
Essa interpretação sim foi abusiva, mas como foi feita pelos queixosos e supostos visados teremos que a admitir como boa.
Quanto ao resultado em si, temos que retirar vários sinais, todos eles bons, uns factuais e sociais, outros de âmbito mais político. Em primeiro lugar ficámos a saber que existe ainda na Covilhã, em última análise, independência dos tribunais em relação ao poder político. Este magistrado não se vergou à pressão que um caso destes, envolvendo o Presidente da Câmara, certamente acarreta, e afirma com a sua decisão que as liberdades individuais não se vendem ou vergam à política e aos poderosos. Esta questão não é política, mas sim dos princípios, é uma efectiva questão de regime: sem os princípios a democracia enquanto regime não pode sobreviver.
Espero que esta decisão, marque uma viragem na 'Lei da Rolha' que tem vigorado na Covilhã desde há muito tempo e que sintamos todos, especialmente aqueles que não são da 'situação' e que acham que a cidade aspira a mais, que podemos sem medos intervir e exprimir a nossa opinião. Neste sentido acho que esta sentença envia um outro sinal este mais político e menos factual, que estamos a chegar ao fim de um ciclo político na Covilhã. Os tentáculos estão a ficar parados, já não conseguem chegar mais longe e esperemos que comecem a retroceder.
Por tudo isto envio os meus parabéns ao David, desejando-lhe tudo de bom e que o revés que certamente sentiu nestes últimos tempos esteja ultrapassado e lhe possa agora trazer melhores dias.
Por tudo isto envio os meus parabéns ao David, desejando-lhe tudo de bom e que o revés que certamente sentiu nestes últimos tempos esteja ultrapassado e lhe possa agora trazer melhores dias.
Há, no entanto, para lá do vencedor David que personifica também a vitória da liberdade, perdedores e para esses temos que enviar uma palavra também. Vamos identificá-los: em primeiro lugar o Sr. Pinto que sentiu que nem tudo se verga ao seu poder e hegemonia, porque vai continuar a ouvir as críticas que merecer e porque percebeu que o Município não controla o Tribunal; depois o Ministério público que deveria, imune a quaisquer pressões, ter desde logo arquivado a queixa, não o fez e, como se diz, 'fazendo o jeitinho pôs-se a jeito' de aprender

Por incrível que pareça já agora desejo-vos um bom ano.
VIVA A DEMOCRACIA, O ESTADO DE DIREITO, AS LIBERDADES E A LIBERDADE.
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