
Os lusitanos, quer dizer os covilhanenses da encosta virada a sul, martirizaram durante uns quantos anos o Senado romano, sobre a égide de um grande líder, um cromo chamado Viriato, dotado de todas as virtudes humanas que qualquer covilhanense da época devia possuir: inteligência, humanismo e um nível cultural semelhante ao do actual ministro das obras públicas, que lhe permitisse avaliar as ténues diferenças entre um dromedário e um camelo.
Viriato era pastor e guardava cabras, nasceu na serra da Estrela, mais exactamente nos Montes Herminios, acima dos 700 metros de altitude, o que acrescenta a tese da sua naturalidade ficar associada à Covilhã, tornando-a no verdadeiro berço da pátria lusa, (Séculos mais tarde criou-se o mito da nacionalidade, mas a verdade é que, Guimarães chegou muito tempo depois, com um gajo que andou por aí a bater na mãe e a conquistar montes com uma altitude duvidosa, inferior aos 250 metros)
Ainda hoje são visíveis marcas da presença do chefe luso, por terras da estrela; a mais recente descoberta situa-se na pedra do urso onde podem ser observados vestígios fosseis da sua placa dentária, resultado das inúmeras investidas contra a legião romana que insistia em ficar com os melhores calhaus da região. Foram também detectados na ETAR da Boidobra, resíduos da defecação de Viriato e da sua prole, que tinham por hábito sodomizar em série os soldados romanos feitos prisioneiros, e conspurcar as linhas de água como celebração da vitória sobre as tropas de Cipião, o que veio provar a ausência de princípios higiénicos e ecológicos da tralha lanzuda.
O povo luso vivia em constante sobressalto, quer pela turbulência intestinal do seu chefe, quer pela anarquia da sua legislação interna, com uma classe dirigente em permanente rendimento mínimo cerebral.
Foi precisamente num dia 11 de Fevereiro do seculo II dC que, enquanto a fauna lusa se manifestava contra a interrupção involuntária do coito, a corja romana atacava barbaramente pelos flancos, infligindo um número de baixas tão significativo, que haveria de por em perigo a segurança social vindoura
Mas a grande habilidade, do nosso pré-histórico governante, soube quase sempre estabelecer as escassas diferenças entre o pastoreio de cabras e a visão estratégica dos combatentes lusos na luta abnegada contra Roma, com grande êxito, até ao ponto dos romanos acabarem por pedir desesperadamente a paz.
Viriato, magnânime como só um covilhanense pode sê-lo, enviou a seus três lugar-tenentes, Audax, Ditalco e Minuro, a negociar com o cônsul romano Cipião. A surpresa que produzem ao estimado leitor, e a nós próprios, estes nomes tão genuinamente covilhanenses, não pode ocultar o facto, de que estes três canalhas, venderam Viriato por um punhado de sestércios, e estiveram na origem anos mais tarde duma coisa designada de DREN cuja vitima de delação foi um tal de Charrua
De maneira que, Audax, Ditalco e Minuro traíram Viriato na sua barraca por muito menos do que se tarda em memorizar os seus nomes
Depois voltaram à barraca do cônsul romano a cobrar a sua recompensa. Mas Cipião atirou-lhes com uma dessas frases que ficam para a história:
Roma não paga a traidores
Todas as histórias tem uma moral. Esta não.
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