Mas, nem tudo são rosas aqui neste bar. Os preços são exorbitantes, a lembrar aquilo que devemos pagar em portagens quando nos quisermos deslocar aqui na zona. Para além disso, não têm máquina de tabaco e sendo um bar tão in, o que é que estão a fazer garrafas de William's Lawson's nas prateleiras do Bar. Não havia lá whisky de 12 anos?? Sempre dava outro ar...
Mas, o mais grave de tudo passa-se na casa de banho, onde, e muito bem, se lembraram de pôr um WC para deficientes, só que esse WC não tem porta!! Será que estão a contar só com ceguinhos par lá irem mijar e nem se apercebem que estão a ser vistos?? Ou, será só fogo de vista, pois como é que alguém em cadeira de rodas poderá lá ir mandar uma mija se pra lá chegar tem que desscer não sei quantas escadas... o que é algo impossível...
Apesar de todos estes problemas, a Máfia por lá andou a beber copos e houve alguns que devem ter bebido demasiados, senão não me tinham mandado a seguinte mensagem hoje:
" Padrinho eu tou todo fodido da minha barriga. Caganeira profunda. Tu estás bem? Terá sido do cachorro?"
As coisas que estes máfias inventam, já viram bem? Agora foi do cachorro!!! Ai, Ai...
O Padrinho está bem, apenas com umas dores de cabeça, mas isso deve ser do Vodka martelado da &Companhia aliado ao facto da alteração da hora que fez com que houvesse mais uma hora para beber copos durante a noite.
domingo, outubro 31, 2004
Amo-te Covilhã
Fomos até C. Branco contra as portagens
Infelizmente, não houve muita gente a aderir à iniciativa e alguns dos políticos da região que deviam ser dos primeiros a defender a não introdução de portagens nem sequer apareceram, pois preferem defender cores políticas e amizades promíscuas em vez de defenderem as suas populações e os interesses regionais.
Não é para isso que votamos quando elegemos um Presidente de Câmara!!
Os poucos políticos e sindicalistas que ainda apareceram lá tentaram apresentar argumentos contra as portagens mas também vos digo que foram todos muito fraquinhos, com excepção do Presidente da Câmara de Mação que apesar da sua cor política ser a mesma da do Governo foi até Castelo Branco defender o interesse da sua população. Um exemplo que os autarcas da Beira Interior deviam seguir!!
Espero que as acções de protesto não fiquem por aqui e no futuro espero também que a população do interior se revolte e se una mais em torno deste problema. Não é depois das portagens cá estarem que vamos andar em protestos pois nessa altura tenho a certeza que não
sexta-feira, outubro 29, 2004
Há Promoçoes ...e promoçoes!!
Moral: Há Promoçoes e ...promoçoes!!
Ultima hora!!!
Alternativas!?!
Desafio: Procura as Alternativas
Mapa retirado do IEP
P.S. Ainda podem reparar num pedaço azul horizontal que supostamente liga a região a Coimbra...mas esse pedaço está mesmo só no mapa... não o vejo em mais lado nenhum...
É assim que se pretende desenvolver o interior?
Acção de Protesto
A Máfia da Cova convida a população do interior a participar na acção de protesto contra a introdução de portagens na A23, hoje a partir das 17 horas.
quinta-feira, outubro 28, 2004
Marcha Contra as Portagens!!!!
"O Padrinho" precisava de um PickPocket...
Aos máfias que se encontram no fundo da hierarquia ponham os olhos neste máfia que foi a mais recente aquisição e por terras de nuestros hermanos tem mostrado que é um verdadeiro cona da mãe...
E mai nada!!!!
quarta-feira, outubro 27, 2004
Abecedário em ESPAÑOL!!
B. Branca - é facil de encontrar
C. Chicas - Em Espanha ha mtas mas nao aqui.Em murcia...
D. Dados - o Frances anda sempre com eles.
E. Entender - o que nao acontece nas aulas.
F. Fiesta - Mesmo que te escondas num sitio refundido...pois até ai ha fiesta!!
G. Gatos pretos - Pretos há bués e parece que os gatos vieram com eles. Branco Branco Branco
H. Haxe - Bom, Barato, Quando queres, Há hora que queres, Em sitios muito feios...
I. Inteligentes - Quem os Espanhóis?? NAAaaaaahh, tás tolo.
J. Jardas - 1...2...3...999..1119....oh já perdi o conto!
K. Koña da Mae - Ja passou na boca de todas as culturas, até americanos.A Prometida expansao
L. Lucaz - Um poláco maluco, nao há para troca como aquele!
M. Mierda - É ao que cheira Cartagena em certos momentos!
N. Net - Muito dificil de arranjar Internet para casa, Viva a Cabovisao!
O. Ontem - Guarda para amnha o que podidas fazer ...ontem.
P. Putanas - A 300m de minha casa elas vao rodando mas o local é sempre o mesmo!
Q. Quê?¿ - Palavra mais utilizada por todos os Erasmus.
R. Relaçoes Publicas - Pois claro...eu sou o presidente!!!
S. Saudade - De todos os outros que nao estao aqui!
T. Tope - Bom parece que em español se chama assim a quem tem o dom de...
U. Uva - Por mais que haja sumo d'uva, a cerveja ja bateu todos os records.
V. Volker - Alemao,Motard,levou-me aos 200km/h e chamamos-lhe: Volker The Rainger
W. Wolksvagen - Palavras em alemao fodidas de dizer é o que mais há. Tento ha 1mes dizer 16.
X. Xol - Todos os dias tá um xol da coña da mae, 20º temp minima 8)
Y. Y - fiesta lunes Y martes Y miércoles Y jueves Y viernes Y sabado Y ...quê? num s pode¿
Z. ZzzzZZz - Há dias que temos que dar descanso ao corpo, Todos os dias, todos os dias....
terça-feira, outubro 26, 2004
Cavaco Silva defende introdução de portagens
É uma questão de apego à terra... por isso a Máfia da Cova defende a excepção A23!!
E já agora Sr. Aníbal quem é que nos paga os anos de espera por um túnel da Gardunha? Ou será que já não se lembra??
Como bom economista que sou estive aqui a fazer umas continhas e baseado no provérbio "tempo é dinheiro", cheguei à conclusão que o tempo que o interior esperou por uma ´via rodoviária em condições, se o transformarmos em dinheiro e acrescentar-lhe ainda os devidos "Juros de Demora", cheguei à conclusão que esse valor é igual ao Valor Actual Líquido (VAL) das portagens a receber nos próximos 100 anos, incorporando já a inflacção esperada e um preço do barril do petróleo acima dos 60 dólares.
Sim!! Não pense que sou como o Bagão que apresenta um orçamento de Estado com base num preço do barril na casa dos 36 dólares... Ainda hoje ultrapassou os 55. Sejamos realistas...
Bem, mas isso são outros questões, retomando aqui com as minhas contas , neste capítulo da A23 acabei de provar que estamos ela por ela, no entanto, o Estado ainda está devedor de uma ligação rodoviária e ferroviária a Coimbra. Há anos que as populações do interior se deslocam a esta cidade para recorrer a serviços de saúde que não existem aqui na nossa cidade e convenhamos, mas a estrada pelo meio da Serra não é a mais agradável, sobretudo para quem tenha de ser transportado em ambulância.
Aos senhores do poder central em vez de andarem a pensar em novas pontes sobre o tejo e ligações TGV que duvido venham a ser rentáveis, pensem que em Portugal ainda há regiões que não viram ainda satisfeitas necessidades básicas em infraestruturas de comunicação.
Os conas da mãe do interior agradecem!!
segunda-feira, outubro 25, 2004
domingo, outubro 24, 2004
Fim de Semana agitado
O Padrinho no entanto só lá foi no fim de semana mas enquadrou-se rapidamente no espírito da coisa sempre acompanhado por restantes elementos da máfia. Se não fosse o Padrinho eu não sei se o Snowblue teria conseguido chegar a casa em algum destes dias... De qualquer forma o SnowBlue justifica cada vez mais o lugar de nº 2 desta máfia e o Zanderman justifica cada vez mais a sua despromoção... pois ele nem sequer compareceu lá em baixo no Pavilhão e abandonou "O Padrinho" ontem no S&S, valeu-me o Gangster Anninnis aqui da Máfia... foi graças a ele que ontem ainda lá fui parar abaixo!!
Um outro facto, que marcou este fim de semana aqui na Cova, foi a abertura do tão aguardado Amo-te Covilhã que certamente contou com a presença de todo o jete-sete aqui da cova, faminto por aparecer em alguma daquelas revistas que lêem quando vão ao cabeleireiro. O Padrinho apesar do convite não compareceu na festa de inauguração, pois eu sou mais jete-setenta-e-sete, e que é de um nível muito mais elevado... nada de misturas... Mesmo assim enviámos um máfia para ter conhecimento do sítio e para contar depois o que é que por lá se passava.
Desejo a todos uma boa semana e repousem-me bem essas cabecinhas... os que puderem claro!!
sexta-feira, outubro 22, 2004
"O Padrinho" convida...
Não ás portagens na A23!!!
O argumento do utilizador pagador até poderia ser aceite como válido se existissem alternativas em condições à A23. Mas que alternativas são essas???
- A estrada pelo meio da Serra de Alpedrinha que mais parece um caminho de cabras??? Será o traçado alternativo de um IP2 que em alguns pontos acabou por fazer parte integrante da própria Auto Estrada?? Ou será abandonar de vez o interior e continuarmo-nos a aglomerar que nem sardinhas em lata nas grandes cidades do litoral??
- Será o comboio Intercidades e a linha da Beira Baixa que nem electrificada está sequer na totalidade?? Estarão a pensar num TGV aqui para a zona??
Acho que o tempo que a população do interior esperou por uma via rodoviária em condições já foi paga suficiente e virem-me com argumentos de que as receitas provenientes das portagens pode ser redireccionada para outros investimentos em vias de comunicação no interior é gozar com quem cá vive!!!
Estarão estes governantes à espera das receitas das portagens para fazerem uma ligação rodoviária em condições a Coimbra por exemplo? Uma obra que está no papel há anos e que pelos vistos de lá não sai. É ridículo que se tenha que ir ainda pelo meio da Serra da Estrela, o que durante o Inverno é impossível ou como alternativa ter que ir até à Guarda apanhar a estrada mais perigosa do país e em vias de passar a autoestrada também com portagens. Ora, sendo esta uma via de comunicação primordial com Espanha talvez se devesse seguir o exemplo que se passa do lado de lá da fronteira, em que a autoestrada da Extremadura espanhola não é paga, justamente com o fundamento de desenvolver uma das regiões mais esquecidas de Espanha.
Ou será que vão ser essas receitas utilizadas para desenvolver uma linha de caminhos de ferro em condições?? Vamos poder ir de comboio até Coimbra ou até ao Porto?? Vamos poder ir até Lisboa sem ter que parar para trocar a máquina do comboio??
Iremos ter um estádio para 30 000 espectadores mesmo que a nossa equipa ande na 2ª Divisão B?? Vão-nos construir piscinas??
Irão voltar a existir verbas para a conclusão do programa Pólis??
Onde está o chamado Investimento Público do Estado?? Bem, eu sei bem onde está... está em estádios que eu paguei e não utilizei, está em autoestradas, pontes e linhas de caminho de ferro que eu também não utilizo, está no litoral e não no interior!! E quando é feito no interior ainda temos que voltar a pagar por isso!!
E aqui o Pintainho, primeiro está contra e depois cala-se, amiguinho do Santana é o que dá!! Parece que a preocupação dele agora é ver se desmantela o aeródromo, pois os interesses imobiliários devem ser muitos... aquele espaço ali é deveras apetecível...
Neste sentido, se as portagens avançarem, a Máfia da Cova sente-se no direito de cobrar um imposto especial a quem nos chega do litoral no Inverno. É o Imposto Branco - Este imposto irá incidir sobre a utilização da Neve na Serra da Estrela. Assim, cada vez que um parolo qualquer lá de Cascais venha pra aqui andar de ski ou de sku, ou simplesmente fazer umas bolas de neve ser-lhe-á cobrado um imposto que a Máfia da Cova se encarregará de cobrar!!
Quanto aos senhores de S.Bento, recomendo que consultem um psiquiatra porque o poder lhes anda a subir à cabeça e se por acaso vierem passear até aqui à Cova venham pela A23 e depois metam o recibo em Despesas de Representação. Não se metam por estradas alternativas , nem venham de comboio porque se não é que nunca mais cá chegam!!! Se mesmo assim optarem por estradas alternativas para dar o exemplo, peçam boleia ao Ministro Arnaut que ele sabe onde a Covilhã fica ou será que já se esqueceu?
Se as portagens ainda assim não forem fonte suficiente de receita, vendam-nos à Espanha que certamente nos tratariam melhor...
MÁFIA DA COVA: REFUNDIDOS AQUI NA SERRA, MAS DE OLHOS BEM ABERTOS!!!!
quinta-feira, outubro 21, 2004
Comunicado
Hoje fui ao cinema...
quarta-feira, outubro 20, 2004
Convocatória
Covilhã - 134º Aniversário
A Covilhã situa-se na encosta da Serra da Estrela, voltada para nascente, rodeada por duas ribeiras, a Degoldra e a Carpinteira, tendo a seus pés o rio Zêzere e toda a Cova da Beira. Esta localização faz com que os habitantes da Covilhã sejam, por um lado, homens e mulheres da montanha, tendo por matriz a Serra da Estrela o que lhes transmite coragem, espírito de luta, e perseverança; por outro, a baixo ou seja a extensa Cova da Beira que se prolonga até Espanha, que imprime confiança, autonomia e determinação.
Inicialmente, os habitantes ocupavam a baixa junto ao rio onde as úberes terras os alimentavam; com o andar dos tempos, forças de fora obrigaram-nos a fixarem-se numa altitude aproximada de 800 metros, numa encosta íngreme. Importantes "achados" mostram que os primeiros habitantes não foram os Romanos. A navegabilidade do Zêzere, que faz parte da bacia hidrográfica do Tejo, trouxe gentes das mais variadas partes que vinham comerciar.
A existência de inúmeros castros, verdadeiras sentinelas e postos de defesa, mostram que por ali passaram vários povos da pré-história que se foram instalando devido às boas condições de subsistência.
Os Romanos, após as lutas com os Lusitanos, acomodaram-se na região, como se pode verificar ao percorrer as margens do Zêzere, onde exemplos de terra sigillata hispanica (tritium) se encontram a cada passo. Escavações, em curso, apontam para a existência de uma importante colónia – povoação romana – que ultrapassa a simples passagem de expedições militares. As vias romanas que se encontram por toda a parte e até na própria Serra, viradas para nascente, para evitar o gelo, são outra demonstração clara da sua presença.
A Covilhã tornou-se, desde a Antiguidade, num ponto de cruzamento de estradas e caminhos. Foi conquistada e reconquistada várias vezes, chegando os mouros a destruí-la quase por completo. Estes acontecimentos levaram a que as gentes da Covilhã criassem o seu próprio município, segundo Alexandre Herculano, para se poderem organizar e defender.
A Carta de Foral à Covilhã, concedida por D. Sancho I, em Setembro de 1186, vem confirmar a sua importância como posto fronteiriço. Os limites do alfoz (concelho), definidos pelo Foral, incluíam Castelo Branco e iam até ao Tejo, Portas do Ródão. É significativo. Até finais do reinado de D. Sancho II, a vila da Covilhã viveu o espírito de Reconquista, isto é, de luta contra os mouros. Foi capital do reino durante a Reconquista. Por várias vezes, o rei se instalou aqui com a corte.
Terminada que foi a Reconquista ou seja feita a paz com os mouros, as gentes da Covilhã passaram a organizar-se economicamente. Havia que ir além da agricultura de subsistência. O Rei D. Afonso III vem ajudar ao instituir uma feira anual com a duração de oito dias. A feira celebrava-se em Agosto, depois da festa de Santa Maria. Também D. João I concede uma feira franqueada anual a realizar-se pelo S. Tiago e que se tem mantido, com altos e baixos, até aos dias de hoje.
A indústria de lanifícios, entretanto, ia começando a tomar forma. Há que ter em conta que, por aqui, se deslocavam, vindos de Espanha, almocreves que levavam lãs para Tomar, seguindo uma via romana que passava por Paúl, Casegas, Sobral de S. Miguel... Era conhecida como a Estrada da Lã.
A Carta de Foral aponta para muitas indústrias artesanais, incluindo a dos lanifícios e abria a porta a todos os que desejassem vir instalar-se na região. Uma burguesia, cada vez mais forte, fomentava o progresso e tornava-a apetecida pelas suas riquezas. No termo da Covilhã, na Idade Média, incluíam-se mais de 300 lugares. Os judeus eram já um núcleo importante que chegou a ter influência na corte.
A arte e a cultura está bastante representada, caracterizando esta época. A título de exemplo, a capela de S. Martinho, autêntica jóia de estilo romano.
A Covilhã era uma vila em plena expansão populacional quando surge o Renascimento. O sector económico com particular relevo na agricultura, pastorícia, fruticultura e floresta são realidades. O comércio e a indústria, embora artesanal, especialmente os lanifícios, estavam em franco progresso. Gil Vicente cita-os "os muitos panos finos". Os judeus dominavam o comércio e a indústria. Eram os detentores do capital. A Covilhã e sua região, como transfronteiriças, eram um bom abrigo.
As ruas que vão desaguar na Praça do Município, de qualquer um dos pontos cardeais, denotam a importância do comércio e trabalho. As dezenas e dezenas de casas com a porta larga e com a porta estreita – uma entrada para a casa e outra, a larga, para a oficina mostram essa importância. O Infante D. Henrique conhecia bem essa realidade, daí o passar a ser "senhor" da Covilhã.
A gesta dos Descobrimentos exigia verbas importantes. As gentes da vila e seu concelho colaboraram não apenas através dos impostos, mas também com o potencial humano. A expansão para além-mar iniciou-se com a conquista de Ceuta em 1415. Personalidades da Covilhã como frei Diogo Alves da Cunha, que se encontra sepultado na igreja da Conceição, participaram no acontecimento.
A presença de covilhanenses em todo o processo prolonga-se com Pêro da Covilhã (primeiro português e pisar terras de Moçambique e que enviou notícias a D. João II sobre o modo de atingir os locais onde se produziam especiarias, preparando Caminho Marítimo para a Índia) João Ramalho, Fernão Penteado e outros.
Entre missionários encontramos o Beato Francisco Álvares, morto a caminho do Brasil; Frei Pedro da Covilhã, capelão na expedição de Vasco da Gama para a Índia, o 1.º mártir da Índia; o padre Francisco Cabral missionário no Japão, padre Gaspar Pais que de Goa partiu para a Abissínia; e muitos outros que levaram, juntamente com a fé, o nome da Covilhã para todas as partes do mundo.
Os irmãos Rui e Francisco Faleiro, cosmógrafos, tornaram-se notáveis pelo conhecimento da ciência náutica. Renascentista é frei Heitor Pinto, um dos primeiros portugueses a defender, publicamente, a identidade portuguesa. A sua obra literária está expressa na obra "Imagem da Vida Cristã". Um verdadeiro clássico.
A importância da Covilhã, neste período, explica-se apenas pelo título "notável" que lhe concedeu o rei D. Sebastião como também pelas obras aqui realizadas e na região pelos reis castelhanos. A praça do Município, foi até à poucos anos, do estilo filipino. Nas ruas circundantes encontram-se vários vestígios desse estilo. No concelho também. Exemplos de estilo manuelino encontram-se na cidade. A imagem que acompanha este texto "janela manuelina duma judiaria na Rua das Flores" é a confirmação. É o momento de citar o arquitecto Mateus Fernandes, covilhanense, autor do projecto da porta de entrada para as Capelas Imperfeitas, no mosteiro da Batalha.
Joel Serrão sintetiza assim a especial capacidade da vila da Covilhã e sua zona envolvente para a indústria dos lanifícios: "Uma cintura de vilas e aldeias animadas pelos lanifícios envolve a Serra da Estrela. Os "panos finos" que se faziam na Covilhã eram afamados no começo do século XVI (Gil Vicente)". Após o ouro do Brasil, Portugal entrou em depressão económica.
D. Luís de Menezes, conde da Ericeira, funda a fábrica – escola na Ribeira da Carpinteira. Mandou vir técnicos estrangeiros, sobretudo da Inglaterra (5 estampadores, 4 tecelões, 2 mulheres que fiavam e oficiais de tinturaria). Ainda há ruínas desta empresa. Poucos anos depois, trabalhavam nesta laboriosa cidade 400 oficiais e 17 teares. O Marquês de Pombal ao instalar, nesta cidade, a Real Fábrica de Panos, na Ribeira da Degoldra, vem confirmar as potencialidades e capacidades das gentes da Covilhã e sua zona envolvente para a indústria.
"Pombal cria a Superintendência das fábricas de lanifícios que valorizou os centros beirões, em especial na Covilhã e Fundão. Do estrangeiro manda vir tecedeiros e tintureiros, seguindo o exemplo do conde de Ericeira, que abriram e desenvolveram fábricas e teares.
A marca da importância industrial da Covilhã vê-se no património industrial, único, no País, o que indica os passos dados na evolução técnica até aos dias de hoje. Resposta aos que afirmam que a Covilhã não é rica em património construído. A criação da escola industrial, por decreto do Ministério das Obras Públicas, publicado em 1864-12-20, é, exemplarmente, o sinal inequívoco da importância da indústria de lanifícios na Covilhã. Poucos anos depois, em 20 de Outubro de 1870, o rei D. Luís eleva a Covilhã à categoria de cidade: "...é uma das vilas mais importantes do reino pela sua população e riqueza; ...fecunda iniciativa dos seus habitantes...". Assim condecora a vila da Covilhã e as suas gentes.
Como síntese, há que dizer que a Universidade da Beira Interior – cúpula e corolário deste processo que surgiu antes dos primórdios da Nacionalidade – nasceu, tendo como um dos primeiros cursos a licenciatura nos têxteis.
No limiar do ano 2000, a Covilhã moderniza-se e promove o desenvolvimento verdadeiramente sustentado. Neste primeiro semestre de 1998, sente-se o pulsar da cidade. A Covilhã apresenta-se, de novo, como um município em constante progresso, preparado para enfrentar todos os desafios.
Um novo parque industrial inicia a sua actividade; o eixo TCT está a ser concluído, preparando-se já a sua continuação para a zona ribeirinha, no sul do concelho; a Universidade da Beira Interior não só aumenta o seu campus universitarius em termos físicos, mas também com novas licenciaturas; as áreas de lazer aumentam e dispersam-se pela cidade e concelho; a cultura e o desporto são uma presença diária para todos. A Serra da Estrela começa a ter condições de atracção para a prática dos vários desportos que vão do esqui à escalada e ao prazer de fruir a natureza, no seu ambiente mais puro, durante todo o ano.
Hoje como ontem, a Covilhã e região envolvente – Serra e Cova da Beira – têm condições de progresso, de desenvolvimento sustentado, como nenhuma outra, em todo o interior português, oferecendo óptimas condições a todos os que aqui se queiram instalar.
Covilhã e toda a sua região projectam-se decididamente no próximo milénio. [retirado aqui]
Parabéns à Covilhã!
Cento e trinta e quatro anos de várias "batalhas",umas bem sucedidas e outras nem tanto, com o objectivo de melhorar a vida dos seus habitantes. Batalhas pelos têxteis, pelo trabalho, pela liberdade, por vias de acesso, pelo ensino superior público, pelo turismo, etc.
E a maior de todas contra a interioridade.
O problema, a meu ver, não reside propriamente na interioridade mas sim no provincianismo! Que são coisas distintas. É esta a batalha que temos que travar, contra este estado de alma. Contra o provincianismo dos dirigentes do munícipio, responsáveis políticos( a oposição, será que ainda há oposição na cidade?) e população em geral. Estarmos encravados na serra não é um fatalismo é uma impressão digital é o que nos molda o caracter e o que nos dá uma visão superior do país, da Europa e do mundo.
É esta a melhor prenda que temos para dar à cidade, uma visão, uma estratégia caracterizada pela geografia e clima da nossa cidade. Acabar com o provincianismo e encarar o futuro certos do potencial de toda a região e tirar partido do mesmo deixando de lado as lamúrias e o discurso do desgraçadinho.
Para tal é preciso despertarmos as forças vivas da cidade, os movimentos cívicos, os partidos políticos, a Universidade e os seus estudantes(que hoje pela primeira vez se juntam às festas fazendo o desfile da "Latada" ), as instituições culturais e recreativas. É preciso sair da letargia e do animismo que os habitantes estão, de alguns anos para cá. É preciso reinvidicar os nossos direitos e cumprir as nossas obrigações. A cidade não pertence ao Presidente da Câmara, a cidade é nossa! Vamos cuidar dela enquanto é tempo.
Viva a Covilhã, a minha cidade favorita...