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sábado, junho 13, 2009

Escandalizados com os 93 milhões de euros pagos pelo Cristiano Ronaldo? E com estes 241 milhões??

Estado gastou mais 241 milhões do que o previsto

O Estado gastou mais 241 milhões de euros do que o previsto em cinco obras públicas. A denúncia é do Tribunal de Contas que considera ser necessário criar um observatório para controlar as derrapagens.

O Tribunal de Contas (TC) considera que é preciso criar um observatório para controlar as derrapagens nos orçamentos e prazos das obras públicas em Portugal. De acordo com um relatório do TC, o Estado gastou mais 241 milhões do que o previsto em cinco obras públicas fiscalizadas no ano passado.

As obras que estão em causa são a construção do edificio da Casa da Música, no Porto; da ponte Rainha Santa Isabel, em Coimbra; do túnel do Terreiro do Paço, em Lisboa; a ampliação do aeroporto Sá Carneiro, no Porto, e a reabilitação do túnel do Rossio, em Lisboa. Estes cinco casos são exemplos de empreendimentos públicos que para além de terem saído mais caros do que o inicialmente previsto, (só na Casa da Música houve uma derrapagem de 295% do orçamento), também ultrapassaram os limites dos prazos previstos.

Diário Económico

quinta-feira, abril 09, 2009

Anuário dos Municipios Portugueses 2007

Foi publicado ontem o Anuário Financeiro dos Munícipios Portugueses referente a 2007. Ficam aqui alguns resultados relativos ao endividamento, onde o Municipio da Covilhã ocupa lugar de destaque, mas pela negativa.









Anuário dos Municipios Portugueses 2007

sexta-feira, junho 20, 2008

Anuário Financeiro dos Municipios Portugueses relativo a 2006 - Dados para a Covilhã

O Anuário Financeiro dos Municipios Portugueses relativo a 2006 foi ontem divulgado e mais uma vez os resultados apresentados pela nossa autarquia não são propriamente famosos, apesar de se terem registado melhorias relativamente ao ano transacto.

Aqui ficam alguns dos dados que colocam a nossa autarquia no grupo das mais endividadas do país.







Fonte: Anuário Financeiro dos Municipios Portugueses 2006

quinta-feira, junho 19, 2008

Covilhã e Fundão em ruptura financeira!

Os jornais económicos publicaram ontem dados de um estudo que será apresentado hoje, pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, segundo o qual em 2006 cerca de 70 por cento das câmaras não tinha dinheiro para pagar dívidas de curto prazo. A Câmara do Fundão está na terceira posição da lista das mais aflitas no Anuário Financeiro de 2006, mas o presidente da autarquia, Manuel Frexes, garante que a situação “não há aflição nenhuma”.
O estudo atribui um índice a cada município, calculado a partir da relação entre a dívida a fornecedores e as receitas totais do ano anterior, em 2006 (ver tabela em anexo). “O indicador dá uma visão distorcida da realidade”. “Não faz sentido relacionar dívidas de grandes investimentos para o futuro com receitas de um único ano”, refere o autarca.
“Era o mesmo que relacionar o valor de uma casa com aquilo que uma família ganha num ano. Estava tudo falido”, compara o autarca.

(...)

As tabelas
Relação entre a dívida a fornecedores e as receitas totais do ano anterior, em 2006, posição de municípios da região

As vinte mais em apuros
3 – Fundão 155
5 – Celorico da Beira 130,5
14 – Covilhã 106,4
20 – Guarda 92,1

As vinte mais confortáveis
4 – Castelo Branco 2,6
8 – Vila Velha de Ródão 2,2
9 – Aguiar da Beira 0,3

Diário XXI

quarta-feira, maio 14, 2008

Câmaras da Covilhã e Castelo Branco em extremos opostos

A Câmara da Covilhã é, em média, a que demora mais tempo a pagar aos fornecedores na Beira Interior. O valor apurado pela Direcção Geral das Autarquias Locais (DGAL) no final do quarto trimestre de 2007 é de 382 dias, o que a coloca em 12º lugar na lista nacional publicada no último dia de Abril por aquele organismo estatal. No topo surge Oliveira de Azeméis, com um prazo médio de pagamento de 671 dias. A média nacional ponderada é de 136 dias.
Na lista nacional faltam 11 municípios que têm informação sujeita a confirmação (entre os quais o Porto) e outros 32 com informação em falta (como Lisboa).
O apuramento foi feito no âmbito do programa “Pagar a Tempo e Horas” lançado pelo Ministério das Finanças. Na região, além da Covilhã, estão acima da média nacional as câmaras de Vila de Rei, com 195 dias, e de Belmonte, com 169 dias, no distrito de Castelo Branco. No distrito da Guarda, Fornos de Algodres lidera com uma demora média de 320 dias para liquidar uma factura, seguida de Trancoso, com 305 dias, e de Seia, com um prazo médio de pagamento de 171 dias.
Aguiar da Beira e Castelo Branco são os municípios que, em média, honram os seus compromissos no prazo mais curto. A autarquia do distrito da Guarda liderada pelo social-democrata Fernando Andrade tem uma demora média de dez dias e a do socialista Joaquim Morão demora 15 dias a satisfazer os seus compromissos.

(...)

Contactado pelo Diário XXI para poder explicar como é que a Câmara tem um prazo médio de pagamento tão alto - 382 dias, ou seja, mais de um ano -, o mais alto da Beira Interior e um dos mais dilatados do País, Carlos Pinto, presidente da autarquia, escusou-se a fazer comentários. “Falem com os nossos fornecedores. Eles não se queixam”, referiu Carlos Pinto, considerando que a autarquia vive uma situação “normal” em termos de finanças.
Recorde-se que a Assembleia Municipal da Covilhã aprovou por maioria, no dia 24 de Abril, a candidatura voluntária do município ao programa “Pagar a Tempo e Horas”. A autorização prevê a contracção de um empréstimo no valor de 2,8 milhões de euros. Na reunião, as dívidas da autarquia a fornecedores não foram reveladas, mas Vítor Reis Silva, deputado municipal da CDU, fez as contas e adiantou que as dívidas a fornecedores, com conta corrente, ultrapassam os quatro milhões e 700 mil euros, ou seja, o valor do empréstimo submetido à aprovação do Ministério das Finanças corresponderá a pouco mais de 50 por cento do total das dívidas. Números que não foram desmentidos por João Esgalhado, vice-presidente da Câmara (Carlos Pinto não esteve presente).


Diário XXI

quarta-feira, novembro 28, 2007

Câmara da Covilhã aprova orçamento “de contenção”

É de “contenção” o Plano e Orçamento da Câmara da Covilhã para o próximo ano, reconheceu, ontem, Carlos Pinto em declarações à “Rádio Cova da Beira”, após a reunião extraordinária onde os documentos foram aprovados por maioria com os votos contra dos dois vereadores do PS. O presidente da Câmara da Covilhã responsabilizou o Governo pela redução do orçamento para 84 milhões de euros, em relação ao ano passado.
“É de contenção tendo em conta o corte de verbas que o Governo tem vindo a fazer às Câmaras e, por outro lado, é de contenção porque ainda não temos conhecimento do que vai significar o Quadro de Referência Estratégico Nacional para as autarquias”, disse Carlos Pinto à “RCB”, sublinhando, porém, que os documentos reflectem a continuação de obras já lançadas e, também, projectos novos. “Trata-se de continuar as que estão lançadas e prever o lançamento de algumas obras novas, como as piscinas da Covilhã, infra-estruturas do Parque Industrial do Tortosendo e outras”, acrescentou Carlos Pinto. Entre os novos investimentos está, por exemplo, a transformação do Teatro Cine em Teatro Municipal da Covilhã, cujo valor contemplado para a empreitada é superior a três milhões e meio de euros.
“É um orçamento de estabilidade e veremos como o ano de 2008 se apresenta designadamente no que diz respeito às candidaturas que venham a ser possíveis em relação aos fundos comunitários. A evolução dar-se-á em função das eventuais notícias que as câmaras tenham sobre o QREN”, acrescentou Carlos Pinto à estação de rádio fundanense.

PS EM OPOSIÇÃO
As Grandes Opções do Plano para 2008 da Câmara da Covilhã mereceram os votos contra dos vereadores Miguel Nascimento e Vítor Pereira, da bancada do PS, por considerarem que “o orçamento real” é de 30 milhões de euros e não de 84, como consta dos documentos. Na declaração de votos entregue após a votação, os socialistas afirmam que mais de 60 por cento da receita prevista se baseia na venda de imóveis.
“Constatamos que 62,2 por cento [53 milhões de euros] do total da receita se baseia na venda de bens de investimento”, sublinhando que se trata de uma expectativa “irreal” tendo em conta a conjuntura do mercado imobiliário. “A lista de património a alienar é pormenorizada quanto à identificação dos imóveis, mas não indica qualquer valor de mercado pelo que a estimativa de 53 milhões de euros não tem qualquer suporte real”, concluem.

Diário XXI

quinta-feira, novembro 22, 2007

Câmaras mais endividadas são PSD

O documento do TC mostra que, dos 532 empréstimos que foram visados, seis processos foram devolvidos por não estarem sujeitos a controlo prévio por parte do organismo presidido por Guilherme d'Oliveira Martins.

Analisando o número de processos por autarquias verifica-se que Vila Nova de Gaia foi a câmara que mais empréstimos contraiu nos últimos dois anos.

Os dados revelam que o município liderado por Luís Filipe Menezes - do PSD - contraiu 18 empréstimos no período em análise, no valor global de 74,5 milhões de euros.

Dos 18 processos que deram entrada no TC, 17 foram destinados a financiar projectos relativos a habitação social no concelho e um para proceder à renegociação da dívida da autarquia.

Este empréstimo, no montante de 35,9 milhões de euros e contraído no Millennium bcp, é mesmo o mais elevado em termos absolutos entre os 555 contratos que foram objecto de apreciação por parte do Tribunal de Contas.

Câmara de Coimbra é a segunda mais endividada

A Câmara Municipal de Coimbra surge em segundo lugar do ranking com um empréstimo de 35 milhões de euros, contraído junto do Dexia Credit Local, igualmente com o objectivo de renegociar o montante das dívidas da autarquia.

O município presidido por Carlos Encarnação - PSD - surge ainda em oitavo lugar com outro contrato de 12,5 milhões de euros, também no banco Dexia.

Em terceiro e quarto lugar aparecem dois empréstimos da Câmara Municipal da Maia, um de 27,6 milhões de euros, no Santander Totta, e outro de 20 milhões de euros no BPI. Ambos os contratos visaram também a renegociação do valor da dívida bancária da autarquia, liderada por António Fernandes, do PSD.


A Câmara Municipal da Covilhã, presidida pelo social-democrata Carlos Pinto, surge em quarto e nono lugar da lista, com dois empréstimos: um de 18 milhões de euros no BPI e outro de 11,2 milhões de euros no Santander Totta. Ambos também tendo em vista a renegociação da dívida do município.

No sexto lugar do ranking está a câmara municipal de Sintra, cujo presidente é Fernando Seara (PSD) com um empréstimo de 17,4 milhões de euros no Millennium bcp, contraído igualmente para renegociar os montantes em dívida do município.

Com o intuito de renegociar também o montante do endividamento da câmara, aparece em sétimo lugar a Câmara de Leiria, presidida por Isabel Damasceno (PSD), com um empréstimo de 12,6 milhões de euros contraído junto do banco Dexia Credit Local.

As câmaras de Lousada e Vila Nova de Famalicão, com dez empréstimos cada uma, fecham o pódio das câmaras que mais empréstimos contraíram.

Sic Online


Quando olhei a primeira vez para este ranking, achei logo que a Câmara da Covilhã é a mais endividada. Comparando o nosso concelho em termos de população com os restantes desta lista somos sem dúvida o concelho com menos população, daí que creio que interessa analisar é o montante per capita destes empréstimos e entenda-se aqui o per capita como a população de cada concelho. Assim, contas por alto(com dados da wikipedia para a população), obtive os seguintes resultados (população, valor per capita).

Covilhã (60 000; 487)
Maia (120000; 397)
Vila Nova de Gaia (310 000; 240)
Coimbra (200 000; 237)
Leiria (125000; 100)
Sintra (410 000; 43)

Perante este cenário vejo um futuro comprometedor a nível financeiro na Câmara da Covilhã, a não ser que em termos de receitas também apareça no top de algum ranking...

quinta-feira, julho 12, 2007

Ainda a propósito do Anuário Financeiro dos Municipios Portugueses...



Infelizmente parecem não ser uma anedota os resultados divulgados neste relatório, se calhar o Presidente da nossa autarquia bem queria que fosse e vem com afirmações totalmente descabidas, criticando um estudo elaborado por economistas, em colaboração com a Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, a Universidade do Minho, a Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo Tribunal de Contas. Parece que o nosso presidente sabe mais do que qualquer um deles. Se calhar para o próximo ano deviam entregar a elaboração deste estudo ao economista, gestor, engenheiro, advogado (e sabe-se lá que mais) Carlos Pinto, pois de Finanças Públicas, ele é que sabe, aliás, ele parece saber de tudo!!


Admira-me é que o nosso douto Presidente esteja a gerir uma Câmara, em vez de estar a gerir uma multinacional...