Ou seja, mesmo que a lei seja cumprida, 'pode haver danos ambientais',
Diário XXI
Sem comentários:
Enviar um comentário