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terça-feira, junho 07, 2011

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS - E AGORA? por Marco Daniel Alves

Bem, passado um dia que esta sobre as ultimas eleições legislativas, quero também eu fazer uma reflexão sobre tudo o que se passou neste acto eleitoral.

Uma primeira nota para o nível elevado da abstenção, principalmente numas eleições desta natureza que se revelavam de especial importância devido ao difícil período que atravessamos. Acho que esta é uma matéria que deve merecer uma reflexão profunda por parte de toda a classe politica.

Em relação à redução para metade do Bloco de Esquerda, apenas tiveram o que semearam. Já escrevi anteriormente que o Bloco de Esquerda aquando do seu surgimento, veio dar uma lufada de ar fresco ao panorama politico Português, mas depressa se vergaram ao populismo e à demagogia, e vamos ver se esta amálgama de partidos que forma o Bloco de Esquerda não se irá começar a desintegrar devido a este desaire eleitoral.

O PPD/PSD de Pedro Passos Coelho lá conseguiu então "ir ao pote"(expressão utilizada pelo próprio PPC, quando inviabilizou uma moção de censura ao Governo apresentada pelo BE). Confesso que estou muito apreensivo quanto ao que ai vem. Não sou só eu que digo que este é provavelmente o PPD/PSD mais à direita de sempre, até o próprio Paulo Portas referiu em campanha que o CDS/PP de hoje, imagine-se, está à esquerda do PPD/PSD. Temo que haja a tentação de, sob a desculpa das medidas da troika, se desmantelar o estado social que temos, que foi uma das grandes conquistas de Abril.

Quanto ao Eng. José Sócrates, volto a referir o que já disse anteriormente, e não tenho dúvidas que a História me irá dar razão, estivemos perante um dos mais talentosos Políticos e Lideres dos nossos tempos, não tenho dúvidas que será para sempre lembrado como o Politico mais reformista da nossa Democracia, e também não tenho dúvidas que numa outra conjuntura internacional, iria continuar a liderar os destinos do nosso Pais, tornando-o numa referência em muitos domínios, nomeadamente no desenvolvimento tecnológico.

Os grandes lideres têm a característica de só se poder ter dois sentimentos por eles, amor ou ódio, e se tinha dúvidas quanto ao estarmos perante um grande lider, ontem dissipei-as no momento em que o Eng. José Sócrates informava que ia deixar a liderança do Partido Socialista, vi a festa que reinava nas hostes do PPD/PSD e do CDS/PP. Confesso que essa festa me deu um certo gozo, para o conseguirem derrotar, foi preciso recorrer à baixa politica, nunca desde o 25 de Abril um Politico foi tão insultado e perseguido...

Obviamente que cometeu erros, mas só os comete quem trabalha e quem faz alguma coisa, entre o deve e o haver, o tempo irá servir para que fique claro as marcas bastante positivas que deixou em Portugal, principalmente até 2008.

O Povo foi chamado a escolher e o Povo, mal ou bem, lá fez a sua escolha de forma clara e inequívoca. Espero estar enganado em relação ao que espero da actuação da aliança que nos vai governar, ainda me recordo muito bem da última passagem do Paulinho das Feiras por um Governo, e deixou tudo menos saudades...

Por fim uma pequena reflexão sobre o Partido Socialista, penso neste momento ser importante um debate e uma reflexão interna, fazendo paralelamente a isto uma aproximação do Partido às bases. Uma re-filiação penso que também não seria descabida, e acima de tudo penso que o Partido deve ser re-centrado à Esquerda, e começar desde já a trilhar o caminho, para num futuro próximo voltar a Governar Portugal. Obviamente esta reflexão está já condicionada à partida pela escolha do próximo Secretário-Geral, que não deve fugir dos nomes que neste momento são já apontados como possíveis sucessores a José Sócrates (António José Seguro, António Costa e Francisco Assis).

Aconteça o que acontecer, de uma coisa não tenho dúvidas, o Partido Socialista irá continuar a ser o Grande Partido da Esquerda Democrática e irá continuar a ser o Grande Partido do Povo.

segunda-feira, março 21, 2011

Ankyofnna_historiascc.blogspot.com


Ankyofnna, natural de Bissau, representou pela primeira vez o Sporting da Covilhã em 2002/2003, depois de ter sido contratado ao Oliveira do Hospital, tendo contribuído para a manutenção serrana na 2ª Divisão de Honra, para além de uma participação interessante na Taça de Portugal, em que a eliminação se verificou apenas nos Oitavos de Final, numa visita ao Vitória de Setúbal. Ankyofnna permaneceu na Covilhã para a época que se seguiu, mas sem o sucesso colectivo anterior, visto que o clube não evitou a despromoção. O guineense passou então por União Micaelense e Pinhalnovense, tendo regressado ao Sporting da Covilhã em 2007/2008, com as suas exibições no meio campo a ajudarem a uma dramática subida à 2ª Divisão de Honra, apenas alcançada por pontapés de grande penalidade no terreno do Olivais e Moscavide. Ankyofnna continuou no emblema serrano para a temporada posterior, mas uma arreliadora lesão não permitiu a participação em qualquer partida, colocando assim um ponto final na sua carreira de futebolista. Que outras recordações existem de Ankyofnna?


sexta-feira, fevereiro 25, 2011

"Quem nunca ouviu falar que antigamente o transporte do minério(nas Minas da Panaqueira) era feito nos carros de bois?"_sobraldesaomiguel.blogspot.com

No antigamente

"Hoje recebi a visita da ti Silvina que me trazia uma verdadeira relíquia."

"Quem nunca ouviu falar que antigamente o transporte do minério era feito nos carros de bois?

Neste caso o ti João Vicente Pinto foi um dos muitos trabalhador das Minas da Panasqueira mais conhecido pelo "Ganhão da Companhia". Trabalhava nas limpezas da área habitacional, transportando os lixos e a "trampa" que eram despejados nos aterros.

O "Ganhão da Companhia" trabalhou mais de 30 anos nas minas tendo ganho um relógio de pulso quando completou os 25 anos de trabalho."

"Continuem a enviar-nos as histórias das nossas gentes."


1ºANIVERSARIO DA SENHORA DO BTT FESTA ÚNICA NO MUNDO_S. Jorge da Beira_Covilhã

revivernasminas.blogspot.com_"Reviver (n)as Minas, Aconteceu!"

"O maior mistério da humanidade é o mistério da vida. Nascer é um acto que está intimamente ligado à vida e, já agora, às ideias. Tal como na vida, uma ideia quando germina torna-se num mistério e através do seu desenvolvimento vai ganhando contornos ténues que depois, com o tempo e com a adesão, robustece, ganha autonomia e acontece. O acontecer é o parto das ideias!"


De facto, "Reviver (n)as Minas" aconteceu e viveram-se verdadeiros momentos de família próprios dos filhos que regressam a casa, após longos anos de ausência e são recebidos de braços abertos e com o prato posto na mesa.

Foram abraços do tamanho da saudade, expectativas, algumas hesitações próprias do tempo que passou e após o "... tu és?!!!" e a resposta inevitável: "... Hei!...", tudo se transformava em nós!

As dezenas de participantes que hoje estiveram o primeiro "Reviver (n)as Minas", guardam, por certo, as emoções que hoje viveram e querem repeti-las, aumentando a sua participação com muitos ausentes que hoje, aqui, foram recordados. Fica o desafio!

Não posso de deixar de dar duas palavras muito especiais de apreço pelo carinho que imprimiram a todo o convívio e que foi constante e bem visível ao longo de todo o tempo em que estivemos juntos. À Alda e ao António Serrão. Simplesmente, não deixaram que nada acontecesse ao acaso, para que todos se sentissem bem. E, isto, só está ao alcance de verdadeiros mestres! Obrigado em nome de todos, por certo!

Muitos quererão partilhar as suas emoções neste blog, está à vossa disposição, porque é vosso, viverá ou morrerá em função do interesse e do carinho que tiverem por ele. Foi criado especialmente para dar corpo a esta ideia e para lhe servir de suporte. Portanto, a partir deste momento, depende de todos nós! (Enviem as vossas participações para: carmobaptista@gmail.com. Encarregar-me-ei de as publicar.)


Fica aqui uma primeira série de fotos, que "roubei" por aí, no FB (João Pedro...), e dei-lhes um pouco de animação. Há muito mais para ver, mas tal como as ideias, também leva o seu tempo!

Nº 2 do Jornal Voz da TOPE_"Ferro 17 Fevereiro de 1960"


"Noutro espaço deste blogue, já falámos da T.O.P.E. ( Teatro Organizado Pelos Estudantes). Agora, gentilmente cedido pelo Dr. Luís Marrocano, aqui vos deixamos o Nº 2 do Jornal de 17/2/1960. Pasmem-se senhores: já lá constava uma quadrazinha sobre a nossa estrada (pág. 3), dos bancos e árvores do Cilindro e da vinda da G.N.R. para o Ferro."



Sobre a estrada do Ferro para a Covilhã,
dizia-se nos anos 60 e transcrevo:

Estrada (é o fraco)

Que linda estrada temos
Do Ferro à Ponte Pedrinha
No Verão muita Poeira
No Inverno muita Cóvinha. (Continua)

É verdade, apesar de no Verão a nossa estrada possuir poucas covas (a terra que os incansáveis cantoneiros lhe deitam faz milagres) no Inverno é quase intransitável, é um caminho de cabras. É a desonra da exmª Camara da Covilhã

(Ai!...mas é que eu tenho um carro!)

O G.D.A.C. Bouça pretende implementar uma escola de Futsal

Desportivo Da Bouça


A implementação deste projecto tem como objectivos, os inegáveis benefícios que a prática regular da Actividade Física e Desportiva em geral e o Futsal em particular podem trazer ao nível do desenvolvimento na estruturação do comportamento motor e social, bem como o desenvolvimento multilateral e criação de hábitos de vida que fomentem a saúde através de uma prática desportiva continuada.

Neste sentidos os nossos jogadores irão aprender a jogar Futsal através de métodos de treino adoptados à sua idade, num ambiente de qualidade, divertido e saudável.

Este projecto tem início dia 16 de Fevereiro de 2011.

cortesdomeio.blogs.sapo.pt

"Afinal para que serve este espaço???" Bouça

"A serra e o esqui"

O Público de ontem (segunda feira, dia 21) trazia uma notícia sobre João Marques, um jovem esquiador português (da Covilhã) que participou recentemente numa prova internacional de esqui. Nessa peça pode ler-se, a páginas tantas, o seguinte:

(...) apesar de a serra da Estrela ser "o melhor que temos, fica muito aquém das necessidades para um atleta de alta competição de desportos de neve". "Não por falta de vontade, mas por falta de neve", diz [João Marques].

Na serra da Estrela, o tempo para a prática das modalidades de Inverno está centrado, em média, em quatro meses, entre Dezembro e Março. "E mesmo assim nem sempre com a quantidade de neve necessária".

Ou seja, e mais uma vez, apesar de ser "o melhor que temos", a serra da Estrela não é grande coisa para o esqui.

Não pretendo com isto concluir que se deve fechar a estância de esqui. Apenas repito o que toda a gente que pratica esqui com alguma regularidade diz. E daí deduzo que enquanto continuarmos a basear o turismo da serra numa actividade que na serra não tem muita qualidade, continuaremos a ter este turismo desqualificado. Mas é pena, porque a serra merecia mais, e também porque poderíamos aproveitá-la mais lucrativamente

Nota: usei as declarações de João Marques (tal como elas foram transcritas no artigo do Público) mas não pretendo com essa utilização sugerir que ele partilha as minhas opiniões.


"Foto das minas da panasqueira. Gentes de Casegas"

"O primeiro da direita é o Ti Pinto. Alguém consegue identificar mais? Há também um "Ti Pimpão", um Ti Luis Cagabarros e um Ti Zé Luis Coretas. Segundo o António Serrão, mas não tem a certeza de todos.."


Coro Infantil da Banda da Covilhã_1981_Calvário

Coro Infantil da Banda da Covilhã - 1981 - Escadaria da Capela do Calvário - Covilhã. Foto gentilmente cedida por Francisco Mota (na altura com 4 anos de idade). Mais uma Foto da História da Banda da Covilhã, das inúmeras actividades desenvolvidas na Covilhã ao longo das últimas décadas. Brevemente, fotos do Rancho que a Banda também teve em tempos.

I Feitiço_Festival de Tunas Femininas da Universidade da Beira Interior_26 Fev'11_21:30_UBI_Covilhã

Festival de Tunas Femininas- Sábado dia 26 de Fevereiro no Auditório das Sessões Solenes da UBI (Pólo I) a partir das 21:30 -TUNAS CONVIDADAS: Cientuna - Tuna Feminina de Ciências do Porto - TAFUÉ - Tuna Académica Feminina da Universidade de Évora - Tun'Obebes - Tuna Feminina de Engenharia da Universidade do Minho - F-Tuna - Tuna Feminina do Instituto Politécnico da Guarda. UMa organização da Encantatuna. A Banda da Covilhã agradece o CONVITE e estará presente.

HistóriaSCC comemora 2º Aniversário_A Máfia congratula o Blogue HistóriaSCC


O Blogue HistóriaSCC está a completar o segundo ano de existência, continuando a desenvolver um trabalho dedicado a perpetuar a história do Sporting Clube da Covilhã, esteja relacionada com os dias do presente ou seja referente a tempos muito longínquos. A nossa missão não tem sido fácil, principalmente por querer abranger anos com poucas memórias palpáveis, mas com a colaboração de jogadores, treinadores, directores, familiares de antigos atletas e diversas entidades, temos encontrado registos fotográficos que marcarão para sempre a grandeza do nosso clube. Para além do espaço na internet, o Blogue está a preparar outras iniciativas, esperando que algumas possam ser comunicadas aos nossos seguidores o mais depressa possível. E não se esqueçam que apenas temos um objectivo: divulgar a história do enorme Sporting Clube da Covilhã!

A Equipa do Blogue,

Carlos Miguel Saraiva
Nuno Miguel
Eugénio Lopes
Filipe Pinto
João Paulo Martins


terça-feira, fevereiro 22, 2011

New Blog on The Block_covilharevisitada.blogspot.com

"Não pretendo mostrar neste blogue investigação ou erudição sobre a Covilhã, que não possuo nem me proponho encaminhar-me para essas actividades. O que disser neste âmbito, digo-o porque já o sabia. Pretendo assumir a pose de um simples natural da Covilhã, que evoca o que no seu entender foi e é mais marcante na Covilhã. Os temas envolvidos serão decerto diversificados, desde a figura histórica até ao convívio de juventude na cidade. Fujo dos temas polémicos, ponho-me à parte da discórdia. Pretendo recordar e viver o que a Covilhã tem de melhor para mim, para muitos covilhanenses e para muitos habitantes do concelho: pretendo caminhar para o âmago da Covilhã, o que se sabe que só se consegue ao fim de uma vida… Pretendo revisitar a Covilhã, como alguém que já a conheceu e agora a olha com outros olhos…"

José Manuel Morão
Antigo aluno da Escola Frei Heitor Pinto e da Escola Campos Melo


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O MONTE, AS RIBEIRAS, AS FÁBRICAS, CAMPOS MELLO,
A ESCOLA TÉCNICA & C.,ª Lda.



A Covilhã, com o seu castelo, surgiu no monte mais próximo das ribeiras, devido à importância da água. Importa referir que, ao que parece, essa não foi a sua localização primitiva: “A antiga Covilhan estava situada na parte mais baixa da cidade actual, junto aos pomares da ladeira de Martin Collo (…); (…) foi-se dilatando para o lado superior da encosta.” (1) O que importava não era fundar uma cidade afastada da comunicação com o resto do reino, mas próxima às vias de comunicação com outras cidades, vias que foram primeiramente abertas pelos romanos. Parece que queriam fazer os antigos celtas descer à planície e expandir o processo da romanização nas suas várias vertentes, a menor das quais não será a da língua e da cultura. Por outro lado, o rio Zêzere passava no vale abaixo, onde, depois de juntos os caudais da ribeira da Carpinteira e da Degoldra (agora andam por aí a chamar-lhe erradamente Goldra) na ribeira de Corges, nesse rio desaguavam.

Mas desde cedo as duas ribeiras deram à cidade a sua vocação fabril, conjugadas com os grandes rebanhos que os pastores levavam a apascentar na serra da Estrela ou pelas longínquas rotas da transumância. Essa vocação fabril talvez se tenha manifestado ainda desde tempos antes da monarquia. Imaginamos a beleza das primeiras fábricas, perfeitamente integradas nos leitos das ribeiras, colhendo as suas águas para mover os mecanismos. Algumas ainda existem. Ou se não são as mesmas devem ser parecidas.

Em conclusão, a cidade da Covilhã só não está situada no vale devido à castrense e medieval necessidade de defesa, devido às muralhas incrustadas no cimo de um monte. A cidade não tem vista para a serra, não foi essa a preocupação, os tempos não eram de turismo ou poesia. Ao tempo e à sobrevivência não interessavam as vistas. Decerto que no vale passava uma importante via romana, a mesma que ia servir as explorações mineiras da ribeira de Gaia, ali perto de Belmonte. Os romanos vieram para a Península fundamentalmente por causa da extracção mineira.

No tempo de fazer o castelo ainda houve engenho para talhar as pedras. Quando foi necessário construir a Real Fábrica (ao tempo da do Fundão e da de Portalegre) bastou destruir o castelo… Destruir não será bem o termo, porque o castelo já estava arruinado pelos tempos. Mas decerto a ruína humana interveio então consideravelmente. Tudo muito prático, sem sensibilidade pelo património. Também outras fábricas se aproveitaram das pedras, e até os particulares. Foi uma pilhagem consentida... (2)

A Covilhã abrangia o extenso vale que hoje chamamos Cova da Beira, nome que não é muito poético. Houvesse uma pequena ermida no vale, como há na nave de Santo António, e poderia muito bem chamar-se-lhe Vale de S. António, ou Vale das Duas Serras, atendendo a que é formado pelo vale da Serra da Estrela e da Gardunha, a maior serra e outra das maiores de Portugal. Cova da Beira não é lá grande nome… Até os chamados Covões da serra da Estrela são nomes mais soantes…

Depois do século de ouro da indústria dos lanifícios da Covilhã, o século XVIII (2), o nome que hoje nos aparece mais associado à indústria de lanifícios da Covilhã é o de Campos Melo, ou melhor, José Maria Veiga da Silva Campos Mello, o que não causa estranheza, pois quotidianamente (e desde a nossa juventude de estudantes) vemos a sua estátua de mãos estendidas em serviço pelos lanifícios, junto à Escola Campos Melo, vemos a placa de centenário de nascimento na casa onde ele nasceu, na rua que tem hoje o seu nome (Rua Comendador Campos Melo) e apreciamos o belo jazigo no cemitério da Covilhã:

«José Maria da Silva Campos e Mello — (Comendador) nasceu na Covilhan em 29 d’Agosto de 1808 e morreu no dia 3 de Março de 1866, legando á Mizericordia d’esta villa 1:500$000 reis.
Negociante opulento e chefe d’industria fabril, foi dos mais incançaveis filhos da Covilhan, que aproveitando a fecunda lei protectora de 10 de Janeiro de 1837ajudou a leval-a ao subido grau d’explendor e progresso.

Em 28 de Março de 1864 o Governo de Sua Magestade, em attenção ás excelentes qualidades d’este respeitável Portuguez e dos eminentes serviços por este prestados á industria nacional o condecorou com o gráu de commendador da Ordem de Nosso Senhor Jesus Christo. Reedificou pelos annos 1852 a denominada Fabrica Velha, sita na ribeira da Carpinteira:

Fabrica Velha:
Gosava dos mesmos privilégios da fabrica de Cascaes, em virtude da Régia Provisão de 11 de Dezembro de 1800.
Manufacturava fazendas de lan e ultimava e tingia fazendas de particulares.
Pessoal:
Mestres . . . . . . 3
Aprendizes . . . 2
Officiaes . . . . . 15
Serventes . . . . 8
Total . . . 28

‘E hoje a grande fabrica-Campos Mello & Irmão.»
Portanto Campos Melo foi um notável industrial português, que trouxe à indústria nacional consideráveis aperfeiçoamentos técnicos, e que fundou a primeira Escola Técnica, em 1884:
«ESCOLA INDUSTRIAL «CAMPOS MELLO» — Pelo decreto de 3 de janeiro de 1884 foi creada esta escola, que foi aberta em 9 de dezembro do mesmo anno, e, mais tarde, 2 de agosto de 1885, solemnemente inaugurada no edifício que occupa, na rua de Santa Marinha, offerecido pela Camara Municipal.

Movimento d’esta escola desde a sua abertura até fins de 1897:
Frequencia: —Desenho, 1: 142 do sexo masculino e 75 do feminino; mathematica, 212 m.; francez, 405 m. e 2 f.; chimica, 94 m.; tecelagem 95 m. —Total, 2:025.
Examinados: —Desenho, 346 m. e 27 f.; mathematica, 48 m.; francez, 130 m. e 1 f.; chimica, 11 m.; tecelagem, 37 m. — Total, 607.

Actualmente há apenas dois professores: um de chimica e outro de desenho e mathematica, tendo um total de uns 50 alumnos.» (1)

Se não viveu muitos anos, Campos Melo soube cuidar do seu destino em vida e quanto à sua última morada, pois no cemitério da Covilhã, no corredor central, segundo patamar, pode apreciar-se a beleza do seu jazigo, de portas de três arcos de volta perfeita com colunas de capitéis adossadas. Partilhou-o, sobretudo, com um seu irmão mais velho (que dá o seu nome a outra grande artéria da Covilhã, a rua Visconde da Coriscada):
«Francisco Joaquim da Silva Campos Mello (conselheiro e primeiro visconde da Coriscada) — nasceu na Covilhan em 5 de Janeiro de 1824 e morreu a 13 de Maio de 1876. Foi presidente da Camara Municipal de Covilhan, valoroso industrial, escrivão e provedor da Misericordia d’esta cidade, á qual deixou em testamento 1.500$000 reis em acções do Banco da Covilhan.

Em 1871 recebeu o titulo de Barão da Coriscada, que depois se mudou no de visconde. Promoveu o desenvolvimento da industria covilhanense e ligou o seu nome a muitas instituições de caridade e de progresso.» (1)

É evidente que a herança industrial de Campos Melo se situa hoje nas fábricas que souberam acompanhar a evolução técnica dos tempos, como as fábricas de Paulo Oliveira ou de Brancal, mantendo o nome da Covilhã na primeira fileira da produção de lanifícios do mundo.

(1) Quintella, Artur de Moura; Carvalho, A. Crespo de- Subsidios para a Monographia da Covilhan (1899)
(2) Barata, J. Reis- Covilhã-Nascimento e Consolidação (2006)


José Manuel Morão

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

"Assim falava...O deputado José Sócrates, hoje primeiro ministro, há quase vinte anos: "

In Jornal do Fundão, 31 de Janeiro de 1992, primeira página
(clique para aumentar)

Não nos lancemos precipitadamente à crítica fácil! Devemos compreender que, nos últimos vinte anos, se vêm afirmando as teorias corporativistas que defendem o ordenamento estatal da iniciativa empresarial. O que em 1992 muito considerariam um monopólio injustificável e indefensável, é hoje em dia visto com bons olhos e um modelo aplicado em cada vez mais sectores da economia. Aliás, está para breve a refundação da saudosa Câmara Corporativa (que, aliás, deve ter dado parecer para a constituição deste "monopólio do deixa-andar")! Tudo coisas que um jovem deputado como José Sócrates nunca poderia, há vinte anos, ter previsto!

Sim!, aplique-se em todos os sectores da economia o modelo que tanto dinamismo tem trazido ao turismo na serra da Estrela! A bem da Nação!

ocantarozangado.blogspot.com

CORTES DESESPERA PELA ESTRADA DAS PENHAS

Candidatura para a requalificação da estrada que liga Cortes do Meio às Penhas da Saúde foi apresentada há um ano ao Proder, mas até à data sem qualquer resposta.

Uma situação lamentada por Paulo Rodrigues, em entrevista ao programa "Radiografias" da RCB o autarca fez o ponto de situação do projecto "os capitais próprios da junta e da câmara da Covilhã já foram investidos nesta obra, mas continuamos a aguardar a aprovação de uma candidatura apresentada pela câmara da Covilhã no dia 28 de Janeiro de 2010, há precisamente um ano, no valor de um milhão 823 mil euros, ao programa Proder, mas até à data sem qualquer resposta".

Segundo o autarca, a estrada, reivindicada há anos, é uma alavanca para o turismo e a mais importante obra para a freguesia "haverá outras importantes mas esta obra é necessária para Cortes do Meio como pão para a boca".



Quanto às urgentes necessidades (tão urgentes, e tão necessárias, "como pão para a boca") a que esta estrada virá dar resposta, volto a repetir a pergunta que a este propósito faço há perto de quatro anos: que desenvolvimento ocorreu em Loriga e Valezim em resultado da abertura da estrada de S. Bento entre a Portela de Arão e a Lagoa Comprida? Sim, sim, toda a gente dizia (mais: toda a gente sabia) que esse desenvolvimento iria, sem dúvida, ocorrer. Mas ocorreu? Já começou a ocorrer, ao menos? Ainda há esperança de que venha algum dia a começar a ocorrer?

Faço esta pergunta aos Loriguenses e peço aos das Cortes do Meio que a façam também. Estudemos soluções que já experimentámos, avaliemos os resultados que se obtiveram, antes de afirmarmos que o que é preciso é mais estradas. Para desenvolver o turismo é preciso mais do que meramente estar no caminho para a Torre (e as Cortes do Meio, tal como Loriga, nunca estarão no caminho natural para a Torre, por mais estradas que rasguem serra acima). Direi mesmo mais: hoje em dia, é preciso *não* estar no caminho para a Torre (com todo o lixo, ruído e desordenamento que caracteriza as áreas dos trajectos já existentes) para que se possa desenvolver um turismo equilibrado e verdadeiramente lucrativo, como o que se pratica nas outras montanhas da Europa.

(*) Na verdade, isto não é bem uma notícia, é mais o eco de um estado de espírito do presidente da Junta de Freguesia das Cortes do Meio, que apresenta os seus desesperos particulares (sejam eles verdadeiros ou meras jogadas tácticas, não é essa a questão agora) como desesperos da freguesia a que preside. É também mais um exemplo de como muitos jornalistas locais entendem que não é função deles fazerem mais do que servir de correio para estes estados de espírito.

"A minha última opinião !!! " tortosendo.blogspot.com



"Com muita pena minha transmito a todos o fim deste blog.

Tentei com este blog despertar o interesse de todos os Tortosendenses para a sua terra o que não consegui. Consegui sim foi arranjar meia dúzia de inimigos anónimos e o olhar desconfiado de outros tantos.

Continua a ser uma terra onde a maioria das pessoas só sabe criticar os outros e nada mais…para esses deixo aqui umas últimas palavras: " Ide para a p... que vos pariu !"

Fecho este blog com a consciência tranquila de que o meu “trabalho de casa” foi feito.

Por fim, não posso deixar de agradecer a todos os que passaram por aqui assiduamente… o meu muito obrigado…

António Moreira

PS: O blog continuará aberto, pois creio que o conteúdo se justifica, mas deixarei de postar."


Campanha de Apoio a Estudantes Carenciados_capelao@ubi.pt

Brevemente iremos fazer circular uns mealheiros para recolher os donativos materiais de quem quiser colaborar na ajuda dos estudantes que já estamos a apoiar, bem como dos que vierem ainda a surgir depois de feita esta triagem.

Desde já gratos pela atenção dispensada e pelo acolhimento generoso que esta causa merece.



Com amizade,

Pe. Henrique Manuel Rodrigues dos Santos

Capelão
Pe. Henrique Manuel Rodrigues dos Santos
Tlm.: +351967707684
Email da Capelania
capelao@ubi.pt


terça-feira, fevereiro 08, 2011

Leixões SC 0 - SC Covilhã 1

O início da segunda volta da Liga Orangina trouxe o Sporting Clube da Covilhã de regresso às vitórias, algo que não tinha acontecido nas seis jornadas anteriores, sendo um facto ainda mais relevante por ter sido obtido no terreno do Leixões Sport Clube, um assumido candidato aos lugares cimeiros da classificação.

foto


As equipas apresentaram-se em campo com grande vocação rematadora, embora com evidentes lacunas na pontaria, visto que a bola foi passando ao lado de ambas as balizas. Progressivamente, o Leixões foi tentando assumir o controle da partida, mas sem consequências perigosas para o último reduto serrano, até porque o jogo estava a ser disputado essencialmente a meio campo. O Covilhã não tinha apenas preocupações com as tarefas defensivas, pois, também procurou delinear saídas para o ataque e aos 29 minutos, um remate de Rincon obrigou o guardião Fonseca a uma intervenção difícil. Ficou o aviso visitante, que aos 41 minutos foi mesmo traduzido em golo, quando Jason (a fazer a sua estreia) cruzou para Amessan atirar para o fundo das malhas locais. Em vantagem no marcador, os covilhanenses tiveram que travar a reacção da formação de Matosinhos, que aos 45+2 minutos ameaçou alcançar o empate, com Paulo Tavares a rubricar um remate para espectacular defesa de Serginho. Ao intervalo: 0-1.

O Leixões entrou na segunda parte claramente ao ataque, empurrando os serranos para terrenos recuados, mas sem criar acções demasiado perigosas, exceptuando um livre directo de Fábio Espinho aos 58 minutos, que ficou a escassos centímetros das redes de Serginho. A pressão local foi perdendo objectividade e até foram os visitantes que estiveram perto de dilatar a diferença em dois lances: aos 70 minutos, Rincon não conseguiu aproveitar a sua excelente posição na área adversária; e aos 77 minutos, o recém entrado Bruno Severino apontou um livre para boa defesa de Fonseca. Os leixonenses voltaram a acelerar o ritmo nos instantes finais, colocando por inúmeras vezes a bola na área do Covilhã, mas a boa organização serrana e duas atentas intervenções de Serginho permitiram segurar uma preciosa vitória por 0-1. Com estes três pontos, o Sporting da Covilhã deixou os lugares de descida de divisão, desejando-se que a recuperação possa continuar na próxima jornada, quando se realizar a recepção ao Estoril.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Festa de Comemoração do 3ºAno AJF_Ferro


No passado dia 29 de janeiro o Grupo AJF completou 3 anos de existência e pelo meio muitas actividades realizadas...Este próximo ano seja cheio de actividades para a vila do Ferro, onde a união faz a força, e o GRUPO AJF conta com apoio e ajuda de todos...