quarta-feira, fevereiro 13, 2008

«Onde estão os partidos?»...da Cova Nostra

Não admira que dentro do PS na Covilhã haja dirigentes desiludidos com o desaparecimento do partido, como publicamos na edição de hoje(Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2008) do Diário XXI.

Enfim, não desapareceu de facto, mas como se lê nas críticas, é como se não existisse. E o mesmo acontece com o resto dos partidos (com excepção do PCP, cujas actividades, mesmo assim, se ressentem com a falta de caras novas). Mesmo o PSD, que venceu as últimas eleições na Covilhã com uma gorda maioria: onde está o partido? – e não falamos dos órgãos municipais (Câmara e Assembleia), onde alguns dos eleitos nem são militantes de coisa nenhuma. Falamos das estruturas locais.

Verificamos que as estruturas locais dos partidos vivem tão só para as eleições. Ou alguém sabe de alguma actividade promovida pelas concelhias? Não seria de esperar que promovessem discussões sobre as grandes questões da actualidade regional? E não se julgue que falamos só da Covilhã. A maioria já nem tem o tradicional bar sempre aberto onde as pessoas podiam tertuliar.

Poucos dirigentes se apercebem da importância desses recantos. No fundo, os partidos deixaram de se interessar pela população e vice-versa. Só assim se explica que promovam menos discussão pública e mexam com menos gente que qualquer dos cafés mais movimentados da cidade. Nesses seria fácil formar um movimento cívico em alternativa aos partidos (estivesse a sociedade lusa assente na intervenção cívica e não na alienação cívica). Certamente haveria menos abstenção em dia de eleições.
DiárioXXI

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