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sexta-feira, outubro 26, 2007

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O verbo latino tacere significava "calar", permanecer em silêncio, e deu lugar ao verbo francês taire. Em nossa língua, derivam-se de tacere palavras como tácito e taciturno, além de reticência, uma figura retórica que consiste em deixar incompleta uma frase, dando a entender, no entanto, o sentido do que não se diz e, às vezes, muito mais.

A palavra reticência provém do latim reticere (calar alguma coisa), formada mediante tacere precedida do prefixo "re-", que neste caso tem o sentido de retrair-se para dentro. A troca de "a" para "i" na passagem de tacere a reticere chama-se apofonia e ocorre com freqüência nas raízes latinas empregadas em línguas romances.


Se calhar o reticências man que por aí anda bem que nos queria calar, mas sai-lhe o tiro pela culatra, pois quem o cala somos nós!! Beijinhos da Máfia da Cova!

sexta-feira, julho 27, 2007

Oito abortos no Hospital da Covilhã


Cerca de cem IVG nos hospitais públicos desde a entrada em vigor da nova lei
Na primeira semana da entrada em vigor da regulamentação da Interrupção Voluntária da Gravidez, os hospitais públicos já efectuaram, pelo menos, cerca de 100 abortos, segundo dados recolhidos pela agência Lusa junto de várias unidades.

No Hospital Pêro da Covilhã, onze mulheres passaram pela consulta prévia, tendo uma delas desistido da interrupção voluntária da gravidez e estando outras duas ainda em período de ponderação.

Das oito intervenções já realizadas na unidade covilhanense, uma foi feita por meios cirúrgicos e as outras através de medicação.
Já o Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, realizou apenas uma consulta prévia e respectiva interrupção da gravidez e, de acordo com o director da unidade, Sanches Pires, «não há mais intervenções previstas nem foram pedidas mais consultas».

A maior procura regista-se na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, onde já se realizaram 44 abortos a pedido da mulher na última semana, o que dá uma média superior a cinco intervenções por dia.

Das 44 IVG feitas desde o passado dia 16, e até esta segunda-feira, em apenas seis se optou pelo meio cirúrgico. No mesmo período, três mulheres desistiram da intervenção, tendo decidido prosseguir com a gravidez após o tempo de reflexão mínimo de três dias estabelecido pela lei.(...)
Kaminhos

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Resultados referendo

Espero que todos os máfias se tenham dirigido às urnas ontem, apesar da "difícil" noite de sábado. O Sim venceu aqui na Covilhã, que mais uma vez recebeu o Sócrates, que acho que me ainda lá tocou à campainha de manhã para ir votar mas eu não ouvi...

O "Sim" no distrito ficou acima da média nacional e o "Não" apenas venceu na zonha do Pinhal.


Distrito de Castelo Branco

Sim: 45863 (61.63%)
Não: 28550 (38.37%)


Vitória do Sim
Belmonte: 1.560 (69.36%), 689 (30.64%)
C. Branco: 13.617 (68.03%), 6.398 (31.97%)
Covilhã: 13.780 (67.25%), 6.712 (32.75%)
Fundão: 6.998 (62.98%), 4.114 (37.02%)
Idanha-a-Nova: 2.270 (63.16%), 1.324 (36.84%)
Penamacor: 1.099 (53.09%), 971 (46.91%)
V. V. Ródão: 1.091 (78.15%), 305 (21.85%)

Vitória do Não
Oleiros: 876 (35.58%), 1.586 (64.42%)
Proença-a-Nova: 1.467 (38.70%), 2.324 (61.30%)
Sertã: 2.596 (46.96%), 2.932 (53.04%) -
Vila de Rei: 509 (29.87%), 1.195 (70.13%)

Todos os resultados em:
http://www.referendo.mj.pt/

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Nem sim nem não...porque não posso votar...

Nem todos os portugueses são iguais quando se trata de exercer o seu direito e dever de cidadania: VOTAR.

Os emigrantes não podem votar no referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Esta “regra” foi estipulada pelo acórdão do Tribunal Constitucional que validou a proposta de consulta popular apresentada pelo PS.

Segundo a artigo 27.º da lei do referendo, onde constam os princípios gerais, podem chamar a pronunciar-se directamente, através de referendo, os cidadãos eleitores recenseados em território nacional. Apenas quando o referendo recaia sobre matéria que lhes diga especificamente respeito, são ainda chamados a participar os cidadãos residentes no estrangeiro. No caso deste referendo, embora tendo gerado polémica, foi entendido que este assunto não dizia especificamente respeito aos emigrantes, pelo que estes não poderão votar.

E, desta forma, parece que a matéria em questão neste aborto não diz respeito a todos os portugueses..... já os emigrantes portugueses não poderão exercer o seu voto no próximo domingo.

Cláudia

sábado, fevereiro 03, 2007

Correio do Leitor

SIM, porque...

Texto divulgado por e-mail pelos Médicos Pela Escolha, muito simples e esclarecedor:


Votar sim no referendo não significa ser-se a favor do aborto mas, sim, a favor da possibilidade de livre escolha da mulher durante a gravidez precoce.

Tecnicamente o embrião só se torna feto às 12 semanas e só desenvolve sistema nervoso às 20 semanas.

A despenalização do aborto SÓ será efectiva até ás 10 semanas de gestação.

Depois deste periodo, a antiga lei (apenas em caso de perigo para a mãe, má gestação do feto, violação, etc,) volta a estar em vigor.

Verdades cientificas...

Coelho

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

O que é que não percebem???

«CONCORDA COM A DESPENALIZAÇÃO DA INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ, SE REALIZADA, POR OPÇÃO DA MULHER, NAS PRIMEIRAS DEZ SEMANAS, EM ESTABELECIMENTO DE SAÚDE LEGALMENTE AUTORIZADO?»


O que é que os apoiantes do NÃO não percebem? Será a última parte da pergunta?? É que com o resto, já a sociedade portuguesa é conivente há muito tempo...

Dia 11 eu voto sim!!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Referendo

Caso os caros mafiosos e demais covilhocos não tenham reparado, a campanha do referendo da interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto, começou ontem. Para que não fiquem dúvidas eu sou a favor da despenalização do aborto. Este é o tempo para derimir argumentos de um lado e do outro como é apanágio de uma sociedade democrática. Acho no entanto, que esta discussão, mais a mais quando o tema é da maior importância, não está a ser feita com a elevação e com a verdade merecida. De um lado encontramos movimentos pelo SIM que, ao que tenho visto, tentam manter o nível da discussão naquilo em que se deve manter e que é basicamente se por um lado as mulheres que praticam o aborto voluntariamente (porque é inquestionável que se pratica!) devem ou não ser presas por isso. Por outro lado, praticando-se, deve a mulher recorrer a instituição de saúde que o execute em condições de salubridade ou deve usar os serviços da parteira do vão de escada? Estas são as verdadeira perguntas que nos põem no referendo. Pelo lado dos partidários do Não, estes argumentos são menorizados porque ninguém tem dúvidas que são irrefutáveis. Em vez de discutir os verdadeiros assuntos deste referendo, e ao jeito da direita mais populista de que são os representantes, invertem os argumentos e fogem-lhes, discutindo antes se a lei é do PS, se não deveriam ser criadas as condições para as mulheres terem os filhos, e se a natalidade reduzida não é uma razão válida para votar Não. A resposta ao Não é NÃO. Por um lado, NÃO estão criadas as condições sociais para uma mãe contar com uma ajuda válida para, não tendo no momento da concepção condições para criar em condições o seu filho, as vir a ter aquando do nascimento ou mesmo durante a gravidez (recordemos as dificuldades que se têm em contar com um obstetra nos hospitais públicos). Quanto à natalidade, acho que seria uma medida bem mais proveitosa acabar com a televisão a cores, porque me recuso a que à custa da infelicidade de uma mulher e de uma criança, a sociedade em que vivo possa equilibrar a sua pirâmide demográfica.


O que está aqui em causa é saber se eu posso decidir por alguém que esse alguém tem condições para criar um filho, se tem que, aos 14 ou 15 anos, abandonar a escola para criar um filho apenas porque teve um deslize e não pode confidenciar à mãe que teve sexo com o namorado. O que está aqui em causa é se queremos manter a exclusividade da prática do aborto com condições para aquelas bemzocas que engravidaram e o filho até vai ter uma cor diferente da do marido e coincidente com a do motorista. Para esses Espanha está mesmo aqui e 700 Euros até não são nada.

Por fim, os partidários do Não têm um argumento, porventura aquele a que sou realmente permeável por formação pessoal – o argumento da vida humana. Para esse argumento acho que não há contraponto e pouco me interessa se às dez semanas o feto já tem ou não coração, se já tem ou não sistema nervoso e se sente ou não dor. É uma vida ou o principio desta! Colocado no prato da balança continuo a ser partidário do SIM, porque entendo que a vida não é apenas o bater do coração mas o que nela optamos por fazer e as oportunidades que nos são dadas desde o nascimento. O argumento da vida não tem contraponto, mas deverá ser uma questão de princípio. Estranho por isso que sejam hoje quem o defende aqueles que defenderam uma guerra no Iraque em que milhares de civis inocentes morreram, como é o caso do laranja Marques Mendes ou do benfiquista Bagão Félix. Talvez porque às dez semanas o embrião seja rosadinho e lá os tipos são escuros, têm barba, e professam outra religião, aqueles merecem a vida e estes não. Vindo de quem vem nem este forte argumento está a ser usado com verdade, porque o que está subjacente neste referendo não é a vida é uma pretensa superioridade moral em que os partidários do Não rejeitam o aborto porque… valha-nos Deus.


Como entendo que o Máfia se tornou já um movimento cívico, voltarei a este tema nos próximos dias.
Abraço a todos os mafiosos e demais conas da mãe.
P.S. Como repararam este post foi escrito ontem. Hoje ainda espero voltar...