Durante 90 minutos, e sem intervalo, José Sócrates foi entrevistado sobre a polémica que envolve as suas habilitações académicas. Em directo, na RTP e RDP, e acompanhado ao minuto no PortugalDiário, o primeiro-ministro ocupou 45 minutos da entrevista a justificar a licenciatura na Universidade Independente (UnI) e todo o seu percurso no Ensino Superior.
Mostrou certificados de habilitações, justificou as equivalências pedidas e recusou ter sido favorecido na Uni. Garantiu ainda que não se sente fragilizado, apesar de muitos o tentarem atacar através desta «campanha».
Sobre a licenciatura a um domingo, o facto de um
professor seu ter sido nomeado para cargos políticos, existirem dois registos biográficos no Parlamento, a «cortesia» da designação «engenheiro» e a carta da Independente, que não intimida o Governo, Sócrates falou [ouça os momentos marcantes da entrevista] após várias semanas de silêncio. E recusou todas as insinuações de que diz ser alvo.
Sócrates justificou só agora explicar a polémica porque decorria um processo de investigação na Independente, que não quis perturbar, e rejeitou ter pressionado os jornalistas para não escreverem sobre o tema.
No final do debate, Marques Mendes não ficou convencido com as explicações e pede um inquérito realizado por uma instituição independente. Já Ribeiro e Castro considerou que a opinião pública não pode ter «réstia de dúvida».
target="m">E o leitor, ficou esclarecido?.
Durante a outra metade da entrevista, realizada por
José Alberto Carvalho e Maria Flor Pedroso, o primeiro-ministro respondeu às advertências do Presidente da República sobre a promulgação da lei do aborto, considerou que parar a
Ota é um erro e admitiu que funcionários públicos têm razão de queixa.
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