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terça-feira, outubro 20, 2009

UBI investiga jornalismo para telemóveis


A Universidade da Beira Interior está a investigar formas de apresentar notícias em dispositivos móveis, um tema que junta investigadores, operadores de redes, jornalistas e meios de comunicação - o Expresso integrará o painel "Meios de Comunicação", juntamente com o Público e a RTP - num encontro na Serra da Estrela, de 23 a 25 de Outubro, anunciou a organização.

O 1º. Encontro de Montanha sobre Jornalismo e Redes Móveis, na Pousada da Juventude das Penhas da Saúde, surge na sequência do trabalho desenvolvido pela Universidade da Beira Interior (UBI).

A UBI está a criar a primeira aplicação de um órgão de comunicação português para iPhone (smartphone da Apple que se transformou numa referência mundial de usabilidade móvel) - a par de uma versão do jornal Urbi et Orbi para telemóveis.
Antecipar o futuro

"O que queremos é fazer essa antecipação e começar a trabalhar já para em 2015 termos uma linguagem jornalística própria para explorar as características dos dispositivos móveis, nomeadamente dos 'smartphones'", aparelhos como o iPhone, os Android da Google ou equipados com Windows Mobile, entre outros sistemas operativos.

É preciso ter outra linguagem jornalística, porque não basta transpor o que se faz nos meios tradicionais para o reino da mobilidade: "o webjornalismo é autónomo".

"A Internet e os telemóveis têm características diferentes" de um jornal
impresso, da rádio ou televisão, que favorecem "notícias com elementos multimédia, conteúdos personalizados, entre outros aspectos", refere João Canavilhas.
Jornalismo para 'smartphones'

Além do mais, "pensamos que nalgumas situações vai ser mais fácil viabilizar economicamente o jornalismo para smartphones do que está a ser para a plataforma Internet" tal como é conhecida, no ecrã de um computador.

Por exemplo, para quem anda de viagem é mais útil saber quais os restaurantes nas proximidades. "Há a possibilidade de segmentar e personalizar informação, que é consequência da mobilidade e de termos um aparelho sempre connosco, que até virou moda", destaca.

O 1º. Encontro de Montanha sobre Jornalismo e Redes Móveis segue o modelo "do melhor congresso mundial de jornalismo online, que acontece em Austin, no Texas (EUA) e que junta não só os investigadores, como também o mercado", realça aquele responsável.

"Queremos que os operadores móveis nos digam o que pensam do jornalismo móvel, que as rádios e televisões expliquem o que esperam para rentabilizar os seus produtos e que os informáticos digam o que é possível fazer neste campo".

No caso da UBI, o jornal online da universidade, o Urbi et Orbi, já tem uma página formatada de forma mais simples para quando o endereço ( www.urbi.ubi.pt ) é aberto por dispositivos móveis.
Urbi está na App Store

Agora, a instituição já se inscreveu na App Store da Apple, sítio na Internet onde se comercializam as aplicações para o iPhone, para disponibilizar uma aplicação nativa.

Podem parecer coisas semelhantes, "mas essa aplicação tem vantagens
para ler o Urbi, em relação à página Web para dispositivos móveis", descreve Marco Oliveira, engenheiro informático e investigador do Labcom, autor da aplicação.

"É possível descarregar todo o jornal e lê-lo online, há mais opções
de personalização e troca de dados entre o iPhone e o servidor para garantir melhor fornecimento de conteúdos de acordo com as condições de tráfego e contexto", sublinha.

Ver Vídeo em ExpressoOnline

+ info em

http://www.encontros.ubi.pt/

http://encontrosdamontanha.blogspot.com/

terça-feira, dezembro 09, 2008

UBI exibe vestuário inteligente

A Universidade da Beira Interior (UBI) está a desenvolver protótipos de vestuário inteligente, que interage com o utilizador e outros aparelhos e que os investigadores acreditam antecipar o futuro. Duas dessas peças estão em demonstração na MOVE 08 - Mostra de Design de Moda da UBI: uma cinta que mede a frequência cardíaca e um casaco que serve de telecomando para ligar ou desligar aparelhos eléctricos.
Por enquanto, são investigação no curso de Design de Moda, mas os bons resultados deixam 'campo aberto', para, um dia, qualquer investidor fazer delas um negócio, acredita Rita Salvado, responsável pelo curso.
As peças surgem graças à miniaturização dos circuitos electrónicos e à exploração das propriedades dos têxteis. 'Há tecnologias que não existiam há uns anos', destaca. 'Este é o resultado de um trabalho multidisciplinar', no caso, dos departamentos de Ciência e Tecnologia Têxteis com o de Informática.
O casaco inteligente tem botões na manga, que controlam um comando sem fios, oculto sob o tecido, junto ao cotovelo. 'Em vez de andarmos com comandos pela casa, como o comando da televisão, do ar condicionado ou outros, cada par de botões deste casaco envia sinais sem fios para aparelhos diferentes', descreve Pedro Araújo, docente do Departamento de Informática.
A peça em demonstração está programada para controlar uma ventoinha, um rádio, um candeeiro e um retroprojector. Cada qual está ligado à tomada eléctrica por um adaptador que recebe os sinais da peça de roupa, que por sua vez é alimentada por uma pequena pilha, igual à de um relógio.
Quem não se imagina a andar de casaco dentro de casa, pode pensar em ter 'um pijama ou outra roupa de trazer por casa com estas funções', 'Será a evolução deste modelo: avançar para um tecido mais fino', acrescenta.
Ao lado, um dos alunos veste uma cinta ao peito. Inclui eléctrodos têxteis que vão captar a frequência cardíaca e exibi-la num mostrador colocado no pulso, como um relógio. 'Esta tecnologia já existe, nomeadamente nalgum vestuário desportivo, usado justo ao corpo', descreve Rita Salvado. Na UBI, 'a ideia é usar os eléctrodos têxteis em roupa larga, para ser usada por obesos com necessidade de acompanhamento do ritmo cardíaco'.

quinta-feira, maio 22, 2008

Veículo coberto de painéis solares nasce na Covilhã

Um veículo totalmente coberto de painéis fotovoltaicos é a aposta da Escola de Tecnologia da Beira Interior (ESTEBI) para a Shell Eco Maratona, que se realiza em Nogaro, no Sul de França, de quinta a sábado. A equipa ESTEBICAR, da Covilhã, é a única representante de uma escola portuguesa que vai apresentar um modelo movido a energia solar. O veículo concorre na categoria de Urban Car, ou seja, num percurso que simula a tráfego citadino.
Os painéis conseguem levar 400 watts de energia eléctrica a quatro baterias que alimentam o motor. Segundo Paulo Oliveira, coordenador do projecto, o motor "rentabiliza ao máximo a energia solar captada pelos painéis".
O monolugar tem as dimensões máximas permitidas no regulamento (3,5 por 1,2 metros) “para termos o máximo de painéis fotovoltaicos instalados ", explica o responsável. Apesar dos seus 160 quilos, a equipa acredita num "bom desempenho" e espera ver o veículo percorrer os 1.700 metros do circuito de Nogaro. "Uma boa parte do circuito será feita com o carro desligado, aproveitando as descidas para recarregar as baterias", esclarece.
O investimento ronda os 6.000 a 7.000 euros e o veículo foi construído por cinco alunos do Curso de Especialização Tecnológica (CET) em Manutenção Industrial, do pólo da ESTEBI da Covilhã.


Diário XXI