A bancada socialista apresentou, na última reunião pública do executivo deste mandato, uma proposta para a diminuição dos valores da derrama e imposto municipal sobre imóveis e também do valor de IRS que a autarquia pode cobrar aos munícipes.Para Vítor Pereira esta proposta tem como principal objectivo "melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e das empresas sediadas naquele concelho e simultaneamente funcionar como um factor de atracção à fixação de novas iniciativas empresariais".
A proposta acabou por nem sequer ser admitida à votação e Carlos Pinto garante que "a fixação do valor destas taxas só vai ser decidida pelo próximo executivo". O autarca covilhanense diz compreender os motivos que levam o PS a apresentar esta proposta em vésperas de eleições autárquicas "trata-se de uma proposta de que o senhor vereador nem sabe quantificar o real impacto financeiro e que é para ser aprsentada aos jornais em altura de campanha para depois poder afirmar que nós não quisemos discutir o tema".
Embora sem quantificar financeiramente a proposta apresentada, Vítor Pereira refere que esta opção seria menos dispendiosa que outras opções seguidas pela maioria "nomeadamente no que respeita a trabalhos a mais de obras que são de responsabilidade da autarquia".
Para Carlos Pinto "se o senhor vereador do PS está tão preocupado com esta questão, e uma vez que também é deputado, apresente na assembleia da república uma proposta de diminuição que beneficie os cidadãos de todo o país e não apenas os do nosso concelho".
RCB
1 comentário:
Deus sabe o quanto me custa escrever os que vou escrever. Acabei de trincar a língua quase que a fazendo deitar sangue. Mas aqui vai.
Se fosse vontade politica do PS fazer esta proposta, teve todo um periodo de quatro anos em que estiveram representados na câmara e não o fez. Fazê-lo nesta altura cheira mesmo a campanha eleitoral. LAMENTO profundamente o timing da proposta.
Quanto ao conteudo da mesma, é urgente muito urgente colocá-la em prática pois é necessário haver descriminação positiva nos concelhos do Interior ao contrário do que o Autarca Môr afirma. O Sô Carlos não colocou esta questão a votação pela simples razão, de que na hipotética hipotese de ganhar as próximas eleições já tem com que puxar dos galões. Mas mesmo assim duvido que avance, tal é o nível, conhecido de individamento da Autarquia, que não se pode dar ao luxo de perder receitas para continuar a pagar o chá e os biscoitos, as obras faraónicas e os panfletos de falsas promessas.
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