terça-feira, fevereiro 02, 2010

Demolir porquê?



Retomamos o tema da demolição da ponte ferroviária do Corges, construída no século XIX, que a REFER tem em lista de espera para o abate. Um escândalo com hora marcada e com a conivência da sociedade civil covilhaneinse, pejada de basbaques, que se estão nas tintas para o que resta da seu património histórico. Atavismo que não surpreende, depois de anos a fio, assistirem impávidos ao saque e delapidação da sua memória colectiva.
Adicione-se ainda, alguma imprensa regional, pactuante com a deriva e o afã destrutivo dos amanuenses camarários, mais uma oposição que tem vindo a assobiar para o lado com um melancólico encolher de ombros. Em suma: o que resta da memória histórica da Covilhã está entregue à bicharada. Mas se outros calam, falemos nós.
No meio desta tragédia, sobra a blogosfera e redes sociais para mostrar a indignação e por cobro aos dislates da REFER / CMC.
Salvemos pois a ponte ferroviária do Corges, património de todos.

5 comentários:

  1. Anónimo9:39 p.m.

    Bota abaixo... agora andar a guardar montes de ferro e pedra para ficar a ocupar espaço sem utilidade nenhuma! Bota abaixo e força no progresso

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  2. Disse o quê??12:45 a.m.

    Oi?

    Alguém me sabe explicar qual o valor patrimonial daquele mamarracho???

    Ganhem juízo!!

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  3. João do seculo XXI8:59 p.m.

    Corroboro completamente os comentarios ja feitos. Se todos pensassem assim, ainda estavamos na idade da pedra. Nem aquela ponte alguma vez teria sido possivel construir há mais de um seculo.
    O progresso faz-se rompendo com o passado, preservando e deixando para memoria os marcos do passado, mas que não impliquem um travão no progresso!

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  4. Anónimo10:57 p.m.

    Se construir uma nova implica menos custos do que a reabilitação da mesma( a nível de segurança, porque isto sim é importante) então que vá abaixo! Embora haja algum impacto visual quando a mesma for a baixo! Mas se a nova for a que eu vi nos projectos, até que vai ficar muito bem!:)

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  5. Compreendo o sentimento dos Covilhanenses, pois é uma obra imponente a que já estavam habituados, e vai ser demolida.
    Mas será que valerá assim tanto a pena manter issas pontes?
    É preferível deitar a baixo, do que algum dia mais tarde, venha a acontecer algo como já aconteceu na linha do TUA, ou há uns anos em Entre os Rios...

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